Travestilidade e forma jurídica: contradições e determinações no capitalismo

Fuente: Zenodo
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Main Authors: Carvalho de Oliveira, Diogo Mariano, Antunes da Costa, Maria Eduarda
Format: Recurso digital
Published: Zenodo 2025
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author Carvalho de Oliveira, Diogo Mariano
Antunes da Costa, Maria Eduarda
author_facet Carvalho de Oliveira, Diogo Mariano
Antunes da Costa, Maria Eduarda
contents <p>O presente artigo investiga a constituição histórica da subjetividade jurídica sob uma perspectiva marxista, com ênfase na exclusão da subjetividade travesti. A partir de uma perspectiva marxista, busca-se compreender como o modo de produção capitalista consolidou uma forma de subjetividade jurídica fundada na cisão binária de gênero e na heterocisnormatividade. Mediante a crítica ao valor e à forma jurídica, evidencia-se como subjetividades dissidentes, como a travestilidade, são sistematicamente marginalizadas e lançadas à precariedade material e social. Contudo, ao desestabilizarem a binaridade de gênero, as travestis tensionam os limites da subjetividade requerida pelo capital, insurgindo-se contra suas normas e dispositivos de exclusão. Nesse sentido, conclui-se que, embora o reconhecimento jurídico de diferentes subjetividades represente um avanço discursivo, ele permanece limitado a um sistema que subsume as diferenças à lógica totalizante do valor.</p>
format Recurso digital
id zenodo_https___doi_org_10_5281_zenodo_14756915
institution Zenodo
language
publishDate 2025
publisher Zenodo
record_format zenodo
spellingShingle Travestilidade e forma jurídica: contradições e determinações no capitalismo
Carvalho de Oliveira, Diogo Mariano
Antunes da Costa, Maria Eduarda
Travestilidade
Subjetividade jurídica
Forma jurídica
<p>O presente artigo investiga a constituição histórica da subjetividade jurídica sob uma perspectiva marxista, com ênfase na exclusão da subjetividade travesti. A partir de uma perspectiva marxista, busca-se compreender como o modo de produção capitalista consolidou uma forma de subjetividade jurídica fundada na cisão binária de gênero e na heterocisnormatividade. Mediante a crítica ao valor e à forma jurídica, evidencia-se como subjetividades dissidentes, como a travestilidade, são sistematicamente marginalizadas e lançadas à precariedade material e social. Contudo, ao desestabilizarem a binaridade de gênero, as travestis tensionam os limites da subjetividade requerida pelo capital, insurgindo-se contra suas normas e dispositivos de exclusão. Nesse sentido, conclui-se que, embora o reconhecimento jurídico de diferentes subjetividades represente um avanço discursivo, ele permanece limitado a um sistema que subsume as diferenças à lógica totalizante do valor.</p>
title Travestilidade e forma jurídica: contradições e determinações no capitalismo
topic Travestilidade
Subjetividade jurídica
Forma jurídica
url https://doi.org/10.5281/zenodo.14756915