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| Auteurs principaux: | , |
|---|---|
| Format: | Recurso digital |
| Langue: | portugais |
| Publié: |
Zenodo
2025
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| Sujets: | |
| Accès en ligne: | https://doi.org/10.5281/zenodo.16221736 |
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Table des matières:
- <p><strong><span>Introdução</span></strong><span>: O presente trabalho investiga o papel da mídia jornalística na (re)produção de discursos e imagens que legitimam e justificam o controle armado de determinados grupos sociais, naturalizando a violência seletiva e autoritária do Estado. <strong>Objetivo</strong>: Busca-se, com isso, contribuir para o aprofundamento de debates que conectam jornalismo e segurança pública, destacando os impactos de reportagens jornalísticas na configuração de uma política estatal de morte e de militarização urbana empregada contra territórios de favelas e periferias por todo o Brasil. <strong>Metodologia</strong>: Trata-se de uma pesquisa qualitativa e interdisciplinar, amparada numa revisão da literatura pertinente, bem como na análise de jornais de grande circulação nacional. A fundamentação teórica do trabalho relaciona crítica midiática e estudos anticoloniais, dando especial atenção aos conceitos de punitivismo midiático e necropolítica. <strong>Discussão</strong>: Os meios de comunicação de massa, em particular os jornais de grande circulação, possuem um certo caráter “hipodérmico”, tendo em vista a sua capacidade de influência sobre o público, de injetar-lhe narrativas e emoções, de estabelecer regimes de verdade. Apesar de não ser absoluta, essa capacidade ganha força quando respaldada por crenças e valores historicamente consolidados na cultura do país. O racismo e o elitismo estruturais, legados do colonialismo e da escravidão, e robustecidos por um sistema capitalista dependente, com longos períodos ditatoriais, alicerçam a espetacularização jornalística da violência urbana no Brasil. Com isso, a pauta da segurança pública se transforma num veículo de disseminação do ódio a minorias raciais e de classe, assim como de reivindicação de medidas penais cada vez mais duras e repressivas em face de corpos e espaços rotulados “inimigos”. <strong>Conclusão</strong>: Portanto, conclui-se que o jornalismo hegemônico, ao assumir um punitivismo midiático, acaba se tornando um ator importante para a continuidade e o acirramento de políticas de segurança pública baseadas no terror de Estado. Tais políticas bélicas, por sua vez, não abarcam o conjunto da sociedade, mas restringem a sua incidência em grupos e territórios empobrecidos e racializados nas cidades, alimentando a segregação urbana, as desigualdades socioeconômicas e a supremacia branca.</span></p>