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| Main Author: | |
|---|---|
| Format: | Artículo científico |
| Language: | pt |
| Published: |
Universidade de Fortaleza
2011
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| Subjects: | |
| Online Access: | https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=527568876004 |
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Table of Contents:
- A Palavra é a Morte da Coisa: Simbólico, Gozo e Pulsão de Morte Julio Cesar Lemes de Castro Psicología gozo Freud Lacan Simbólico pulsão de morte A introdução da linguagem cria uma separação entre as palavras e as coisas, num movimento que em termos lacanianos pode ser definido como uma transposição de registro. Por intermédio da simbolização, algo morre no real, onde a rigor tinha apenas exsistência (termo que Lacan toma por empréstimo a Heidegger), e emerge no simbólico, onde passa a fazer parte da realidade (que em Lacan difere do real enquanto registro). Já em Freud o ato fundador da ordem simbólica está ligado à morte: o assassinato do pai da horda primordial e seu reaparecimento subsequente como totem representa paradigmaticamente a morte da coisa que dá ensejo ao significante. Mais precisamente, o simbólico está relacionado ao conceito de pulsão de morte: a passagem da natureza à cultura implica que o homem funciona num regime de excesso, distinto do funcionamento biológico normal; o simbólico constitui um tipo de prótese, de dispositivo artificial acoplado ao organismo humano, que faz do homem uma espécie de cyborg, o mortifica. A satisfação a que almeja a pulsão de morte é o gozo, um impulso desenfreado para o prazer gerando repetição, excesso, desprazer, sensações devastadoras que põem em xeque nosso equilíbrio. O simbólico surge com as inscrições do gozo no infante e, ao mesmo tempo, institui retrospectivamente o gozo e o limita. Assim, a vida humana desenha um arco simbólico entre o real indiferenciado do gozo absoluto e o real indiferenciado da morte. 2011 artículo científico 2359-0777 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=527568876004 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=5275 Revista Subjetividades application/pdf Universidade de Fortaleza Revista Subjetividades (Brasil) Num.4 Vol.11