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Bibliographic Details
Main Author: Patrícia de Mendonça Rodrigues
Format: Artículo científico
Language:pt
Published: Universidade de Brasília 2013
Subjects:
Online Access:https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=599866435004
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Table of Contents:
  • Os Avá-Canoeiro do Araguaia e o tempo do cativeiro Patrícia de Mendonça Rodrigues Antropología Avá genocídio cativeiro resiliência Frente de Atração Depois de décadas de massacres e fuga dos colonizadores em condições desumanas, um grupo de dez sobreviventes dos Avá-Canoeiro do Araguaia foi capturado por uma violenta Frente de Atração da FUNAI em 1973 e 1974. Dois anos depois, com o grupo reduzido à metade, os Avá-Canoeiro foram transferidos compulsoriamente para a aldeia Canoanã, dos Javaé, com quem disputaram um mesmo território por mais de cem anos, em um contexto de enfrentamentos e inúmeras mortes recíprocas. Embora tenham sido aprisionados por agentes do Estado, os Avá-Canoeiro foram recebidos por seus antigos adversários como perdedores de guerra e incorporados a uma posição subalterna de inferioridade social, sofrendo desde então severa marginalização socioeconômica, política e cultural nas aldeias javaé. Depois de 40 anos do traumático evento da captura, os atuais 21 Avá-Canoeiro ainda residem na “aldeia dos inimigos” como cativos de guerra, à espera do retorno a uma terra própria. A precipitada ação estatal beneficiou unicamente o interesse dos grandes grupos econômicos que se instalaram nas terras ocupadas tradicionalmente pelos dois grupos indígenas. Apesar de todo o histórico de opressão, os Avá-Canoeiro têm demonstrado uma extraordinária capacidade de resiliência física e cultural. 2013 artículo científico 2357-738X https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=599866435004 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=5998 Anuário Antropológico application/pdf Universidade de Brasília Anuário Antropológico (Brasil) Num.1 Vol.38