ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS HUMANOS E O MICROGERENCIAMENTO, BREVE ESTUDO PELA ÓTICA SOCIOLÓGICA

Fuente: Zenodo
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Main Authors: Pereira Justino, Michelle, Rodrigues Dias dos Santos, Diego
Format: Recurso digital
Published: Zenodo 2025
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author Pereira Justino, Michelle
Rodrigues Dias dos Santos, Diego
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Rodrigues Dias dos Santos, Diego
contents A administração de recursos humanos, enquanto campo estratégico da gestão organizacional, tem papel essencial na construção de ambientes laborais saudáveis, produtivos e alinhados com os objetivos institucionais. Sob a ótica sociológica, este estudo busca compreender como o microgerenciamento — prática caracterizada pelo controle excessivo e pela supervisão detalhada dos colaboradores — impacta as relações de trabalho, a cultura organizacional e o comportamento humano nas instituições. Partindo de uma análise qualitativa e teórica, observa-se que o microgerenciamento, embora frequentemente justificado como método para aumentar a eficiência e a entrega de resultados, pode gerar efeitos adversos como desmotivação, estresse, diminuição da criatividade e da autonomia dos funcionários, além de configurar relações de poder assimétricas que interferem na dinâmica social do ambiente de trabalho. A abordagem sociológica permite identificar que o microgerenciamento não é apenas uma técnica de controle, mas um reflexo das estruturas sociais mais amplas que atravessam as organizações, como a hierarquia rígida, o individualismo competitivo e a cultura do desempenho exacerbado. O estudo aponta ainda que a persistência dessa prática pode comprometer os vínculos de confiança entre gestores e subordinados, fragilizando a cooperação coletiva e os laços simbólicos que sustentam a identidade organizacional. Do ponto de vista da teoria sociológica, autores como Max Weber e Michel Foucault fornecem subsídios para analisar os mecanismos de poder, vigilância e controle presentes no microgerenciamento, destacando a importância da descentralização das decisões e da autonomia profissional como estratégias para o fortalecimento de uma gestão mais humana e participativa. Além disso, a crítica ao microgerenciamento, à luz da sociologia do trabalho, contribui para repensar modelos de liderança que valorizem a escuta ativa, o reconhecimento das competências individuais e a construção de ambientes de trabalho mais colaborativos e menos opressivos. Por fim, o trabalho enfatiza a necessidade de desenvolver políticas de recursos humanos que transcendam o controle mecanicista do desempenho e promovam práticas mais alinhadas com os valores da democracia organizacional, da confiança mútua e do desenvolvimento humano. Assim, ao incorporar a perspectiva sociológica na análise da administração de recursos humanos, torna-se possível compreender com maior profundidade os efeitos subjetivos e estruturais do microgerenciamento sobre os trabalhadores e as organizações contemporâneas.
format Recurso digital
id zenodo_https___doi_org_10_5281_zenodo_15313392
institution Zenodo
language
publishDate 2025
publisher Zenodo
record_format zenodo
spellingShingle ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS HUMANOS E O MICROGERENCIAMENTO, BREVE ESTUDO PELA ÓTICA SOCIOLÓGICA
Pereira Justino, Michelle
Rodrigues Dias dos Santos, Diego
Recursos Humanos
Microgerenciamento
Sociologia do Trabalho
Poder Organizacional
Cultura Corporativa
Autonomia Profissional
A administração de recursos humanos, enquanto campo estratégico da gestão organizacional, tem papel essencial na construção de ambientes laborais saudáveis, produtivos e alinhados com os objetivos institucionais. Sob a ótica sociológica, este estudo busca compreender como o microgerenciamento — prática caracterizada pelo controle excessivo e pela supervisão detalhada dos colaboradores — impacta as relações de trabalho, a cultura organizacional e o comportamento humano nas instituições. Partindo de uma análise qualitativa e teórica, observa-se que o microgerenciamento, embora frequentemente justificado como método para aumentar a eficiência e a entrega de resultados, pode gerar efeitos adversos como desmotivação, estresse, diminuição da criatividade e da autonomia dos funcionários, além de configurar relações de poder assimétricas que interferem na dinâmica social do ambiente de trabalho. A abordagem sociológica permite identificar que o microgerenciamento não é apenas uma técnica de controle, mas um reflexo das estruturas sociais mais amplas que atravessam as organizações, como a hierarquia rígida, o individualismo competitivo e a cultura do desempenho exacerbado. O estudo aponta ainda que a persistência dessa prática pode comprometer os vínculos de confiança entre gestores e subordinados, fragilizando a cooperação coletiva e os laços simbólicos que sustentam a identidade organizacional. Do ponto de vista da teoria sociológica, autores como Max Weber e Michel Foucault fornecem subsídios para analisar os mecanismos de poder, vigilância e controle presentes no microgerenciamento, destacando a importância da descentralização das decisões e da autonomia profissional como estratégias para o fortalecimento de uma gestão mais humana e participativa. Além disso, a crítica ao microgerenciamento, à luz da sociologia do trabalho, contribui para repensar modelos de liderança que valorizem a escuta ativa, o reconhecimento das competências individuais e a construção de ambientes de trabalho mais colaborativos e menos opressivos. Por fim, o trabalho enfatiza a necessidade de desenvolver políticas de recursos humanos que transcendam o controle mecanicista do desempenho e promovam práticas mais alinhadas com os valores da democracia organizacional, da confiança mútua e do desenvolvimento humano. Assim, ao incorporar a perspectiva sociológica na análise da administração de recursos humanos, torna-se possível compreender com maior profundidade os efeitos subjetivos e estruturais do microgerenciamento sobre os trabalhadores e as organizações contemporâneas.
title ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS HUMANOS E O MICROGERENCIAMENTO, BREVE ESTUDO PELA ÓTICA SOCIOLÓGICA
topic Recursos Humanos
Microgerenciamento
Sociologia do Trabalho
Poder Organizacional
Cultura Corporativa
Autonomia Profissional
url https://doi.org/10.5281/zenodo.15313392