Etnografia na sala de aula

Fuente: Redalyc
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1. Verfasser: Maria de Lourdes Sá Earp
Format: Artículo científico
Sprache:pt
Veröffentlicht: Universidade Estadual de Ponta Grossa 2008
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author Maria de Lourdes Sá Earp
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contents Etnografia na sala de aula Maria de Lourdes Sá Earp Educación Escola Cultura Repetência Professores Sala de aula O tema apresentado neste artigo faz parte deuma tese de doutorado sobre o sistema de ensino brasileiro,cujo objetivo foi estudar a repetência e construirnovas explicações sobre o fracasso do ensino de matemáticano Brasil. As salas de aula brasileiras podem serdescritas pela metáfora “centro e periferia”. Segundo essaestrutura, o professor não ensina a todos os alunos. Osalunos ensinados - e que não são reprovados - são os do“centro” da sala de aula; os outros ficam na periferia doensino. As salas de aula de matemática têm menos alunosnos centros do que as de outras disciplinas. Isso podeser se explicado pela crença universal de que a disciplinamatemática não está ao alcance de todos. A pesquisa decampo desenvolveu-se em dois anos, através de estudode caso de duas escolas públicas da cidade do Rio deJaneiro, uma municipal e outra estadual. Observações emsalas de aula, em conselhos de classe, nos recreios, emreunião de pais, nos refeitórios foram realizadas comometodologia. Constatou-se que existem dois tipos de alunosno “centro”: os do primeiro tipo, conforme a teoriada reprodução, são alunos cujas condições extra-escolarescontribuíram para seu lugar privilegiado na sala de aula;os do segundo tipo são alunos com condições sociais maissimples. De acordo com o chamado “efeito Pigmalião”,tais alunos foram escolhidos para serem ensinados peloprofessor. Essa escolha é justificada pelas representaçõesdocentes, as quais são como profecia que se cumpre porsi mesma: muitos alunos não aprendem matemática,porque poucos são ensinados pelos professores. 2008 artículo científico 1518-5648 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=68411103 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=684 Olhar de Professor application/pdf Universidade Estadual de Ponta Grossa Olhar de Professor (Brasil) Num.1 Vol.11
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Etnografia na sala de aula Maria de Lourdes Sá Earp Educación Escola Cultura Repetência Professores Sala de aula O tema apresentado neste artigo faz parte deuma tese de doutorado sobre o sistema de ensino brasileiro,cujo objetivo foi estudar a repetência e construirnovas explicações sobre o fracasso do ensino de matemáticano Brasil. As salas de aula brasileiras podem serdescritas pela metáfora “centro e periferia”. Segundo essaestrutura, o professor não ensina a todos os alunos. Osalunos ensinados - e que não são reprovados - são os do“centro” da sala de aula; os outros ficam na periferia doensino. As salas de aula de matemática têm menos alunosnos centros do que as de outras disciplinas. Isso podeser se explicado pela crença universal de que a disciplinamatemática não está ao alcance de todos. A pesquisa decampo desenvolveu-se em dois anos, através de estudode caso de duas escolas públicas da cidade do Rio deJaneiro, uma municipal e outra estadual. Observações emsalas de aula, em conselhos de classe, nos recreios, emreunião de pais, nos refeitórios foram realizadas comometodologia. Constatou-se que existem dois tipos de alunosno “centro”: os do primeiro tipo, conforme a teoriada reprodução, são alunos cujas condições extra-escolarescontribuíram para seu lugar privilegiado na sala de aula;os do segundo tipo são alunos com condições sociais maissimples. De acordo com o chamado “efeito Pigmalião”,tais alunos foram escolhidos para serem ensinados peloprofessor. Essa escolha é justificada pelas representaçõesdocentes, as quais são como profecia que se cumpre porsi mesma: muitos alunos não aprendem matemática,porque poucos são ensinados pelos professores. 2008 artículo científico 1518-5648 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=68411103 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=684 Olhar de Professor application/pdf Universidade Estadual de Ponta Grossa Olhar de Professor (Brasil) Num.1 Vol.11
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