Saved in:
Bibliographic Details
Main Author: Marília Zancan Frantz
Format: Artículo científico
Language:pt
Published: Universidade de Fortaleza 2018
Subjects:
Online Access:https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=527562770003
https://www.redalyc.org/journal/5275/527562770003/
https://www.redalyc.org/journal/5275/527562770003/html/
https://www.redalyc.org/journal/5275/527562770003/527562770003.epub
https://www.redalyc.org/journal/5275/527562770003/movil
https://doi.org/10.5020/23590777.rs.v18i2.6885
Tags: Add Tag
No Tags, Be the first to tag this record!
Table of Contents:
  • Objetos (In)visíveis: Psicanálise, Espetáculo e a Arte de Vik Muniz Marília Zancan Frantz Edson Luiz André de Sousa Psicología Arte Vik Muniz espetáculo capitalismo psicanálise As questões propostas neste ensaio nascem de três encontros: o primeiro, com a teoria lacaniana a respeito da constituição do sujeito a partir do campo do Outro; o segundo, com a obra de Guy Debord sobre A Sociedade do Espetáculo; o terceiro, com o trabalho do artista brasileiro Vik Muniz. O que une esses três encontros é o desejo de pensar nas relações do sujeito com o social e nas questões que suscitam a respeito do laço social em nossa sociedade capitalista, na qual visibilidade e cidadania se confundem com a capacidade de consumo. Se o sujeito depende do olhar do outro para se estruturar, e é o poder aquisitivo que, nesse contexto, lhe dá lugar no espaço público, já não basta consumir, é preciso mostrar aquilo que se consome, transformando a si mesmo em objeto consumível. Este ensaio propõe que o espetáculo, conforme o definiu Debord, é o modo como o laço social se apresenta a partir da estrutura que Lacan definiu como discurso capitalista, e que produz efeitos de reificação e de apagamento da singularidade do sujeito através da antecipação de respostas para as questões que o desejo coloca. No entanto, nem todas as imagens que vemos são iguais, nem todas estão submetidas à lógica espetacular. A arte propõe imagens a partir de outro lugar, compartilhado com a psicanálise: aquele que busca desestabilizar o eixo dos discursos prontos e das produções de sentido. E é esta também a proposta de trabalho de Vik Muniz ao criar ilusões que não iludem, mas revelam os elementos que as constituem. Assim, diante dos imperativos do espetáculo, da arte e da psicanálise, ao sustentarem a potência do nome que falta, possibilitam que o sujeito de desejo encontre brechas por onde resistir. 2018 artículo científico 2359-0777 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=527562770003 https://www.redalyc.org/journal/5275/527562770003/ https://www.redalyc.org/journal/5275/527562770003/html/ https://www.redalyc.org/journal/5275/527562770003/527562770003.epub https://www.redalyc.org/journal/5275/527562770003/movil https://doi.org/10.5020/23590777.rs.v18i2.6885 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=5275 Revista Subjetividades application/pdf Universidade de Fortaleza Revista Subjetividades (Brasil) Num.2 Vol.18