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| Main Author: | |
|---|---|
| Format: | Artículo científico |
| Language: | pt |
| Published: |
Universidade do Vale do Rio dos Sinos
2014
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| Subjects: | |
| Online Access: | https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=579866788006 |
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Table of Contents:
- Filósofos naturais do demônio: astronomia, alteridade e missionação no sul da Índia, século XVII Thomás A.S. Haddad Historia Estado da Índia Companhia de Jesus Astronomia (século XVII) O longo processo de “invenção do hinduísmo” para as audiências europeias alto-modernas (que só viria a ser completado pelo movimento orientalista britânico do século XVIII) foi informado, desde o princípio, por narrativas de viagens, crônicas históricas dos feitos dos estados Ocidentais em diversas partes do subcontinente indiano, e, evidentemente, pela literatura missionária, que se apresentou em variados gêneros (cartas, relações, gramáticas, tratados, mapas etc.). Fontes seiscentistas de todas essas categorias abundam em exposições de costumes, rituais, “mitologias” e denúncias de idolatria (especialmente no caso de escritos de autoria de missionários) e ocasionalmente até fornecem algumas informações relevantes sobre conhecimentos locais referentes a matérias de história natural, mas costumam representar muito escassamente as tradições cosmológicas locais. Neste sentido, o tratado Livro da Seita dos Indios Orientais, escrito pelo jesuíta Jacome Fenicio na primeira década do século XVII (mas publicado – parcialmente – apenas na década de 1930, ainda que tenha circulado de modo razoavelmente amplo em manuscrito até o século XVIII), é uma notável exceção. A obra já começa com uma exposição das concepções cosmológicas dos brâmanes do Malabar (a quem o autor chama de “os Philosophos et Theologos naturais” daquelas partes) e procede à sua refutação com base na astronomia europeia contemporânea, tomada como autoevidentemente correta. O conhecimento natural é assim tomado, claramente, como um traço cultural chave, e, concomitantemente, como uma arma cultural a ser empregada na representação do outro, que é a função principal do livro. Examinamos aqui os detalhes da exposição de Fenicio e o lugar que ele confere às cosmologias europeias e indianas em políticas e modos de proceder mais largamente característicos da Companhia de Jesus, refletindo também sobre os usos das ciências para reforçar identidades e divisões culturais nas zonas de contato da primeira modernidade. 2014 artículo científico 2236-1782 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=579866788006 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=5798 História Unisinos application/pdf Universidade do Vale do Rio dos Sinos História Unisinos (Brasil) Num.1 Vol.18