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| Main Author: | |
|---|---|
| Format: | Artículo científico |
| Language: | pt |
| Published: |
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
2005
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| Subjects: | |
| Online Access: | https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=512051703007 |
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Table of Contents:
- OS CONCEITOS DE CRIANÇA E DE ANORMAL E AS PRÁTICAS DECORRENTES DE ATENDIMENTO INSTITUCIONAL NO BRASIL: UMA ANÁLISE GENEALÓGICA Tânia Mara Pedroso Müller Filosofía Menor Anormal Criança Justiça Foucault Quando definiu o conceito de Anormal, Michel Foucault revelou a consolidação de uma complexa e autofuncionante rede de instituições de controle, de mecanismos de distribuição e vigilância e de papéis e exigências sociais, lançando a criança nesse turbilhão. Este texto busca empreender uma análise genealógica da história do atendimento à criança pobre no Brasil, fundado na noção moral daquele conceito. A categoria ―menor‖ foi construída seg undo a díade justiça - assistência, que buscava amparo simultâneo de suas ações – regular, proteger e sanear moralmente a sociedade - , tendo como alvo à criança pobre, que não correspondia ao modelo de infância civilizada que a nação e a elite aspiravam. O atendimento institucional visava à defesa da sociedade, pelo afastamento das ditas crianças perigosas, cuja especificidade era o tratamento – disciplina e correção para anulação do perigo - , tornando - as aptas a reintegração produtiva na sociedade. Por iss o, a instituição tinha como função modificar o caráter, ensinar um ofício, transformar a criança em ―um cidadão útil a si e útil aos outros‖, privilegiando sua educação. Os diferentes relatos e dados nos ajudam a desvelar que o conceito de anormalidade est eve diretamente relacionado ao de periculosidade, e que portanto, o ―tratamento‖ dispensado às ditas crianças anormais, tinha como um dos objetivos - senão o principal - a cessação do ―perigo social‖ que elas representavam para a sociedade. O que nos move hoje é o questionamento da própria ordem, até mesmo em sua dimensão legal: em que medida a liberdade deve ficar amarrada às atribuições normativas supostamente apoiadas numa natureza humana de que os saberes se arrogam o conhecimento? De que modo a liberda de pode deixar de ser mera derivação de qualificações morais e racionais das quais as pessoas podem ser dadas como carentes e excluídas? Estes novos problemas esta análise nos impôs. 2005 artículo científico 2525-5061 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=512051703007 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=5120 Childhood & Philosophy application/pdf Universidade do Estado do Rio de Janeiro Childhood & Philosophy (Brasil) Num.2 Vol.1