Reparações infraestruturais: reconcebendo a justiça restaurativa no Haiti e em Porto Rico
Fuente:
Redalyc
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| Autore principale: | |
|---|---|
| Natura: | Artículo científico |
| Lingua: | pt |
| Pubblicazione: |
Sociedade Brasileira de Sociologia
2023
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| Soggetti: | |
| Accesso online: | |
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| _version_ | 1876447210866999296 |
|---|---|
| author | Mimi Sheller |
| author_facet | Mimi Sheller |
| contents | Reparações infraestruturais: reconcebendo a justiça restaurativa no Haiti e em Porto Rico Mimi Sheller Sociología Caribe blockchain racialização colonialidade Cidadania infraestrutural Infraestruturas têm uma capacidade inerentemente desigual de conectar e de prover algumas pessoas de determinados bens e fluxos de informação, enquanto priva de direitos e desumaniza outras através dos próprios processos de (des)conexão de elementos da condição urbana. As injustiças infraestruturais moldam as épocas, os horizontes de tempo e os ciclos de vida. Há uma falta de sincronia entre os horizontes de tempo de durabilidade, materialidade, engenharia e financeirização de infraestruturas e os das necessidades imediatas das pessoas e comunidades viventes – mas também há necessidade de um horizonte de tempo mais longo, que reconheça a demanda por reparações históricas, para além das necessidades imediatas. A justiça restaurativa infraestrutural exige a eliminação da violência de determinações infraestruturais que há muito tempo sustentam a supremacia branca, desumanizando negros, pardos e indígenas, assim como outras pessoas de cor. Aqueles sem acesso ao direito de reivindicar que o Estado forneça o básico para a vida devem ir além da restauração ou do reparo, buscando, em vez disso, reparações infraestruturais e justiça restaurativa como condições materiais para viver. Este ensaio reflete sobre algumas das táticas de reparações flexíveis, provisórias e infraestruturais que surgiram no Haiti e em Porto Rico, onde os sistemas de infraestrutura pública falharam drasticamente. No Haiti, as táticas de apropriação envolveram comunidades (e gangues) que se ligaram a sistemas fraturados onde há pouca provisão estatal. Em Porto Rico, o desastre levou organizações de base a pedirem uma recuperação justa, mas também empreendedores de blockchain a aproveitarem oportunidades offshore para escapar do estado. Ambos os casos demonstram a precariedade, o poder, as oportunidades e os riscos ocultos nos sistemas descentralizados face a sistemas infraestruturais fragmentados. 2023 artículo científico 2317-8507 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=595776119007 https://www.redalyc.org/journal/5957/595776119007/ https://www.redalyc.org/journal/5957/595776119007/html/ https://www.redalyc.org/journal/5957/595776119007/595776119007.epub https://www.redalyc.org/journal/5957/595776119007/movil 10.20336/rbs.974 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=5957 Revista Brasileira de Sociologia application/pdf Sociedade Brasileira de Sociologia Revista Brasileira de Sociologia (Brasil) Num.28 Vol.11 |
| format | Artículo científico |
| id | redalyc_595776119007 |
| institution | Redalyc |
| language | pt |
| publishDate | 2023 |
| publisher | Sociedade Brasileira de Sociologia |
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| topic | Sociología Caribe blockchain racialização colonialidade Cidadania infraestrutural |
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