Saved in:
| Main Author: | |
|---|---|
| Format: | Artículo científico |
| Language: | pt |
| Published: |
Universidade Estadual de Londrina
2019
|
| Subjects: | |
| Online Access: | https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=748879413005 |
| Tags: |
Add Tag
No Tags, Be the first to tag this record!
|
Table of Contents:
- Plantações de queixadas, peixes-mandioca e corujinhas boiadeiras: as relações entre humanos, animais e maestria na Terra Indígena do Rio Guaporé (Rondônia) Gabriel Sanchez Multidisciplinarias (Ciencias Sociales) animais Rondônia Classificação Relações humano Etnologia indígena A Terra Indígena do Rio Guaporé, localizada no sudoeste amazônico no estado de Rondônia, constitui um espaço multiétnico e linguístico onde vivem dez povos indígenas. Dentro deste contexto regional, parto da perspectiva dos Kujubim, grupo pertencente à família linguística Txapakura, para pensar e revelar algumas relações existentes entre humanos, animais, espíritos-donos e aldeias subaquáticas. De antemão, é possível afirmar que tais relações não podem ser pensadas fora do contexto onde elas são concebidas, isto é, dos espaços onde elas são constituídas, como a aldeia, o rio, a floresta e os sonhos. Mediante diversas negociações destes espaços e das perspectivas dos seres - humanos e não humanos - que os habitam, os lugares, os seres e as coisas acabam sendo classificados de acordo com estatutos diferentes, a depender dos tipos de relações práticas que são estabelecidas por cada um entre eles. É nesse sentido e contexto, portanto, que procedo das seguintes questões: como podem os queixadas serem, ao mesmo tempo, bichos para os humanos e “plantação” para seus donos? Como podem peixes, que são bichos para humanos, serem produtos da roça para o povo de uma aldeia subaquática? Assim o é igualmente para as corujinhas-da-noite que são bichos, mas donas e comadres da anta. 2019 artículo científico 1414-0543 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=748879413005 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=7488 Mediações application/pdf Universidade Estadual de Londrina Mediações (Brasil) Num.3 Vol.24