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Bibliographic Details
Main Authors: Allyson, Mateus Frutuoso Delmones, Maria, Paula Araújo, Tatiana, Maria Melo Guimarães
Format: Recurso digital
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Published: Zenodo 2024
Online Access:https://doi.org/10.5281/zenodo.14812079
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Table of Contents:
  • <p><strong>Objetivo:</strong> Analisar a prevalência da violência obstétrica entre mulheres negras e como ela se diferencia da violência sofrida por mulheres de outras raças/etnias. O estudo também busca explorar as implicações dessa violência na saúde física, psicológica e mental das mulheres negras, considerando fatores como racismo e desigualdades de gênero no atendimento à saúde. <strong>Método</strong>: Foi realizada uma revisão integrativa, utilizando o guia PRISMA-ScR para a condução e a estruturação dos resultados. As buscas foram feitas em bases de dados acadêmicas como PubMed, Scielo e BVS, com foco em artigos científicos relevantes ao tema. Foram incluídos estudos que abordam a violência obstétrica, racismo e os impactos na saúde das mulheres negras durante o pré-natal, parto e puerpério. <strong>Resultados:</strong> A pesquisa identificou que mulheres negras sofrem múltiplas formas de violência obstétrica, intensificadas por racismo e desigualdades de gênero. Elas relataram barreiras no acesso ao atendimento de qualidade, procedimentos realizados sem consentimento, e a falta de acolhimento durante o ciclo gravídico-puerperal (pré-natal, parto e pós-parto). O racismo institucional contribuiu significativamente para o agravamento dos impactos físicos e psicológicos dessas mulheres. <strong>Conclusão: </strong>Conclui-se que o racismo e o sexismo influenciam diretamente a saúde das mulheres negras, agravando a violência obstétrica sofrida por este grupo. As consequências dessa violência são profundas, afetando negativamente tanto a saúde física quanto a saúde mental e psicológica das mulheres negras, além de reforçar desigualdades no cuidado durante o período reprodutivo.</p>