CONHECIMENTO E VIRTUDE NO MÊNON DE PLATÃO

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Autor principal: Franco Ferrari
Formato: Artículo científico
Lenguaje:pt
Publicado: Universidade de Brasília 2014
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author Franco Ferrari
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contents CONHECIMENTO E VIRTUDE NO MÊNON DE PLATÃO Franco Ferrari Filosofía virtude opinião conhecimento mestres de virtude O tema da natureza da virtude e de sua transmissibilidade atravessa quase todos os diálogos da juventude de Platão, isto é, os considerados “diálogos socráticos”. Este adquire uma relevância central no Protágoras e no Mênon, o qual se abre exatamente com a interrogação acerca da maneira de adquirir a virtude. No curso do diálogo, a arete assume um significado eminentemente político: Mênon pergunta a Sócrates como se pode obter sucesso no campo político, como se pode adquirir reconhecimento social. A tese em torno a qual se desenvolve a conversação assume a identidade de virtude e conhecimento (episteme). Todavia, a consequência que deriva da assunção desta tese, isto é, o princípio com base no qual a virtude, enquanto conhecimento, seja ensinável, é refutado por meio do célebre “argumento empírico”: a ausência de homens capazes de transmitir a sua virtude aos filhos demonstra que essa não é ensinável, e ,portanto, não é conhecimento. Sócrates propõe, então, situar na opinião correta (orthe doxa) a fonte da virtude política. Todavia, a validade do argumento empírico resulta muito incerta, uma vez que parece fundar-se na ambiguidade do significado do termo didakton, que quer dizer seja “ensinável” seja efetivamente “ensinado”. Também a tentativa de fundar a virtude na theia moira deve ser tratada com certo ceticismo. Na realidade, Sócrates alude, no fim do diálogo, à possibilidade de que exista um homem que seja virtuoso e que seja também capaz de ensinar a virtude a outro homem: este homem extraordinário é naturalmente o próprio Sócrates. 2014 artículo científico 1984-249X https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=586161980010 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=5861 Revista Archai application/pdf Universidade de Brasília Revista Archai (Brasil) Num.12
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Franco Ferrari
Filosofía
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CONHECIMENTO E VIRTUDE NO MÊNON DE PLATÃO Franco Ferrari Filosofía virtude opinião conhecimento mestres de virtude O tema da natureza da virtude e de sua transmissibilidade atravessa quase todos os diálogos da juventude de Platão, isto é, os considerados “diálogos socráticos”. Este adquire uma relevância central no Protágoras e no Mênon, o qual se abre exatamente com a interrogação acerca da maneira de adquirir a virtude. No curso do diálogo, a arete assume um significado eminentemente político: Mênon pergunta a Sócrates como se pode obter sucesso no campo político, como se pode adquirir reconhecimento social. A tese em torno a qual se desenvolve a conversação assume a identidade de virtude e conhecimento (episteme). Todavia, a consequência que deriva da assunção desta tese, isto é, o princípio com base no qual a virtude, enquanto conhecimento, seja ensinável, é refutado por meio do célebre “argumento empírico”: a ausência de homens capazes de transmitir a sua virtude aos filhos demonstra que essa não é ensinável, e ,portanto, não é conhecimento. Sócrates propõe, então, situar na opinião correta (orthe doxa) a fonte da virtude política. Todavia, a validade do argumento empírico resulta muito incerta, uma vez que parece fundar-se na ambiguidade do significado do termo didakton, que quer dizer seja “ensinável” seja efetivamente “ensinado”. Também a tentativa de fundar a virtude na theia moira deve ser tratada com certo ceticismo. Na realidade, Sócrates alude, no fim do diálogo, à possibilidade de que exista um homem que seja virtuoso e que seja também capaz de ensinar a virtude a outro homem: este homem extraordinário é naturalmente o próprio Sócrates. 2014 artículo científico 1984-249X https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=586161980010 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=5861 Revista Archai application/pdf Universidade de Brasília Revista Archai (Brasil) Num.12
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