A COLONIALIDADE DO QUE SE COME: SOBRE PRODUÇÃO DE CARNE E CRISE AMBIENTAL

Fuente: Redalyc
Gespeichert in:
Bibliographische Detailangaben
1. Verfasser: Marcos Hiath
Format: Artículo científico
Sprache:es
Veröffentlicht: Universidade Federal Fluminense 2012
Schlagworte:
Online-Zugang:
Tags: Tag hinzufügen
Keine Tags, Fügen Sie den ersten Tag hinzu!
_version_ 1876482742916481024
author Marcos Hiath
author_facet Marcos Hiath
contents A COLONIALIDADE DO QUE SE COME: SOBRE PRODUÇÃO DE CARNE E CRISE AMBIENTAL Marcos Hiath Geografía Social ecologia Alimentação colonialidade Desde a década de 1960 houve um aumento significativo do consumo de carne no mundo. Este aumento ocorreu porque nações emergentes, sem tradição de ingestão desse alimento, passaram a adotar essa dieta. Em países como China, Índia e Coréia do Sul, por exemplo, o consumo de carne triplicou. Subiu de 17 kg/ano para 50 kg/ano por pessoa. Um índice maior do que a média mundial que é de 46 kg/ano. Trata-se de um padrão típico de toda a Ásia atual. Paralelamente, nos Estados Unidos e na União Européia os índices de produção de carne vêm caindo sem que haja a diminuição de seu consumo. É neste contexto que o Brasil está quebrando recordes na exportação desse produto. Os maiores consumidores mundiais reconheceram que é melhor importar a carne brasileira e deixar os custos ambientais no território produtor. Isso porque a dinâmica utilizada para sustentar essa cadeia produtiva é devastadora do ponto de vista ambiental, social e ético. São as antigas estratégias de colonização sobre novas roupagens. O objetivo deste ensaio é explicar o motivo pelo qual o consumo de carne se tornou uma pratica generalizada na sociedade contemporânea e apresentar algumas conseqüências espaciais associadas ao suprimento dessa demanda. Para isso, foi feita uma análise dos significados atribuídos ao consumo de carne ao longo da história, paralelamente à discussão sobre a colonialidade da produção de carne no Brasil. Por isso, optou-se por um recorte histórico para apresentar a questão. 2012 artículo científico 2316-8544 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=748481097003 es http://www.redalyc.org/revista.oa?id=7484 Ensaios de Geografia application/pdf Universidade Federal Fluminense Ensaios de Geografia (Brasil) Num.2 Vol.1
format Artículo científico
id redalyc_748481097003
institution Redalyc
language es
publishDate 2012
publisher Universidade Federal Fluminense
spellingShingle A COLONIALIDADE DO QUE SE COME: SOBRE PRODUÇÃO DE CARNE E CRISE AMBIENTAL
Marcos Hiath
Geografía Social
ecologia
Alimentação
colonialidade
A COLONIALIDADE DO QUE SE COME: SOBRE PRODUÇÃO DE CARNE E CRISE AMBIENTAL Marcos Hiath Geografía Social ecologia Alimentação colonialidade Desde a década de 1960 houve um aumento significativo do consumo de carne no mundo. Este aumento ocorreu porque nações emergentes, sem tradição de ingestão desse alimento, passaram a adotar essa dieta. Em países como China, Índia e Coréia do Sul, por exemplo, o consumo de carne triplicou. Subiu de 17 kg/ano para 50 kg/ano por pessoa. Um índice maior do que a média mundial que é de 46 kg/ano. Trata-se de um padrão típico de toda a Ásia atual. Paralelamente, nos Estados Unidos e na União Européia os índices de produção de carne vêm caindo sem que haja a diminuição de seu consumo. É neste contexto que o Brasil está quebrando recordes na exportação desse produto. Os maiores consumidores mundiais reconheceram que é melhor importar a carne brasileira e deixar os custos ambientais no território produtor. Isso porque a dinâmica utilizada para sustentar essa cadeia produtiva é devastadora do ponto de vista ambiental, social e ético. São as antigas estratégias de colonização sobre novas roupagens. O objetivo deste ensaio é explicar o motivo pelo qual o consumo de carne se tornou uma pratica generalizada na sociedade contemporânea e apresentar algumas conseqüências espaciais associadas ao suprimento dessa demanda. Para isso, foi feita uma análise dos significados atribuídos ao consumo de carne ao longo da história, paralelamente à discussão sobre a colonialidade da produção de carne no Brasil. Por isso, optou-se por um recorte histórico para apresentar a questão. 2012 artículo científico 2316-8544 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=748481097003 es http://www.redalyc.org/revista.oa?id=7484 Ensaios de Geografia application/pdf Universidade Federal Fluminense Ensaios de Geografia (Brasil) Num.2 Vol.1
title A COLONIALIDADE DO QUE SE COME: SOBRE PRODUÇÃO DE CARNE E CRISE AMBIENTAL
topic Geografía Social
ecologia
Alimentação
colonialidade
url https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=748481097003