GOVERNANÇA TERRITORIAL MULTINÍVEL: FRATURA(S) ENTRE TEORIA E PRÁTICA(S)

Fuente: Redalyc
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Main Author: Margarida Pereira
Format: Artículo científico
Language:pt
Published: Universidade do Contestado 2014
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author Margarida Pereira
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contents GOVERNANÇA TERRITORIAL MULTINÍVEL: FRATURA(S) ENTRE TEORIA E PRÁTICA(S) Margarida Pereira Estudios Territoriales Portugal Atores públicos Atores privados Governança multinível Governança territorial A globalização gerou novas lógicas de poder e afetou o modelo interventivo do Estado moderno. Esta visão neo-liberial defende o recuo do Estado, através de processos de hollowing-out, com crescente perda de autonomia, a par da criação de mecanismos de rescaling, designadamente coordenação supramunicipal e de transferência de competências para escalas intermédias. Porém, a experiência já demonstrou que um Estado fraco favorece a concentração da riqueza e acentua a desigual partilha de recursos, as desigualdades sociais e o desequilíbrio dos territórios. O sistema de governança territorial multinível constitui, pois, um desafio das sociedades contemporâneas, já que o conceito, consensual nos seus princípios, revela debilidades na sua aplicação. Assim, o artigo tem como objetivos: apontar os méritos da governança multinível e das redes de atores que a suportam; analisar as dificuldades de operacionalização, por défice de coordenação, cooperação e colaboração entre atores; ilustrar limitações da sua aplicação. A abordagem empírica foca-se em três pontos: alteração da estrutura de poder do Estado português em 40 anos de democracia; análise retrospetiva de processos de governança organizados às escalas regional e intermunicipal e dos seus resultados; reflexão prospetiva sobre as consequências da perda de influência do Estado e escassez de recursos (públicos e privados) na sequência do Programa de Assistência Financeira a Portugal. Em termos metodológicos, parte-se de uma contextualização teórica sobre a governança multinível e das redes associadas. Nos casos de governança à escala regional e sub-regional, a recolha de informação apoiou-se em análise documental e em entrevistas semi-estruturadas a atores da administração responsáveis pela coordenação dos processos. Conclui-se evidenciando as debilidades das estruturas de governança aos vários níveis (Estado e sociedade civil), o reforço de poderes não legitimados pelo voto e a necessidade de monitorizar a construção dos processos de decisão e dos impactes territoriais subsequentes. 2014 artículo científico 2237-9029 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=570862017002 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=5708 Desenvolvimento Regional em Debate application/pdf Universidade do Contestado Desenvolvimento Regional em Debate (Brasil) Num.2 Vol.4
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GOVERNANÇA TERRITORIAL MULTINÍVEL: FRATURA(S) ENTRE TEORIA E PRÁTICA(S) Margarida Pereira Estudios Territoriales Portugal Atores públicos Atores privados Governança multinível Governança territorial A globalização gerou novas lógicas de poder e afetou o modelo interventivo do Estado moderno. Esta visão neo-liberial defende o recuo do Estado, através de processos de hollowing-out, com crescente perda de autonomia, a par da criação de mecanismos de rescaling, designadamente coordenação supramunicipal e de transferência de competências para escalas intermédias. Porém, a experiência já demonstrou que um Estado fraco favorece a concentração da riqueza e acentua a desigual partilha de recursos, as desigualdades sociais e o desequilíbrio dos territórios. O sistema de governança territorial multinível constitui, pois, um desafio das sociedades contemporâneas, já que o conceito, consensual nos seus princípios, revela debilidades na sua aplicação. Assim, o artigo tem como objetivos: apontar os méritos da governança multinível e das redes de atores que a suportam; analisar as dificuldades de operacionalização, por défice de coordenação, cooperação e colaboração entre atores; ilustrar limitações da sua aplicação. A abordagem empírica foca-se em três pontos: alteração da estrutura de poder do Estado português em 40 anos de democracia; análise retrospetiva de processos de governança organizados às escalas regional e intermunicipal e dos seus resultados; reflexão prospetiva sobre as consequências da perda de influência do Estado e escassez de recursos (públicos e privados) na sequência do Programa de Assistência Financeira a Portugal. Em termos metodológicos, parte-se de uma contextualização teórica sobre a governança multinível e das redes associadas. Nos casos de governança à escala regional e sub-regional, a recolha de informação apoiou-se em análise documental e em entrevistas semi-estruturadas a atores da administração responsáveis pela coordenação dos processos. Conclui-se evidenciando as debilidades das estruturas de governança aos vários níveis (Estado e sociedade civil), o reforço de poderes não legitimados pelo voto e a necessidade de monitorizar a construção dos processos de decisão e dos impactes territoriais subsequentes. 2014 artículo científico 2237-9029 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=570862017002 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=5708 Desenvolvimento Regional em Debate application/pdf Universidade do Contestado Desenvolvimento Regional em Debate (Brasil) Num.2 Vol.4
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