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Bibliographic Details
Main Author: Patrícia do Prado Ferreira
Format: Artículo científico
Language:pt
Published: Universidade de Fortaleza 2018
Subjects:
Online Access:https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=527557992003
https://www.redalyc.org/journal/5275/527557992003/
https://www.redalyc.org/journal/5275/527557992003/html/
https://www.redalyc.org/journal/5275/527557992003/527557992003.epub
https://www.redalyc.org/journal/5275/527557992003/movil
https://doi.org/10.5020/23590777.rs.v18i1.6528
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Table of Contents:
  • O Cartel Psicanalítico e os Limites de sua Escala Lógica Patrícia do Prado Ferreira Psicología Massa grupo cartel discursos A proposta deste trabalho é abordar o limite de escala lógica do cartel. Esse dispositivo de transmissão é proposto por Jacques Lacan e chamado de “órgão de base” do funcionamento de sua Escola. O cartel pode ser entendido como uma forma coletiva que emerge de diversas tentativas – inclusive fracassadas – de constituição que se estrutura para-além dos efeitos de ‘grupo’ descritos por Freud em Psicologia das massas e análise do eu. Portanto, objetiva-se que o cartel escape às tradicionais estruturas hierárquicas e verticalizadas, além de tentar esvaziar o sentido das identificações entre os pares e do ‘Um ideal’. Para tanto, a proposta é de um arranjo lógico limitado a 4+1, em que os membros do cartel se reúnam em torno de um tema (que funcionaria como elo entre o pequeno grupo), apresentando um argumento de trabalho que simultaneamente faz o grupo – uma vez que os membros estão articulados por uma produção de saber, uma tarefa – e particulariza a questão. Pensando com base na teoria dos discursos (que se utiliza de matemas para demonstrar os engendramentos dos laços sociais) proposta por Lacan em 1969-70, a estrutura de um cartel pode ser associada a uma inscrição no discurso do analista. Os outros discursos – do mestre, do universitário e da histérica – de certo modo mapeiam o aparelhamento de gozo de maneira indiferente às escalas sociais. A qualificação ‘numérica’ do cartel é pouco estudada na psicanálise e, em nosso entender, diz de um compromisso implícito da teoria lacaniana com certas teses da filosofia política e da sociologia a respeito da origem dos fenômenos de massa. Partindo-se dessas idéias é que nos perguntamos o que seria um ‘laço pelo discurso analítico’ que não corroborasse com esse corolário restritivo, que, ao contrário dos outros discursos, incide sobre a escala do laço social. Tentamos nos servir da psicanálise – sobretudo da proposta lacaniana do cartel – para pensarmos na estrutura grupal como também potencialmente emancipatória. Acreditamos que isso está posto no fundamento do ‘órgão basal’ da Escola, ao sugerir pensar para-além da alienação grupal. 2018 artículo científico 2359-0777 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=527557992003 https://www.redalyc.org/journal/5275/527557992003/ https://www.redalyc.org/journal/5275/527557992003/html/ https://www.redalyc.org/journal/5275/527557992003/527557992003.epub https://www.redalyc.org/journal/5275/527557992003/movil https://doi.org/10.5020/23590777.rs.v18i1.6528 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=5275 Revista Subjetividades application/pdf Universidade de Fortaleza Revista Subjetividades (Brasil) Num.1 Vol.18