O “cuidado de si” em Platão e em Balzac: algumas páginas da história da subjetividade
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Redalyc
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| Main Author: | |
|---|---|
| Format: | Artículo científico |
| Language: | pt |
| Published: |
Universidade de Fortaleza
2010
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| Subjects: | |
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| _version_ | 1876470866705907712 |
|---|---|
| author | Fausto Calaça Galvão de Castro |
| author_facet | Fausto Calaça Galvão de Castro |
| contents | O “cuidado de si” em Platão e em Balzac: algumas páginas da história da subjetividade Fausto Calaça Galvão de Castro Terezinha de Camargo Viana Olivier Bara Psicología Si mesmo Dandismo Alcibíades Subjetivação O artigo busca realizar um percurso na história da subjetividade no Ocidente a partir do tema do cuidado de si, segundo Michel Foucault. A proposta se inscreve no debate sobre os processos de subjetivação por meio de estudos literários. Ela visa apresentar a invenção do cuidado de si no diálogo platônico Alcibíades, suas transformações em algumas obras literárias e filosóficas e especialmente suas significações na obra O Pai Goriot, de Honoré de Balzac. Discutimos como o dandismo no século XIX poderia representar uma segunda idade de ouro da história do cuidado de si e colocamos em questão se ele também poderia representar uma raiz da subjetividade contemporânea. Na Antiguidade, o cuidado de si é um trabalho do personagem para se aperfeiçoar a si-mesmo e assim entrar na vida política e tomar em mãos o poder e o destino da pólis. No início do século XIX, o objetivo do cuidado de si será a realização de um desejo individual: entrar na vida da nobreza parisiense e tomar em mãos seu próprio destino. O personagem dândi balzaquiano é um modelo de sujeito que é incitado a se governar “ele-mesmo” para ser livre, ao invés de cooperar ao seu próprio assujeitamento. No entanto, interpretamos em Balzac uma forma “degradada” do cuidado de si em relação ao modelo socrático, uma vez que o próprio contexto sociopolítico se encontra “degradado”. Na perspectiva do nosso trabalho, consideramos que o texto literário é uma forma relevante de representação e de produção da subjetividade que deve ser discutida com os estudos da subjetividade das ciências humanas. 2010 artículo científico 2359-0777 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=527568889014 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=5275 Revista Subjetividades application/pdf Universidade de Fortaleza Revista Subjetividades (Brasil) Num.4 Vol.10 |
| format | Artículo científico |
| id | redalyc_527568889014 |
| institution | Redalyc |
| language | pt |
| publishDate | 2010 |
| publisher | Universidade de Fortaleza |
| spellingShingle | O “cuidado de si” em Platão e em Balzac: algumas páginas da história da subjetividade Fausto Calaça Galvão de Castro Psicología Si mesmo Dandismo Alcibíades Subjetivação O “cuidado de si” em Platão e em Balzac: algumas páginas da história da subjetividade Fausto Calaça Galvão de Castro Terezinha de Camargo Viana Olivier Bara Psicología Si mesmo Dandismo Alcibíades Subjetivação O artigo busca realizar um percurso na história da subjetividade no Ocidente a partir do tema do cuidado de si, segundo Michel Foucault. A proposta se inscreve no debate sobre os processos de subjetivação por meio de estudos literários. Ela visa apresentar a invenção do cuidado de si no diálogo platônico Alcibíades, suas transformações em algumas obras literárias e filosóficas e especialmente suas significações na obra O Pai Goriot, de Honoré de Balzac. Discutimos como o dandismo no século XIX poderia representar uma segunda idade de ouro da história do cuidado de si e colocamos em questão se ele também poderia representar uma raiz da subjetividade contemporânea. Na Antiguidade, o cuidado de si é um trabalho do personagem para se aperfeiçoar a si-mesmo e assim entrar na vida política e tomar em mãos o poder e o destino da pólis. No início do século XIX, o objetivo do cuidado de si será a realização de um desejo individual: entrar na vida da nobreza parisiense e tomar em mãos seu próprio destino. O personagem dândi balzaquiano é um modelo de sujeito que é incitado a se governar “ele-mesmo” para ser livre, ao invés de cooperar ao seu próprio assujeitamento. No entanto, interpretamos em Balzac uma forma “degradada” do cuidado de si em relação ao modelo socrático, uma vez que o próprio contexto sociopolítico se encontra “degradado”. Na perspectiva do nosso trabalho, consideramos que o texto literário é uma forma relevante de representação e de produção da subjetividade que deve ser discutida com os estudos da subjetividade das ciências humanas. 2010 artículo científico 2359-0777 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=527568889014 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=5275 Revista Subjetividades application/pdf Universidade de Fortaleza Revista Subjetividades (Brasil) Num.4 Vol.10 |
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| topic | Psicología Si mesmo Dandismo Alcibíades Subjetivação |
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