ANÁLISE ENUNCIATIVA DAS MARCAS MODAIS PRESENTES EM CORPUS DE INTERPRETAÇÃO SIMULTÂNEA DE LIBRAS-PORTUGUÊS

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Main Author: Anderson Almeida da Silva
Format: Artículo científico
Language:es
Published: Universidade Federal de Santa Catarina 2015
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author Anderson Almeida da Silva
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contents ANÁLISE ENUNCIATIVA DAS MARCAS MODAIS PRESENTES EM CORPUS DE INTERPRETAÇÃO SIMULTÂNEA DE LIBRAS-PORTUGUÊS Anderson Almeida da Silva Ana Paula Lima de Carvalho Lengua y Literatura Modais LIBRAS Interpretação Linguística Enunciativa Este texto centra-se nas questões do trabalho do Intérprete de Língua de Sinais na condição de segundo enunciador da produção discursiva. Esses profissionais, no momento da interpretação, buscam recriar [atualizar] os conceitos emanados da língua fonte para a língua alvo, instaurando, assim, uma segunda instância enunciativa. O quadro teórico mobilizado situa-se na perspectiva da Linguística Enunciativa (BENVENISTE, 1989; FLORES, 2008, 2009a, 2009b, 2010) e no estudo dos modais em línguas orais e na LIBRAS. Tem-se, por objetivos, buscar as marcas deixadas pelo segundo sujeito enunciador do texto, neste caso, o intérprete, quanto ao uso de modais especificamente e analisar as escolhas desse segundo sujeito enunciador por utilizar um ou outro tipo de modal (no texto alvo), que esteja explícito ou implícito na primeira situação de enunciação (no texto fonte). Para análise, a fala de uma pessoa surda, com tempo total de 40’ (quarenta minutos) que estava sendo interpretada para o Português oral, foi transcrita. Após a transcrição, 6 (seis) excertos da fala total, com ocorrências de modais na língua fonte ou alvo, foram analisados. Em função das análises empreendidas, pontua-se: 1. A tendência de que a modalidade deôntica seja quase sempre interpretada como na língua fonte; 2. As escolhas interpretativas são sempre guiadas por pistas enunciativas deixadas na fala do primeiro enunciador, para as quais o intérprete deve revelar domínio de aspectos pertinentes tanto à língua fonte quanto à língua alvo; 3. Na ausência de marcas modais explícitas, os intérpretes são sensíveis às noções modais extravasadas por toda a superfície textual; 4. A omissão temporal na interpretação de modais epistêmicos de grande valor de aderência podendo funcionar como uma estratégia interpretativa e não como um falseamento da informação original; 5. A noção de “tempo de checagem”, sendo proposta para recobrir o tempo (não cronológico) no qual o intérprete, após receber a informação da língua fonte, realiza sua interpretação. 2015 artículo científico 1414-526X https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=731980282011 es http://www.redalyc.org/revista.oa?id=7319 Cadernos de Tradução application/pdf Universidade Federal de Santa Catarina Cadernos de Tradução (Brasil) Num.esp2 Vol.35
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Anderson Almeida da Silva
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ANÁLISE ENUNCIATIVA DAS MARCAS MODAIS PRESENTES EM CORPUS DE INTERPRETAÇÃO SIMULTÂNEA DE LIBRAS-PORTUGUÊS Anderson Almeida da Silva Ana Paula Lima de Carvalho Lengua y Literatura Modais LIBRAS Interpretação Linguística Enunciativa Este texto centra-se nas questões do trabalho do Intérprete de Língua de Sinais na condição de segundo enunciador da produção discursiva. Esses profissionais, no momento da interpretação, buscam recriar [atualizar] os conceitos emanados da língua fonte para a língua alvo, instaurando, assim, uma segunda instância enunciativa. O quadro teórico mobilizado situa-se na perspectiva da Linguística Enunciativa (BENVENISTE, 1989; FLORES, 2008, 2009a, 2009b, 2010) e no estudo dos modais em línguas orais e na LIBRAS. Tem-se, por objetivos, buscar as marcas deixadas pelo segundo sujeito enunciador do texto, neste caso, o intérprete, quanto ao uso de modais especificamente e analisar as escolhas desse segundo sujeito enunciador por utilizar um ou outro tipo de modal (no texto alvo), que esteja explícito ou implícito na primeira situação de enunciação (no texto fonte). Para análise, a fala de uma pessoa surda, com tempo total de 40’ (quarenta minutos) que estava sendo interpretada para o Português oral, foi transcrita. Após a transcrição, 6 (seis) excertos da fala total, com ocorrências de modais na língua fonte ou alvo, foram analisados. Em função das análises empreendidas, pontua-se: 1. A tendência de que a modalidade deôntica seja quase sempre interpretada como na língua fonte; 2. As escolhas interpretativas são sempre guiadas por pistas enunciativas deixadas na fala do primeiro enunciador, para as quais o intérprete deve revelar domínio de aspectos pertinentes tanto à língua fonte quanto à língua alvo; 3. Na ausência de marcas modais explícitas, os intérpretes são sensíveis às noções modais extravasadas por toda a superfície textual; 4. A omissão temporal na interpretação de modais epistêmicos de grande valor de aderência podendo funcionar como uma estratégia interpretativa e não como um falseamento da informação original; 5. A noção de “tempo de checagem”, sendo proposta para recobrir o tempo (não cronológico) no qual o intérprete, após receber a informação da língua fonte, realiza sua interpretação. 2015 artículo científico 1414-526X https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=731980282011 es http://www.redalyc.org/revista.oa?id=7319 Cadernos de Tradução application/pdf Universidade Federal de Santa Catarina Cadernos de Tradução (Brasil) Num.esp2 Vol.35
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