Gespeichert in:
| 1. Verfasser: | |
|---|---|
| Format: | Artículo científico |
| Sprache: | pt |
| Veröffentlicht: |
Centro de Estudos de Cultura Contemporânea
2011
|
| Schlagworte: | |
| Online-Zugang: | https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=67319947007 |
| Tags: |
Tag hinzufügen
Keine Tags, Fügen Sie den ersten Tag hinzu!
|
| _version_ | 1866559097113935872 |
|---|---|
| author | Luis Fernando Ayerbe |
| author_facet | Luis Fernando Ayerbe |
| contents | Crise de hegemonia e emergência de novos atores na Bolívia: o governo de Evo Morales Luis Fernando Ayerbe Estudios Culturales socialismo Evo Morales nacionalismo colonialidade A presidência de Evo Morales, liderança indígena e dirigente do partido Movimiento al Socialismo (MAS), abre um processo de transformações em diversas dimensões, em que as mudanças socioeconômicas e no poder político expressam uma perspectiva de longa duração que questiona relações de colonialidade entre uma elite dominante branca e uma maioria indígena subalterna, que se aprofundam após a independência nacional. Acompanhando essa perspectiva, predominante nos setores de apoio ao governo, a estratégia de poder do MAS não segue a tradição das revoluções sociais que operaram rupturas estruturais no modo de produção e na organização estatal bolivianas, mas aponta para uma nova revolução descolonizadora, política e cultural, que articula um indigenismo de natureza ampla, flexível e aberto aos movimentos sociais do campo popular. Essa concepção enfrenta críticas em setores da esquerda, que vislumbram uma renovação do processo de modernização capitalista iniciado em 1952, sob a liderança do Movimiento Nacionalista Revolucionario (MNR), ampliando a cidadania e democratizando o acesso ao Estado pelo reconhecimento dos indígenas como tais. Nessa perspectiva, a transformação proposta pelo MAS tenderia a favorecer uma recomposição do sistema diversificando sua base socioeconômica. A partir do contraste estabelecido por essas duas linhas de interpretação, pretendemos analisar as possibilidades estruturais da estratégia do governo de Evo Morales, tomando como referentes históricos as transformações operadas pela revolução nacionalista de 1952 e pelas reformas neoliberais iniciadas nos anos 1980. 2011 artículo científico 0102-6445 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=67319947007 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=673 Lua Nova application/pdf Centro de Estudos de Cultura Contemporânea Lua Nova (Brasil) Num.83 |
| format | Artículo científico |
| id | redalyc_67319947007 |
| language | pt |
| publishDate | 2011 |
| publisher | Centro de Estudos de Cultura Contemporânea |
| spellingShingle | Crise de hegemonia e emergência de novos atores na Bolívia: o governo de Evo Morales Luis Fernando Ayerbe Estudios Culturales socialismo Evo Morales nacionalismo colonialidade Crise de hegemonia e emergência de novos atores na Bolívia: o governo de Evo Morales Luis Fernando Ayerbe Estudios Culturales socialismo Evo Morales nacionalismo colonialidade A presidência de Evo Morales, liderança indígena e dirigente do partido Movimiento al Socialismo (MAS), abre um processo de transformações em diversas dimensões, em que as mudanças socioeconômicas e no poder político expressam uma perspectiva de longa duração que questiona relações de colonialidade entre uma elite dominante branca e uma maioria indígena subalterna, que se aprofundam após a independência nacional. Acompanhando essa perspectiva, predominante nos setores de apoio ao governo, a estratégia de poder do MAS não segue a tradição das revoluções sociais que operaram rupturas estruturais no modo de produção e na organização estatal bolivianas, mas aponta para uma nova revolução descolonizadora, política e cultural, que articula um indigenismo de natureza ampla, flexível e aberto aos movimentos sociais do campo popular. Essa concepção enfrenta críticas em setores da esquerda, que vislumbram uma renovação do processo de modernização capitalista iniciado em 1952, sob a liderança do Movimiento Nacionalista Revolucionario (MNR), ampliando a cidadania e democratizando o acesso ao Estado pelo reconhecimento dos indígenas como tais. Nessa perspectiva, a transformação proposta pelo MAS tenderia a favorecer uma recomposição do sistema diversificando sua base socioeconômica. A partir do contraste estabelecido por essas duas linhas de interpretação, pretendemos analisar as possibilidades estruturais da estratégia do governo de Evo Morales, tomando como referentes históricos as transformações operadas pela revolução nacionalista de 1952 e pelas reformas neoliberais iniciadas nos anos 1980. 2011 artículo científico 0102-6445 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=67319947007 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=673 Lua Nova application/pdf Centro de Estudos de Cultura Contemporânea Lua Nova (Brasil) Num.83 |
| title | Crise de hegemonia e emergência de novos atores na Bolívia: o governo de Evo Morales |
| topic | Estudios Culturales socialismo Evo Morales nacionalismo colonialidade |
| url | https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=67319947007 |