A alma‑camaleão e sua plasticidade: dualismos platônicos no Fédon
Fuente:
Redalyc
Salvato in:
| Autore principale: | |
|---|---|
| Natura: | Artículo científico |
| Lingua: | pt |
| Pubblicazione: |
Universidade de Brasília
2016
|
| Soggetti: | |
| Accesso online: | |
| Tags: |
Aggiungi Tag
Nessun Tag, puoi essere il primo ad aggiungerne!!
|
| _version_ | 1876422772057440256 |
|---|---|
| author | Gabriele Cornelli |
| author_facet | Gabriele Cornelli |
| contents | A alma‑camaleão e sua plasticidade: dualismos platônicos no Fédon Gabriele Cornelli Filosofía Alma Fédon Platão Argumento da Afinidade Este paper tem como objetivo analisar o problema dos graus de separacao do corpo e da alma no Fédon de Platao, em busca tanto de seus pressupostos ontologicos como de suas consequencias epistemologicas. Apesar deste dialogo ser normalmente abordado como pedra miliar literaria e filosofica para todos os dualismos psico‑ fisicos da historia de nosso pensamento, entendo que e possivel distinguir dois sentidos fundamentais, duas maneiras diferentes de pensar esta separacao. O primeiro sentido indicaria uma separacao intencional, isto e, undamentalmente dependente do que o filósofo pensa ou com aquilo do qual o filósofo se procurar curar: o filósofo, como tal, se curaria da alma, mas não se curaria do corpo. Uma segunda maneira de pensar esta separação entre corpo e alma é aquela que privilegia a ideia de uma separação ontológica segundo a qual a alma seria, a tal ponto independente do corpo, que po- deria sobreviver após a morte deste. Apesar do sucesso que am- bas as abordagens tiveram ao longo da história do platonismo até nossos dias, a duplicidade dos sentidos expressos contém contudo, em si, uma irrevogável ambiguidade e tensão. o ob- jetivo deste paper é o de propor uma solução diferente para a referida ambiguidade. A nossa proposta tem como ponto de partida, a consideração ontológica dos graus de plasticidade da alma, que Bostock (1986, p.119 @ Phd. 79c), em seu comentário ao diálogo, chama ‘traços camaleônicos da alma’, isto é, como se a alma pudesse assumir feições corpóreas para conhecer a realidade sensível. A separação entre corpo e alma, antes do que pressuposto ontológico, parece precisar de um esforços perma- nente do indivíduo, tanto em sentido epistemológico como em sentido ético. 2016 artículo científico 1984-249X https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=586162796009 https://www.redalyc.org/journal/5861/586162796009/ https://www.redalyc.org/journal/5861/586162796009/html/ https://www.redalyc.org/journal/5861/586162796009/586162796009.epub https://www.redalyc.org/journal/5861/586162796009/movil pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=5861 Revista Archai application/pdf Universidade de Brasília Revista Archai (Brasil) Num.16 |
| format | Artículo científico |
| id | redalyc_586162796009 |
| institution | Redalyc |
| language | pt |
| publishDate | 2016 |
| publisher | Universidade de Brasília |
| spellingShingle | A alma‑camaleão e sua plasticidade: dualismos platônicos no Fédon Gabriele Cornelli Filosofía Alma Fédon Platão Argumento da Afinidade A alma‑camaleão e sua plasticidade: dualismos platônicos no Fédon Gabriele Cornelli Filosofía Alma Fédon Platão Argumento da Afinidade Este paper tem como objetivo analisar o problema dos graus de separacao do corpo e da alma no Fédon de Platao, em busca tanto de seus pressupostos ontologicos como de suas consequencias epistemologicas. Apesar deste dialogo ser normalmente abordado como pedra miliar literaria e filosofica para todos os dualismos psico‑ fisicos da historia de nosso pensamento, entendo que e possivel distinguir dois sentidos fundamentais, duas maneiras diferentes de pensar esta separacao. O primeiro sentido indicaria uma separacao intencional, isto e, undamentalmente dependente do que o filósofo pensa ou com aquilo do qual o filósofo se procurar curar: o filósofo, como tal, se curaria da alma, mas não se curaria do corpo. Uma segunda maneira de pensar esta separação entre corpo e alma é aquela que privilegia a ideia de uma separação ontológica segundo a qual a alma seria, a tal ponto independente do corpo, que po- deria sobreviver após a morte deste. Apesar do sucesso que am- bas as abordagens tiveram ao longo da história do platonismo até nossos dias, a duplicidade dos sentidos expressos contém contudo, em si, uma irrevogável ambiguidade e tensão. o ob- jetivo deste paper é o de propor uma solução diferente para a referida ambiguidade. A nossa proposta tem como ponto de partida, a consideração ontológica dos graus de plasticidade da alma, que Bostock (1986, p.119 @ Phd. 79c), em seu comentário ao diálogo, chama ‘traços camaleônicos da alma’, isto é, como se a alma pudesse assumir feições corpóreas para conhecer a realidade sensível. A separação entre corpo e alma, antes do que pressuposto ontológico, parece precisar de um esforços perma- nente do indivíduo, tanto em sentido epistemológico como em sentido ético. 2016 artículo científico 1984-249X https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=586162796009 https://www.redalyc.org/journal/5861/586162796009/ https://www.redalyc.org/journal/5861/586162796009/html/ https://www.redalyc.org/journal/5861/586162796009/586162796009.epub https://www.redalyc.org/journal/5861/586162796009/movil pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=5861 Revista Archai application/pdf Universidade de Brasília Revista Archai (Brasil) Num.16 |
| title | A alma‑camaleão e sua plasticidade: dualismos platônicos no Fédon |
| topic | Filosofía Alma Fédon Platão Argumento da Afinidade |
| url | https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=586162796009 https://www.redalyc.org/journal/5861/586162796009/ https://www.redalyc.org/journal/5861/586162796009/html/ https://www.redalyc.org/journal/5861/586162796009/586162796009.epub https://www.redalyc.org/journal/5861/586162796009/movil |