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| Autore principale: | |
|---|---|
| Natura: | Artículo científico |
| Lingua: | pt |
| Pubblicazione: |
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
2018
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| Soggetti: | |
| Accesso online: | https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=86858087004 https://www.redalyc.org/journal/868/86858087004/ https://www.redalyc.org/journal/868/86858087004/html/ https://www.redalyc.org/journal/868/86858087004/86858087004.epub https://www.redalyc.org/journal/868/86858087004/movil |
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Sommario:
- Amnésia social e representações de imigrantes: consequências do esquecimento histórico e colonial na Europa e na América♦ Karl Monsma Oswaldo Truzzi Sociología Racismo Imigração Colonialismo Memória social Em vários países de imigração hoje, especialmente na Europa e na América do Norte, os “novos” imigrantes não europeus são vistos como mais problemáticos do que os imigrantes “históricos” da Europa. Geralmente, os movimentos e políticos anti-imigrantistas negam que sejam racistas, alegando que os novos imigrantes não aceitam os valores ocidentais, e que suas características culturais impedem a integração e produzem atitudes antidemocráticas, machistas e até terroristas. O artigo apresenta evidências históricas de que tal caracterização dos novos imigrantes, como se fossem portadores de uma alteridade insuperável, sem nenhuma relação com os países de imigração, só é possibilitada por duas formas de amnésia social: o esquecimento do tratamento sofrido por muitos imigrantes da periferia europeia no passado, e o esquecimento do passado colonial e neocolonial dos países de imigração. No passado, vários grupos imigrantes da periferia da Europa sofreram bastante hostilidade e estigmatização nos principais países de imigração. Também precisamos levar em conta o passado colonial para compreender as mudanças nos fluxos migratórios e as representações dos novos imigrantes, muitos dos quais não chegaram em grandes números antes, porque eram excluídos por políticas racistas de imigração. Distinguimos entre impérios de ultramar e impérios continentais, que muitas vezes incorporam povos conquistados como minorias nacionais e arbitrariamente dividem nações, redefinindo como “imigrantes” ou “ilegais” povos que migram dentro de seus próprios territórios. Argumentamos que a amnésia histórica e colonial não corresponde somente à vontade psicológica de deslegitimar os novos imigrantes; também é institucionalizada nos lugares e nas instituições da memória, que excluem da memória pública a integração dolorosa dos imigrantes da periferia europeia e as relações coloniais e neocoloniais entre os países de imigração e os territórios de origem dos novos imigrantes. 2018 artículo científico 1517-4522 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=86858087004 https://www.redalyc.org/journal/868/86858087004/ https://www.redalyc.org/journal/868/86858087004/html/ https://www.redalyc.org/journal/868/86858087004/86858087004.epub https://www.redalyc.org/journal/868/86858087004/movil 10.1590/15174522-02004903 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=868 Sociologias application/pdf Universidade Federal do Rio Grande do Sul Sociologias (Brasil) Num.49 Vol.20