| _version_ | 1866902230492250112 |
|---|---|
| author | Pereira Justino, Michelle Rodrigues Dias dos Santos, Diego |
| author_facet | Pereira Justino, Michelle Rodrigues Dias dos Santos, Diego |
| contents | A administração de recursos humanos, enquanto campo estratégico da gestão organizacional, tem papel essencial na construção de ambientes laborais saudáveis, produtivos e alinhados com os objetivos institucionais. Sob a ótica sociológica, este estudo busca compreender como o microgerenciamento — prática caracterizada pelo controle excessivo e pela supervisão detalhada dos colaboradores — impacta as relações de trabalho, a cultura organizacional e o comportamento humano nas instituições. Partindo de uma análise qualitativa e teórica, observa-se que o microgerenciamento, embora frequentemente justificado como método para aumentar a eficiência e a entrega de resultados, pode gerar efeitos adversos como desmotivação, estresse, diminuição da criatividade e da autonomia dos funcionários, além de configurar relações de poder assimétricas que interferem na dinâmica social do ambiente de trabalho. A abordagem sociológica permite identificar que o microgerenciamento não é apenas uma técnica de controle, mas um reflexo das estruturas sociais mais amplas que atravessam as organizações, como a hierarquia rígida, o individualismo competitivo e a cultura do desempenho exacerbado. O estudo aponta ainda que a persistência dessa prática pode comprometer os vínculos de confiança entre gestores e subordinados, fragilizando a cooperação coletiva e os laços simbólicos que sustentam a identidade organizacional. Do ponto de vista da teoria sociológica, autores como Max Weber e Michel Foucault fornecem subsídios para analisar os mecanismos de poder, vigilância e controle presentes no microgerenciamento, destacando a importância da descentralização das decisões e da autonomia profissional como estratégias para o fortalecimento de uma gestão mais humana e participativa. Além disso, a crítica ao microgerenciamento, à luz da sociologia do trabalho, contribui para repensar modelos de liderança que valorizem a escuta ativa, o reconhecimento das competências individuais e a construção de ambientes de trabalho mais colaborativos e menos opressivos. Por fim, o trabalho enfatiza a necessidade de desenvolver políticas de recursos humanos que transcendam o controle mecanicista do desempenho e promovam práticas mais alinhadas com os valores da democracia organizacional, da confiança mútua e do desenvolvimento humano. Assim, ao incorporar a perspectiva sociológica na análise da administração de recursos humanos, torna-se possível compreender com maior profundidade os efeitos subjetivos e estruturais do microgerenciamento sobre os trabalhadores e as organizações contemporâneas. |
| format | Recurso digital |
| id | zenodo_https___doi_org_10_5281_zenodo_15313392 |
| institution | Zenodo |
| language | |
| publishDate | 2025 |
| publisher | Zenodo |
| record_format | zenodo |
| spellingShingle | ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS HUMANOS E O MICROGERENCIAMENTO, BREVE ESTUDO PELA ÓTICA SOCIOLÓGICA Pereira Justino, Michelle Rodrigues Dias dos Santos, Diego Recursos Humanos Microgerenciamento Sociologia do Trabalho Poder Organizacional Cultura Corporativa Autonomia Profissional A administração de recursos humanos, enquanto campo estratégico da gestão organizacional, tem papel essencial na construção de ambientes laborais saudáveis, produtivos e alinhados com os objetivos institucionais. Sob a ótica sociológica, este estudo busca compreender como o microgerenciamento — prática caracterizada pelo controle excessivo e pela supervisão detalhada dos colaboradores — impacta as relações de trabalho, a cultura organizacional e o comportamento humano nas instituições. Partindo de uma análise qualitativa e teórica, observa-se que o microgerenciamento, embora frequentemente justificado como método para aumentar a eficiência e a entrega de resultados, pode gerar efeitos adversos como desmotivação, estresse, diminuição da criatividade e da autonomia dos funcionários, além de configurar relações de poder assimétricas que interferem na dinâmica social do ambiente de trabalho. A abordagem sociológica permite identificar que o microgerenciamento não é apenas uma técnica de controle, mas um reflexo das estruturas sociais mais amplas que atravessam as organizações, como a hierarquia rígida, o individualismo competitivo e a cultura do desempenho exacerbado. O estudo aponta ainda que a persistência dessa prática pode comprometer os vínculos de confiança entre gestores e subordinados, fragilizando a cooperação coletiva e os laços simbólicos que sustentam a identidade organizacional. Do ponto de vista da teoria sociológica, autores como Max Weber e Michel Foucault fornecem subsídios para analisar os mecanismos de poder, vigilância e controle presentes no microgerenciamento, destacando a importância da descentralização das decisões e da autonomia profissional como estratégias para o fortalecimento de uma gestão mais humana e participativa. Além disso, a crítica ao microgerenciamento, à luz da sociologia do trabalho, contribui para repensar modelos de liderança que valorizem a escuta ativa, o reconhecimento das competências individuais e a construção de ambientes de trabalho mais colaborativos e menos opressivos. Por fim, o trabalho enfatiza a necessidade de desenvolver políticas de recursos humanos que transcendam o controle mecanicista do desempenho e promovam práticas mais alinhadas com os valores da democracia organizacional, da confiança mútua e do desenvolvimento humano. Assim, ao incorporar a perspectiva sociológica na análise da administração de recursos humanos, torna-se possível compreender com maior profundidade os efeitos subjetivos e estruturais do microgerenciamento sobre os trabalhadores e as organizações contemporâneas. |
| title | ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS HUMANOS E O MICROGERENCIAMENTO, BREVE ESTUDO PELA ÓTICA SOCIOLÓGICA |
| topic | Recursos Humanos Microgerenciamento Sociologia do Trabalho Poder Organizacional Cultura Corporativa Autonomia Profissional |
| url | https://doi.org/10.5281/zenodo.15313392 |