De Lélia Gonzalez a bell hooks: por um feminismo afro-latino-americano e radical visionário

Fuente: Redalyc
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Main Author: Maria Cristina Longo Cardoso Dias
Format: Artículo científico
Language:pt
Published: Pontifícia Universidade Católica do Paraná 2025
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author Maria Cristina Longo Cardoso Dias
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contents De Lélia Gonzalez a bell hooks: por um feminismo afro-latino-americano e radical visionário Maria Cristina Longo Cardoso Dias Filosofía Raça Classe Feminismo bell hooks Lélia Gonzalez O artigo visa a elucidar as críticas que Lélia Gonzalez e bell hooks fazem às opressões, principalmente, as de raça, classe e sexo, bem como mostrar os tipos de feminismo que sustentam para superá-las. Lélia esclarece como essas opressões são produzidas e reproduzidas no contexto brasileiro mostrando que a população negra, especialmente as mulheres negras, estão nos locais mais desvalorizados socialmente, seja do ponto de vista do trabalho e da renda, seja do ponto de vista de suas moradias e mesmo no que concerne à educação, propondo um feminismo afro-latino-americano como forma de desarticular todas as explorações elencadas. bell hooks mostra como opressões foram e são reproduzidas nos locais em que menos esperamos, como em movimentos feministas (a exemplo da ocasião do racismo e elitismo presente nos movimentos sufragistas), em movimentos negros (como mostra a reprodução do sexismo entre os panteras negras) e em sala de aula (como quando alunos brancos possuem maior espaço de fala do que outros). bell hooks expõe que qualquer movimento que não se oponha a todas as formas de opressão corre o risco de se tornar um movimento para apenas alguns ou algumas, assumindo posições que, frequentemente, reproduzem explorações. Neste sentido, a autora sustenta o feminismo radical ou visionário como forma de articular um combate conjunto a todas as opressões, aproximando-se da proposta de Lélia. As teorias e práticas de ambas as autoras se voltam, assim, para que qualquer opressão seja combatida, em todos os espaços, a partir dos feminismos propostos por elas, visando a construção de uma sociedade mútua, comunal e por que não amorosa… 2025 artículo científico 2965-1557 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=673381604021 https://www.redalyc.org/journal/6733/673381604021/ https://www.redalyc.org/journal/6733/673381604021/html/ https://www.redalyc.org/journal/6733/673381604021/673381604021.epub https://www.redalyc.org/journal/6733/673381604021/movil 10.1590/2965-1557.037.e202531403 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=6733 Revista de Filosofía Aurora application/pdf Pontifícia Universidade Católica do Paraná Revista de Filosofía Aurora (Brasil) Vol.37
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publishDate 2025
publisher Pontifícia Universidade Católica do Paraná
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Maria Cristina Longo Cardoso Dias
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Lélia Gonzalez
De Lélia Gonzalez a bell hooks: por um feminismo afro-latino-americano e radical visionário Maria Cristina Longo Cardoso Dias Filosofía Raça Classe Feminismo bell hooks Lélia Gonzalez O artigo visa a elucidar as críticas que Lélia Gonzalez e bell hooks fazem às opressões, principalmente, as de raça, classe e sexo, bem como mostrar os tipos de feminismo que sustentam para superá-las. Lélia esclarece como essas opressões são produzidas e reproduzidas no contexto brasileiro mostrando que a população negra, especialmente as mulheres negras, estão nos locais mais desvalorizados socialmente, seja do ponto de vista do trabalho e da renda, seja do ponto de vista de suas moradias e mesmo no que concerne à educação, propondo um feminismo afro-latino-americano como forma de desarticular todas as explorações elencadas. bell hooks mostra como opressões foram e são reproduzidas nos locais em que menos esperamos, como em movimentos feministas (a exemplo da ocasião do racismo e elitismo presente nos movimentos sufragistas), em movimentos negros (como mostra a reprodução do sexismo entre os panteras negras) e em sala de aula (como quando alunos brancos possuem maior espaço de fala do que outros). bell hooks expõe que qualquer movimento que não se oponha a todas as formas de opressão corre o risco de se tornar um movimento para apenas alguns ou algumas, assumindo posições que, frequentemente, reproduzem explorações. Neste sentido, a autora sustenta o feminismo radical ou visionário como forma de articular um combate conjunto a todas as opressões, aproximando-se da proposta de Lélia. As teorias e práticas de ambas as autoras se voltam, assim, para que qualquer opressão seja combatida, em todos os espaços, a partir dos feminismos propostos por elas, visando a construção de uma sociedade mútua, comunal e por que não amorosa… 2025 artículo científico 2965-1557 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=673381604021 https://www.redalyc.org/journal/6733/673381604021/ https://www.redalyc.org/journal/6733/673381604021/html/ https://www.redalyc.org/journal/6733/673381604021/673381604021.epub https://www.redalyc.org/journal/6733/673381604021/movil 10.1590/2965-1557.037.e202531403 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=6733 Revista de Filosofía Aurora application/pdf Pontifícia Universidade Católica do Paraná Revista de Filosofía Aurora (Brasil) Vol.37
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