| _version_ | 1866901050532823040 |
|---|---|
| author | Carvalho de Oliveira, Diogo Mariano Antunes da Costa, Maria Eduarda |
| author_facet | Carvalho de Oliveira, Diogo Mariano Antunes da Costa, Maria Eduarda |
| contents | <p>O presente artigo investiga a constituição histórica da subjetividade jurídica sob uma perspectiva marxista, com ênfase na exclusão da subjetividade travesti. A partir de uma perspectiva marxista, busca-se compreender como o modo de produção capitalista consolidou uma forma de subjetividade jurídica fundada na cisão binária de gênero e na heterocisnormatividade. Mediante a crítica ao valor e à forma jurídica, evidencia-se como subjetividades dissidentes, como a travestilidade, são sistematicamente marginalizadas e lançadas à precariedade material e social. Contudo, ao desestabilizarem a binaridade de gênero, as travestis tensionam os limites da subjetividade requerida pelo capital, insurgindo-se contra suas normas e dispositivos de exclusão. Nesse sentido, conclui-se que, embora o reconhecimento jurídico de diferentes subjetividades represente um avanço discursivo, ele permanece limitado a um sistema que subsume as diferenças à lógica totalizante do valor.</p> |
| format | Recurso digital |
| id | zenodo_https___doi_org_10_5281_zenodo_14756915 |
| institution | Zenodo |
| language | |
| publishDate | 2025 |
| publisher | Zenodo |
| record_format | zenodo |
| spellingShingle | Travestilidade e forma jurídica: contradições e determinações no capitalismo Carvalho de Oliveira, Diogo Mariano Antunes da Costa, Maria Eduarda Travestilidade Subjetividade jurídica Forma jurídica <p>O presente artigo investiga a constituição histórica da subjetividade jurídica sob uma perspectiva marxista, com ênfase na exclusão da subjetividade travesti. A partir de uma perspectiva marxista, busca-se compreender como o modo de produção capitalista consolidou uma forma de subjetividade jurídica fundada na cisão binária de gênero e na heterocisnormatividade. Mediante a crítica ao valor e à forma jurídica, evidencia-se como subjetividades dissidentes, como a travestilidade, são sistematicamente marginalizadas e lançadas à precariedade material e social. Contudo, ao desestabilizarem a binaridade de gênero, as travestis tensionam os limites da subjetividade requerida pelo capital, insurgindo-se contra suas normas e dispositivos de exclusão. Nesse sentido, conclui-se que, embora o reconhecimento jurídico de diferentes subjetividades represente um avanço discursivo, ele permanece limitado a um sistema que subsume as diferenças à lógica totalizante do valor.</p> |
| title | Travestilidade e forma jurídica: contradições e determinações no capitalismo |
| topic | Travestilidade Subjetividade jurídica Forma jurídica |
| url | https://doi.org/10.5281/zenodo.14756915 |