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Main Author: Mauro Bonazzi
Format: Artículo científico
Language:pt
Published: Universidade de Brasília 2011
Subjects:
Online Access:https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=586161967008
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author Mauro Bonazzi
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contents ANTÍGONA CONTRA O SOFISTA Mauro Bonazzi Filosofía nomos Antígona Sófocles Protágoras Relativismo O objetivo deste artigo é mostrar que uma interpretação correta da Antígona de Sófocles tem que levar em conta também os seus pontos polêmicos. Mais precisamente, uma comparação com Protágoras pode provar-se útil. Na verdade, o principal motivo de desacordo entre Antígona e Creonte não se refere tanto à oposição entre a família e o Estado como duas abordagens distintas da realidade e do ser humano. Antígona, por um lado, defende um mundo regido por leis divinas, cujo significado pode escapar à compreensão humana, mas que, apesar disso, os homens respeitam. Creonte, por outro lado, enfatiza a capacidade política que permite aos seres humanos criarem um mundo humano para nele virem. Esta visão claramente faz recordar o humanismo e o relativismo de Protágoras, uma filosofia bem conhecida na Atenas do V século a.C. Mas o problema para Sófocles é que um mundo no qual o homem é a única medida corre o risco de se tornar um mundo sem medida ou, pior ainda, um mundo com a força sendo a única medida, assim como o exemplo de Creonte se mostrará na segunda parte da tragédia. 2011 artículo científico 1984-249X https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=586161967008 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=5861 Revista Archai application/pdf Universidade de Brasília Revista Archai (Brasil) Num.7
format Artículo científico
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publishDate 2011
publisher Universidade de Brasília
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ANTÍGONA CONTRA O SOFISTA Mauro Bonazzi Filosofía nomos Antígona Sófocles Protágoras Relativismo O objetivo deste artigo é mostrar que uma interpretação correta da Antígona de Sófocles tem que levar em conta também os seus pontos polêmicos. Mais precisamente, uma comparação com Protágoras pode provar-se útil. Na verdade, o principal motivo de desacordo entre Antígona e Creonte não se refere tanto à oposição entre a família e o Estado como duas abordagens distintas da realidade e do ser humano. Antígona, por um lado, defende um mundo regido por leis divinas, cujo significado pode escapar à compreensão humana, mas que, apesar disso, os homens respeitam. Creonte, por outro lado, enfatiza a capacidade política que permite aos seres humanos criarem um mundo humano para nele virem. Esta visão claramente faz recordar o humanismo e o relativismo de Protágoras, uma filosofia bem conhecida na Atenas do V século a.C. Mas o problema para Sófocles é que um mundo no qual o homem é a única medida corre o risco de se tornar um mundo sem medida ou, pior ainda, um mundo com a força sendo a única medida, assim como o exemplo de Creonte se mostrará na segunda parte da tragédia. 2011 artículo científico 1984-249X https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=586161967008 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=5861 Revista Archai application/pdf Universidade de Brasília Revista Archai (Brasil) Num.7
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