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  • Vida a crédito e consumismo: a procrastinação de cabeça para baixo Cícero Josinaldo da Silva Oliveira Filosofía Trabalho Consumismo Procrastinação Novo capitalismo Satisfação imediata Apesar das notáveis mudanças operadas sobre o mundo do trabalho, a mais radical das transformações já registradas no capitalismo passa antes de tudo pela ênfase inusitada sobre a capacidade que os rendimentos desta atividade asseguram: a capacidade de consumo. Seguindo as reflexões de Richard Sennett e Zygmund Bauman, registramos nos termos de uma “revolução copernicana do capitalismo” a virada extraordinária que, no interior deste sistema econômico moderno, substitui o imperativo da satisfação adiada e as realizações a longo prazo (que são aspectos fundamentais da “fase heroica” do capitalismo segundo Marx Weber), pelo princípio consumista da satisfação imediata e renovada, assim como a frugalidade pela prodigalidade, o ascetismo pelo gasto dispendioso, as práticas compulsórias de poupança e postergação pelo desejo incontido de felicidade aqui e agora perseguido via consumo. Com o presente texto propomos portanto uma análise da inflexão de valores que marca o recente capitalismo de economia flexível e de práticas consumistas, no confronto com a antiga “ética da procrastinação” de que fala Weber. 2016 artículo científico 2178-1036 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=576664568009 https://www.redalyc.org/journal/5766/576664568009/ https://www.redalyc.org/journal/5766/576664568009/html/ https://www.redalyc.org/journal/5766/576664568009/576664568009.epub https://www.redalyc.org/journal/5766/576664568009/movil https://doi.org/10.31977/grirfi.v13i1.692 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=5766 Griot: Revista de Filosofia application/pdf Universidade Federal do Recôncavo da Bahia Griot: Revista de Filosofia (Brasil) Num.1 Vol.13