PREVALÊNCIA DE ALTERAÇÕES GUSTATIVAS EM IDOSOS EM USO CRÔNICO DE FÁRMACOS

Fuente: Redalyc
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Main Author: Ana Carolina Freire Lopes
Format: Artículo científico
Language:pt
Published: Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia 2015
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author Ana Carolina Freire Lopes
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contents PREVALÊNCIA DE ALTERAÇÕES GUSTATIVAS EM IDOSOS EM USO CRÔNICO DE FÁRMACOS Ana Carolina Freire Lopes Camila Salles Silva Pereira Fernanda Lima Fernandes Laura Cotta Valente Analina Furtado Valadão Mery Natali da Silva Abreu Patrícia Gonçalves da Motta Multidisciplinaria (Ciencias Naturales y Exactas) Idoso paladar preparações farmacêuticas OBJETIVO: Investigar as classes de fármacos utilizados e propensos a produzir alterações do paladar em idosos e identificar o tipo de alteração gustativa mais prevalente. MÉTODOS: Amostra composta de 203 idosos da Associação dos Metalúrgicos Aposentados e Pensionistas de Ipatinga, Minas Gerais, com idade igual ou superior a 60 anos, de ambos os gêneros, em uso crônico de algum fármaco. Para investigar a função gustativa, foi utilizado o teste das três gotas que avalia os quatro gostos primários. RESULTADOS: As classes de fármacos mais utilizadas pelos idosos foram os anti-hipertensivos (70,9%), hipolipemiantes (36,0%), antiácidos (19,2%), hipoglicemiante orais (17,7%), antiplaquetários (15,3%), hormônio tireoidiano (13,3%), antidepressivos (11,3%) e benzodiazepínicos (9,4%). Observou-se que os idosos em uso de anti-hipertensivos apresentaram mais chance de alteração gustativa ao sabor salgado (OR = 2,4; IC95% 1,2 – 4,6) e ao sabor doce (OR = 2,3; IC95% 1,2 – 4,4). Entre os anti-hipertensivos, os fármacos das categorias betabloqueadores (OR = 1,8; IC95% 1,3 – 4,2) e diuréticos (OR = 2,0; IC95% 1,0 – 3,8) podem aumentar a chance dos pacientes desenvolverem alterações gustativas ao sabor doce. As demais classes de anti‑hipertensivos, bem como os antidepressivos e antiplaquetários não apresentaram associação significativa com as alterações gustativas. Observou-se que 41,4% da amostra apresentou alguma alteração gustativa ao sabor salgado, 40,4% para o doce, 14,3% para o ácido e 13,8% para o sabor amargo. CONCLUSÃO: Este estudo observou que o uso crônico de medicamentos esteve associado a alterações gustativas, notadamente ao sabor doce. Dentre as classes de medicamentos avaliados, destacaram‑se os anti‑hipertensivos, especificamente os betabloqueadores e diuréticos. 2015 artículo científico 2447-2115 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=739780693002 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=7397 Geriatrics, Gerontology and Aging application/pdf Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia Geriatrics, Gerontology and Aging (Brasil) Num.4 Vol.9
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publishDate 2015
publisher Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia
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Ana Carolina Freire Lopes
Multidisciplinaria (Ciencias Naturales y Exactas)
Idoso
paladar
preparações farmacêuticas
PREVALÊNCIA DE ALTERAÇÕES GUSTATIVAS EM IDOSOS EM USO CRÔNICO DE FÁRMACOS Ana Carolina Freire Lopes Camila Salles Silva Pereira Fernanda Lima Fernandes Laura Cotta Valente Analina Furtado Valadão Mery Natali da Silva Abreu Patrícia Gonçalves da Motta Multidisciplinaria (Ciencias Naturales y Exactas) Idoso paladar preparações farmacêuticas OBJETIVO: Investigar as classes de fármacos utilizados e propensos a produzir alterações do paladar em idosos e identificar o tipo de alteração gustativa mais prevalente. MÉTODOS: Amostra composta de 203 idosos da Associação dos Metalúrgicos Aposentados e Pensionistas de Ipatinga, Minas Gerais, com idade igual ou superior a 60 anos, de ambos os gêneros, em uso crônico de algum fármaco. Para investigar a função gustativa, foi utilizado o teste das três gotas que avalia os quatro gostos primários. RESULTADOS: As classes de fármacos mais utilizadas pelos idosos foram os anti-hipertensivos (70,9%), hipolipemiantes (36,0%), antiácidos (19,2%), hipoglicemiante orais (17,7%), antiplaquetários (15,3%), hormônio tireoidiano (13,3%), antidepressivos (11,3%) e benzodiazepínicos (9,4%). Observou-se que os idosos em uso de anti-hipertensivos apresentaram mais chance de alteração gustativa ao sabor salgado (OR = 2,4; IC95% 1,2 – 4,6) e ao sabor doce (OR = 2,3; IC95% 1,2 – 4,4). Entre os anti-hipertensivos, os fármacos das categorias betabloqueadores (OR = 1,8; IC95% 1,3 – 4,2) e diuréticos (OR = 2,0; IC95% 1,0 – 3,8) podem aumentar a chance dos pacientes desenvolverem alterações gustativas ao sabor doce. As demais classes de anti‑hipertensivos, bem como os antidepressivos e antiplaquetários não apresentaram associação significativa com as alterações gustativas. Observou-se que 41,4% da amostra apresentou alguma alteração gustativa ao sabor salgado, 40,4% para o doce, 14,3% para o ácido e 13,8% para o sabor amargo. CONCLUSÃO: Este estudo observou que o uso crônico de medicamentos esteve associado a alterações gustativas, notadamente ao sabor doce. Dentre as classes de medicamentos avaliados, destacaram‑se os anti‑hipertensivos, especificamente os betabloqueadores e diuréticos. 2015 artículo científico 2447-2115 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=739780693002 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=7397 Geriatrics, Gerontology and Aging application/pdf Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia Geriatrics, Gerontology and Aging (Brasil) Num.4 Vol.9
title PREVALÊNCIA DE ALTERAÇÕES GUSTATIVAS EM IDOSOS EM USO CRÔNICO DE FÁRMACOS
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Idoso
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