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Bibliographic Details
Main Author: Fernando DE OLIVEIRA Alves
Format: Artículo científico
Language:pt
Published: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Fluminense 2015
Subjects:
Online Access:https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=625768702014
https://www.redalyc.org/journal/6257/625768702014/
https://www.redalyc.org/journal/6257/625768702014/html/
https://www.redalyc.org/journal/6257/625768702014/625768702014.epub
https://www.redalyc.org/journal/6257/625768702014/movil
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Table of Contents:
  • Os Gêneros Orais em Sala de Aula: Uma Proposta Pedagógica para Além da Comunicação Privada. Fernando DE OLIVEIRA Alves Educación Oralidade Debate de Opinião Gêneros Orais Formais A oralidade é esquecida pela escola enquanto modalidade legítima de linguagem e estratégia de trabalho com a língua. Ainda predominam na escola as práticas ligadas à escrita, uma reminiscência da tradição pedagógica que dissemina, dentre outras, a falsa ideia de que, por, em sua maioria, serem do cotidiano e por refletirem a habilidade de fala, que adquirimos desde a mais tenra idade, os gêneros textuais orais não precisam ser estudados. Observa-se que, quando trabalham esses gêneros, os professores não focam sua avaliação nas características da oralidade inerentes os textos produzidos. O direcionamento é apenas para o conteúdo da exposição, sem que se levem em conta as adequações linguísticas e contextuais que o falante deve fazer de acordo com a situação de formalidade inerente àquele ato de comunicação. Em muitos casos, quando os alunos são incentivados a falar em sala de aula, não são levados a refletirem sobre aquele uso linguístico, carência que demonstra a inconsistência do trabalho feito por muitos professores. É notório, entretanto, que cabe à escola instrumentalizar os falantes para atenderem às exigências comunicativas orais do dia-a-dia, especialmente nos contextos formais, que extrapolam os limites da comunicação privada (conversa, troca de ideias, explicação para o colega vizinho). A competência oral de uso da Língua Portuguesa, inclusive, deve ser desenvolvida desde o período da alfabetização, quando as crianças precisam fazer uma distinção entre o que já conhecem e usam em termos de linguagem e a sistematização do trabalho linguístico que a escola deve proporcionar. Nessa perspectiva, o debate de opinião, como prática social legitimada, materializada em situações de uso real da língua, permeada por formulações discursivas de toda ordem e que suscita a produção coletiva de textos orais, é um gênero que favorece o ensino e aprendizagem da oralidade na modalidade formal. Privilegia, ainda, as habilidades de argumentação na vertente discursiva, pois mobiliza estruturas de elaboração de argumentos ligados à forma de construção das sentenças, escolha de mecanismos linguísticos, estratégias de desenvolvimento do tema, dentre outros. Esta pesquisa, de natureza exploratória e qualitativa, com intervenção direta na realidade de sala de aula, foi materializada através da realização de um Debate de Opinião (DOLZ; SCHNEWULY; PIETRO 2004) em uma turma de 9º ano de uma Escola Estadual de João Pessoa (PB). O evento foi precedido por um conjunto de atividades envolvendo gêneros orais, baseado no modelo de sequência didática proposto por Dolz, Noverraz e Schneuwly (2004), que culminou com a realização de um debate com o tema “Maconha: Manter Proibição ou Descriminalizar?”. Com a intervenção em sala de aula, acreditamos ter contribuído para 2015 otro 1415-2843 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=625768702014 https://www.redalyc.org/journal/6257/625768702014/ https://www.redalyc.org/journal/6257/625768702014/html/ https://www.redalyc.org/journal/6257/625768702014/625768702014.epub https://www.redalyc.org/journal/6257/625768702014/movil pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=6257 Vértices (Campos dos Goitacazes) application/pdf Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Fluminense Vértices (Campos dos Goitacazes) (Brasil) Num.3 Vol.17