O que é, o que é: a morte? Notas e reflexões sobre o conceito de morte em Martin Heidegger
Fuente:
Redalyc
Enregistré dans:
| Auteur principal: | |
|---|---|
| Format: | Artículo científico |
| Langue: | pt |
| Publié: |
Pontifícia Universidade Católica do Paraná
2021
|
| Sujets: | |
| Accès en ligne: | |
| Tags: |
Ajouter un tag
Pas de tags, Soyez le premier à ajouter un tag!
|
| _version_ | 1876461740324028416 |
|---|---|
| author | João Cardoso de Castro |
| author_facet | João Cardoso de Castro |
| contents | O que é, o que é: a morte? Notas e reflexões sobre o conceito de morte em Martin Heidegger João Cardoso de Castro Murilo Cardoso de Castro Filosofía Ser para Morte morte Heidegger Tendo como ponto de partida a expressão “Um humano Mensch logo que nasce já é bastante velho para morrer”, escrita por Martin Heidegger em Ser e Tempo, este artigo se apresenta como uma ousada tentativa de releitura do conceito de morte, dada a dificuldade de interpretação de sua magnum opus, em especial da segunda parte da obra. Esta empreitada se concentrou em buscar compreender a morte, o ser-para-a-morte e a antecipação, conceitos fundantes do pensamento heideggeriano e reunidos aqui sob uma nova perspectiva. Para além da interpretação cotidiana deste conceito — que deve ser de imediato colocada em suspenso — ou ainda de uma parte significativa das leituras especializadas de Heidegger, este trabalho entende que a morte, no horizonte do pensamento heideggeriano, é o processo cotidiano de atualização (ato) de possibilidades (potência) no interior da experiência humana. Tendo a fenomenologia como recurso de análise, e o fenômeno da morte como chave de acesso à questão do sentido da morte, foi possível reunir aqui um conjunto de notas e direção para se compreender todos os existenciais como sinônimos de morte, o que se evidencia na condição cotidiana de um Dasein impróprio, inautêntico, e no aparecimento (Erscheinung) de um mim-mesmo prevaricado com a-gente (das Man), à semelhança caricatural de um “morto-vivo”, um “zumbi”, tema muito em voga, nos dias de hoje, em filmes e séries. Embora o “humano” — cotidianamente sujeito a representações sucessivas — se atenha a isto ou aquilo, em ser-para-a-morte se está livre de todo apego a isto ou aquilo, na aquiescência tanto disto quanto daquilo, na proximidade de tudo e pertencimento a nada, no “deixar-ser” (Gelassenheit). 2021 artículo científico 2965-1557 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=673373992001 https://www.redalyc.org/journal/6733/673373992001/ https://www.redalyc.org/journal/6733/673373992001/html/ https://www.redalyc.org/journal/6733/673373992001/673373992001.epub https://www.redalyc.org/journal/6733/673373992001/movil https://doi.org/10.7213/1980-5934.33.059.AO01 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=6733 Revista de Filosofía Aurora application/pdf Pontifícia Universidade Católica do Paraná Revista de Filosofía Aurora (Brasil) Num.59 Vol.33 |
| format | Artículo científico |
| id | redalyc_673373992001 |
| institution | Redalyc |
| language | pt |
| publishDate | 2021 |
| publisher | Pontifícia Universidade Católica do Paraná |
| spellingShingle | O que é, o que é: a morte? Notas e reflexões sobre o conceito de morte em Martin Heidegger João Cardoso de Castro Filosofía Ser para Morte morte Heidegger O que é, o que é: a morte? Notas e reflexões sobre o conceito de morte em Martin Heidegger João Cardoso de Castro Murilo Cardoso de Castro Filosofía Ser para Morte morte Heidegger Tendo como ponto de partida a expressão “Um humano Mensch logo que nasce já é bastante velho para morrer”, escrita por Martin Heidegger em Ser e Tempo, este artigo se apresenta como uma ousada tentativa de releitura do conceito de morte, dada a dificuldade de interpretação de sua magnum opus, em especial da segunda parte da obra. Esta empreitada se concentrou em buscar compreender a morte, o ser-para-a-morte e a antecipação, conceitos fundantes do pensamento heideggeriano e reunidos aqui sob uma nova perspectiva. Para além da interpretação cotidiana deste conceito — que deve ser de imediato colocada em suspenso — ou ainda de uma parte significativa das leituras especializadas de Heidegger, este trabalho entende que a morte, no horizonte do pensamento heideggeriano, é o processo cotidiano de atualização (ato) de possibilidades (potência) no interior da experiência humana. Tendo a fenomenologia como recurso de análise, e o fenômeno da morte como chave de acesso à questão do sentido da morte, foi possível reunir aqui um conjunto de notas e direção para se compreender todos os existenciais como sinônimos de morte, o que se evidencia na condição cotidiana de um Dasein impróprio, inautêntico, e no aparecimento (Erscheinung) de um mim-mesmo prevaricado com a-gente (das Man), à semelhança caricatural de um “morto-vivo”, um “zumbi”, tema muito em voga, nos dias de hoje, em filmes e séries. Embora o “humano” — cotidianamente sujeito a representações sucessivas — se atenha a isto ou aquilo, em ser-para-a-morte se está livre de todo apego a isto ou aquilo, na aquiescência tanto disto quanto daquilo, na proximidade de tudo e pertencimento a nada, no “deixar-ser” (Gelassenheit). 2021 artículo científico 2965-1557 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=673373992001 https://www.redalyc.org/journal/6733/673373992001/ https://www.redalyc.org/journal/6733/673373992001/html/ https://www.redalyc.org/journal/6733/673373992001/673373992001.epub https://www.redalyc.org/journal/6733/673373992001/movil https://doi.org/10.7213/1980-5934.33.059.AO01 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=6733 Revista de Filosofía Aurora application/pdf Pontifícia Universidade Católica do Paraná Revista de Filosofía Aurora (Brasil) Num.59 Vol.33 |
| title | O que é, o que é: a morte? Notas e reflexões sobre o conceito de morte em Martin Heidegger |
| topic | Filosofía Ser para Morte morte Heidegger |
| url | https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=673373992001 https://www.redalyc.org/journal/6733/673373992001/ https://www.redalyc.org/journal/6733/673373992001/html/ https://www.redalyc.org/journal/6733/673373992001/673373992001.epub https://www.redalyc.org/journal/6733/673373992001/movil https://doi.org/10.7213/1980-5934.33.059.AO01 |