Opiniões e atitudes em relação à sexualidade: pesquisa de âmbito nacional, Brasil 2005

Fuente: Redalyc
Saved in:
Bibliographic Details
Main Author: Vera Paiva
Format: Artículo científico
Language:pt
Published: Universidade de São Paulo 2008
Subjects:
Online Access:
Tags: Add Tag
No Tags, Be the first to tag this record!
_version_ 1876484101281677312
author Vera Paiva
author_facet Vera Paiva
contents Opiniões e atitudes em relação à sexualidade: pesquisa de âmbito nacional, Brasil 2005 Vera Paiva Francisco Aranha Francisco I. Bastos Grupo de Estudos em População, Sexualidade e Aids Salud Brasil Sexualidade Conhecimentos Sex Education Estudos transversais OBJETIVO: Descrever opiniões e atitudes sobre sexualidade da população urbana brasileira. MÉTODOS: Inquérito de base populacional realizado em 2005, em amostra representativa de 5.040 entrevistados. Realizou-se análise das atitudes diante da iniciação e educação sexual de adolescentes, considerando sexo, idade, escolaridade, renda, estado civil, religião, cor, região geográ fi ca e opiniões sobre fi delidade, homossexualidade e masturbação. Os resultados foram contrastados com pesquisa similar realizada em 1998, sempre que possível. RESULTADOS: A maioria dos entrevistados escolheu como signi fi cado para o sexo a alternativa: “sexo é uma prova de amor”. Como em 1998, a maioria manifestou-se pela iniciação sexual dos jovens depois do casamento (63,9% para iniciação feminina vs. 52,4% para a masculina), com diferenças entre praticantes das diversas religiões. A educação escolar de adolescentes sobre o uso do preservativo foi apoiada por 97% dos entrevistados, de todos os grupos sociais. Foi elevada a proporção de brasileiros que concordaram com o acesso ao preservativo nos serviços de saúde (95%) e na escola (83,6%). A fi delidade permaneceu um valor quase unânime e aumentou, em 2005, a proporção dos favoráveis à iniciação sexual depois do casamento, assim como a aceitação da masturbação e da homossexualidade, em relação à pesquisa de 1998. As gerações mais novas tendem a ser mais tolerantes e igualitárias. CONCLUSÕES: Como observado em outros países, con fi rma-se a di fi culdade de estabelecer uma dimensão única que explique a regulação da vida sexual (“liberal” vs “conservador”). Sugere-se que a normatividade relativa à atividade sexual deva ser compreendidas à luz da cultura e organização social da sexualidade ao nível local, auscultadas pelos programas de DST/Aids. A opinião favorável ao acesso livre ao preservativo na escola contrasta com resultados mais lentos no âmbito do combate ao estigma e à discriminação das minorias homossexuais. A formulação de políticas laicas dedicadas à sexualidade permitirá o diálogo entre diferentes perspectivas. 2008 artículo científico 0034-8910 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=67240172008 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=672 Revista de Saúde Pública application/pdf Universidade de São Paulo Revista de Saúde Pública (Brasil) Num.1 Vol.42
format Artículo científico
id redalyc_67240172008
institution Redalyc
language pt
publishDate 2008
publisher Universidade de São Paulo
spellingShingle Opiniões e atitudes em relação à sexualidade: pesquisa de âmbito nacional, Brasil 2005
Vera Paiva
Salud
Brasil
Sexualidade
Conhecimentos
Sex Education
Estudos transversais
Opiniões e atitudes em relação à sexualidade: pesquisa de âmbito nacional, Brasil 2005 Vera Paiva Francisco Aranha Francisco I. Bastos Grupo de Estudos em População, Sexualidade e Aids Salud Brasil Sexualidade Conhecimentos Sex Education Estudos transversais OBJETIVO: Descrever opiniões e atitudes sobre sexualidade da população urbana brasileira. MÉTODOS: Inquérito de base populacional realizado em 2005, em amostra representativa de 5.040 entrevistados. Realizou-se análise das atitudes diante da iniciação e educação sexual de adolescentes, considerando sexo, idade, escolaridade, renda, estado civil, religião, cor, região geográ fi ca e opiniões sobre fi delidade, homossexualidade e masturbação. Os resultados foram contrastados com pesquisa similar realizada em 1998, sempre que possível. RESULTADOS: A maioria dos entrevistados escolheu como signi fi cado para o sexo a alternativa: “sexo é uma prova de amor”. Como em 1998, a maioria manifestou-se pela iniciação sexual dos jovens depois do casamento (63,9% para iniciação feminina vs. 52,4% para a masculina), com diferenças entre praticantes das diversas religiões. A educação escolar de adolescentes sobre o uso do preservativo foi apoiada por 97% dos entrevistados, de todos os grupos sociais. Foi elevada a proporção de brasileiros que concordaram com o acesso ao preservativo nos serviços de saúde (95%) e na escola (83,6%). A fi delidade permaneceu um valor quase unânime e aumentou, em 2005, a proporção dos favoráveis à iniciação sexual depois do casamento, assim como a aceitação da masturbação e da homossexualidade, em relação à pesquisa de 1998. As gerações mais novas tendem a ser mais tolerantes e igualitárias. CONCLUSÕES: Como observado em outros países, con fi rma-se a di fi culdade de estabelecer uma dimensão única que explique a regulação da vida sexual (“liberal” vs “conservador”). Sugere-se que a normatividade relativa à atividade sexual deva ser compreendidas à luz da cultura e organização social da sexualidade ao nível local, auscultadas pelos programas de DST/Aids. A opinião favorável ao acesso livre ao preservativo na escola contrasta com resultados mais lentos no âmbito do combate ao estigma e à discriminação das minorias homossexuais. A formulação de políticas laicas dedicadas à sexualidade permitirá o diálogo entre diferentes perspectivas. 2008 artículo científico 0034-8910 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=67240172008 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=672 Revista de Saúde Pública application/pdf Universidade de São Paulo Revista de Saúde Pública (Brasil) Num.1 Vol.42
title Opiniões e atitudes em relação à sexualidade: pesquisa de âmbito nacional, Brasil 2005
topic Salud
Brasil
Sexualidade
Conhecimentos
Sex Education
Estudos transversais
url https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=67240172008