Uso crônico de benzodiazepínicos entre idosos

Fuente: Redalyc
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Autore principale: Jussara Mendonça Alvarenga
Natura: Artículo científico
Lingua:pt
Pubblicazione: Universidade de São Paulo 2014
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author Jussara Mendonça Alvarenga
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contents Uso crônico de benzodiazepínicos entre idosos Jussara Mendonça Alvarenga Karla Cristina Giacomin Antônio Ignácio de Loyola Filho Elizabeth Uchoa Josélia Oliveira Araújo Firmo Salud Idoso Conhecimentos Benzodiazepinas uso terapêutico Pesquisa Qualitativa OBJETIVO: Analisar a percepção e motivação do uso crônico de benzodiazepínicos entre idosos. MÉTODOS: Estudo qualitativo desenvolvido com 22 idosos residentes em Bambuí, MG, sob uso de medicação benzodiazepínica e em condições clínicas e cognitivas para responder à entrevista. Os dados coletados foram analisados com base no modelo de “signos, significados e ações”. RESULTADOS: As principais razões apontadas para o uso dos benzodiazepínicos foram “nervosismo”, “problemas de sono” e “preocupação”, decorrentes de problemas familiares, financeiros, dificuldades cotidianas e existenciais. Nenhum dos entrevistados referiu utilizar benzodiazepínicos acima das doses recomendadas nem foi alertado pelos profissionais acerca de quaisquer riscos sobre o seu uso continuado. Houve diversidade de estratégias na obtenção da prescrição do medicamento e qualquer médico fornecia a receita, o que indica que o vínculo é estabelecido com o medicamento e não com o profissional ou serviço de saúde. A obtenção e o consumo do medicamento tornam-se uma questão crucial, pois o benzodiazepínico assume a importância de um alimento essencial, que lhes permite não pensar e dormir. Oferece um alívio dos seus problemas, que incluem a consciência da finitude e da fragilidade humanas, dificuldades existenciais e familiares. CONCLUSÕES: O benzodiazepínico assume características de polivalência entre os idosos, que extrapolam as indicações clínicas mais precisas, e de essencialidade para lidar com problemas da vida na velhice. Embora alivie o “nervoso”, o uso crônico de benzodiazepínicos tampona o sofrimento e impede a pessoa idosa de enfrentar o que ele representa. Isso mostra importantes dificuldades na organização e planejamento de estratégias necessárias para minimizá-lo nessa população. 2014 artículo científico 0034-8910 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=67237028002 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=672 Revista de Saúde Pública application/pdf Universidade de São Paulo Revista de Saúde Pública (Brasil) Num.6 Vol.48
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Uso crônico de benzodiazepínicos entre idosos Jussara Mendonça Alvarenga Karla Cristina Giacomin Antônio Ignácio de Loyola Filho Elizabeth Uchoa Josélia Oliveira Araújo Firmo Salud Idoso Conhecimentos Benzodiazepinas uso terapêutico Pesquisa Qualitativa OBJETIVO: Analisar a percepção e motivação do uso crônico de benzodiazepínicos entre idosos. MÉTODOS: Estudo qualitativo desenvolvido com 22 idosos residentes em Bambuí, MG, sob uso de medicação benzodiazepínica e em condições clínicas e cognitivas para responder à entrevista. Os dados coletados foram analisados com base no modelo de “signos, significados e ações”. RESULTADOS: As principais razões apontadas para o uso dos benzodiazepínicos foram “nervosismo”, “problemas de sono” e “preocupação”, decorrentes de problemas familiares, financeiros, dificuldades cotidianas e existenciais. Nenhum dos entrevistados referiu utilizar benzodiazepínicos acima das doses recomendadas nem foi alertado pelos profissionais acerca de quaisquer riscos sobre o seu uso continuado. Houve diversidade de estratégias na obtenção da prescrição do medicamento e qualquer médico fornecia a receita, o que indica que o vínculo é estabelecido com o medicamento e não com o profissional ou serviço de saúde. A obtenção e o consumo do medicamento tornam-se uma questão crucial, pois o benzodiazepínico assume a importância de um alimento essencial, que lhes permite não pensar e dormir. Oferece um alívio dos seus problemas, que incluem a consciência da finitude e da fragilidade humanas, dificuldades existenciais e familiares. CONCLUSÕES: O benzodiazepínico assume características de polivalência entre os idosos, que extrapolam as indicações clínicas mais precisas, e de essencialidade para lidar com problemas da vida na velhice. Embora alivie o “nervoso”, o uso crônico de benzodiazepínicos tampona o sofrimento e impede a pessoa idosa de enfrentar o que ele representa. Isso mostra importantes dificuldades na organização e planejamento de estratégias necessárias para minimizá-lo nessa população. 2014 artículo científico 0034-8910 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=67237028002 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=672 Revista de Saúde Pública application/pdf Universidade de São Paulo Revista de Saúde Pública (Brasil) Num.6 Vol.48
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