Hiperglicemia no Perioperatório de Transplante de Fígado: Uma Revisão de Escopo

Fuente: Redalyc
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Autor principal: Manuela Izidio de Lima
Formato: Artículo científico
Lenguaje:pt
Publicado: Associação Brasileira de Transplante de Órgãos 2025
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author Manuela Izidio de Lima
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contents Hiperglicemia no Perioperatório de Transplante de Fígado: Uma Revisão de Escopo Manuela Izidio de Lima Djalma da Silva Cavalcanti Gabriel Henrique Gomes e Silva José Henrique da Silva José Vitor Lins Ferreira Marcelo Irineu de Moura Freire Rafael Eduardo Correntesa de Almeida Victor Presto de Oliveira Macedo Hugo Rafael de Souza e Silva Olival Cirilo Lucena da Fonseca Medicina Hiperglicemia Controle Glicêmico Transplante de Fígado Objetivos: Encontrar evidências sobre a influência da hiperglicemia no perioperatório de transplante de fígado.Métodos: Trata-se de uma revisão de escopo na base de dados PubMed, BVS e Web of Science. Foram utilizados os descritores: “Liver transplantation”, “Hyperglycemia” e “Blood Sugar Control” com o operador booleano “AND”, e selecionados artigos de relevância para o tema. Inicialmente, foram selecionados 139 artigos, todos publicados nos últimos 20 anos, em português e inglês. Após análise, 10 artigos corresponderam ao objetivo proposto.Resultados: Na comparação entre controle rigoroso e controle convencional da glicose em pacientes submetidos a transplante de fígado, a média de glicemia intraoperatória foi de 143,3 mg/dL no grupo convencional e 130,7 mg/dL no grupo de controle rigoroso, que recebeu mais insulina. A permanência na unidade de terapia intensiva foi similar, com média de 3 dias, mas a sobrevida melhorou significativamente com glicemia intraoperatória média ≤ 120 mg/dL. Pacientes com síndrome pós-reperfusão necessitaram mais frequentemente de infusão de insulina. O diabetes mellitus de início recente e a bacteremia precoce foram mais frequentes no grupo com síndrome pós-reperfusão. Níveis de AST e ALT foram mais elevados em pacientes hiperglicêmicos. As taxas de infecção do sítio cirúrgico correlacionaram-se com a hiperglicemia pós-operatória, sendo 20% para glicemia < 200 mg/dL. Pacientes com glicose pós-operatória < 200 mg/dL. Os pacientes com diabetes apresentaram glicemia pré-operatória mais alta que pacientes sem diabetes, com redução gradual após o transplante de fígado, enquanto os pacientes sem diabetes tiveram um pico nos dias 2 e 3 antes de retornarem aos níveis basais. Níveis elevados de glicose após 48–72 h pós-transplante foram associados a maior mortalidade e pior resposta ao tratamento com insulina na primeira semana.Conclusão: O controle rigoroso da glicemia em pacientes submetidos a transplante de fígado resultou em uma glicemia intraoperatória mais baixa e uma sobrevida significativamente melhor para aqueles com glicemia ≤ 120 mg/dL, além de menores taxas de infecção, rejeição e mortalidade, especialmente em pacientes sem diabetes. 2025 reseña 2764-1589 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=748681971014 https://www.redalyc.org/journal/7486/748681971014/ https://www.redalyc.org/journal/7486/748681971014/html/ https://www.redalyc.org/journal/7486/748681971014/748681971014.epub https://www.redalyc.org/journal/7486/748681971014/movil 10.53855/bjt.v28i1.670_PORT pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=7486 Brazilian Journal of Transplantation application/pdf Associação Brasileira de Transplante de Órgãos Brazilian Journal of Transplantation (Brasil) Vol.28
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Hiperglicemia no Perioperatório de Transplante de Fígado: Uma Revisão de Escopo Manuela Izidio de Lima Djalma da Silva Cavalcanti Gabriel Henrique Gomes e Silva José Henrique da Silva José Vitor Lins Ferreira Marcelo Irineu de Moura Freire Rafael Eduardo Correntesa de Almeida Victor Presto de Oliveira Macedo Hugo Rafael de Souza e Silva Olival Cirilo Lucena da Fonseca Medicina Hiperglicemia Controle Glicêmico Transplante de Fígado Objetivos: Encontrar evidências sobre a influência da hiperglicemia no perioperatório de transplante de fígado.Métodos: Trata-se de uma revisão de escopo na base de dados PubMed, BVS e Web of Science. Foram utilizados os descritores: “Liver transplantation”, “Hyperglycemia” e “Blood Sugar Control” com o operador booleano “AND”, e selecionados artigos de relevância para o tema. Inicialmente, foram selecionados 139 artigos, todos publicados nos últimos 20 anos, em português e inglês. Após análise, 10 artigos corresponderam ao objetivo proposto.Resultados: Na comparação entre controle rigoroso e controle convencional da glicose em pacientes submetidos a transplante de fígado, a média de glicemia intraoperatória foi de 143,3 mg/dL no grupo convencional e 130,7 mg/dL no grupo de controle rigoroso, que recebeu mais insulina. A permanência na unidade de terapia intensiva foi similar, com média de 3 dias, mas a sobrevida melhorou significativamente com glicemia intraoperatória média ≤ 120 mg/dL. Pacientes com síndrome pós-reperfusão necessitaram mais frequentemente de infusão de insulina. O diabetes mellitus de início recente e a bacteremia precoce foram mais frequentes no grupo com síndrome pós-reperfusão. Níveis de AST e ALT foram mais elevados em pacientes hiperglicêmicos. As taxas de infecção do sítio cirúrgico correlacionaram-se com a hiperglicemia pós-operatória, sendo 20% para glicemia < 200 mg/dL. Pacientes com glicose pós-operatória < 200 mg/dL. Os pacientes com diabetes apresentaram glicemia pré-operatória mais alta que pacientes sem diabetes, com redução gradual após o transplante de fígado, enquanto os pacientes sem diabetes tiveram um pico nos dias 2 e 3 antes de retornarem aos níveis basais. Níveis elevados de glicose após 48–72 h pós-transplante foram associados a maior mortalidade e pior resposta ao tratamento com insulina na primeira semana.Conclusão: O controle rigoroso da glicemia em pacientes submetidos a transplante de fígado resultou em uma glicemia intraoperatória mais baixa e uma sobrevida significativamente melhor para aqueles com glicemia ≤ 120 mg/dL, além de menores taxas de infecção, rejeição e mortalidade, especialmente em pacientes sem diabetes. 2025 reseña 2764-1589 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=748681971014 https://www.redalyc.org/journal/7486/748681971014/ https://www.redalyc.org/journal/7486/748681971014/html/ https://www.redalyc.org/journal/7486/748681971014/748681971014.epub https://www.redalyc.org/journal/7486/748681971014/movil 10.53855/bjt.v28i1.670_PORT pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=7486 Brazilian Journal of Transplantation application/pdf Associação Brasileira de Transplante de Órgãos Brazilian Journal of Transplantation (Brasil) Vol.28
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