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|---|---|
| Format: | Recurso digital |
| Language: | Portuguese |
| Published: |
Zenodo
2016
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| Subjects: | |
| Online Access: | https://doi.org/10.5281/zenodo.16743922 |
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| _version_ | 1866901683155501056 |
|---|---|
| author | Muggah, Robert Carvalho, Ilona Szabó de Alvarado, Nathalie Marmolejo, Lina Wang, Ruddy |
| author_facet | Muggah, Robert Carvalho, Ilona Szabó de Alvarado, Nathalie Marmolejo, Lina Wang, Ruddy |
| contents | <p>Políticas e práticas de segurança cidadã são definidas nas cidades. Apesar de as estratégias nacionais e regionais serem essenciais para um alcance mais amplo da prevenção da criminalidade, é nas cidades que elas são colocadas em prática. Devido à forma com que oportunidades e riscos se evidenciam nelas, as cidades têm a vocação para ser laboratórios naturais de inovação em política de prevenção e redução da violência. Os avanços mais notáveis na redução de homicídios, na prevenção da criminalidade e na promoção da segurança cidadã nas últimas décadas foram observados em médias e grandes cidades, particularmente na América Latina e no Caribe. Não é de se surpreender que as autoridades municipais latino-americanas estejam experimentando novas abordagens de promoção de segurança e proteção do cidadão. Afinal, as cidades da região estão entre as mais inseguras do mundo. Em 2015, 47 das cidades com os índices de homicídios mais elevados situavam-se no México, América Central, Caribe e América do Sul. No mesmo ano, um em cada três adultos latino-americanos considerava a criminalidade e a violência os problemas mais preocupantes de seus países. Apesar de algumas cidades estarem se tornando mais seguras, a situação continua piorando em muitas outras. Nem todas as cidades latino-americanas vivenciam a segurança cidadã de modo parecido. Apesar do aumento das taxas de violência urbana em toda a região, as tendências da violência não são homogêneas. El Salvador e Honduras abrigam cidades com mais de 180 homicídios por cada 100.000 habitantes, ao passo que muitas na Costa Rica e no Chile apresentam taxas inferiores a 3 homicídios por 100.000 habitantes. Caracas e Palmira são hoje bem mais inseguras que Rio de Janeiro e Lima. Reconhecer essas variações dentro dos países e entre os países, bem como os fatores que as determinam, pode ajudar a inspirar novos tipos de intervenção. A boa notícia é que um número crescente de cidades – inclusive na América Latina e no Caribe – oferece modelos positivos de transformação. Cidades reconhecidamente violentas como Belo Horizonte, Bogotá, Ciudad Juárez, Kingston e Medelim conseguiram reverter radicalmente o quadro. Mesmo San Pedro Sula, até bem pouco tempo considerada a capital mundial dos homicídios, reduziu pela metade a taxa de violência letal, apesar de não estar claro ainda se isso se deve a intervenções de segurança cidadã ou a outros fatores. Em algumas cidades, a queda de homicídios foi impressionante. Medelim, por exemplo, apresentou uma diminuição de 85% no número de homicídios entre 2002 e 2014. Ciudad Juárez, a cidade mais violenta do mundo, viu suas taxas diminuírem em 93% entre 2010 e 2015. É difícil atribuir causas com precisão, mas os 10 estudos de caso apresentados aqui indicam que intervenções de segurança cidadã contribuíram significativamente para esses resultados positivos.</p> |
| format | Recurso digital |
| id | zenodo_https___doi_org_10_5281_zenodo_16743922 |
| institution | Zenodo |
| language | por |
| publishDate | 2016 |
| publisher | Zenodo |
| record_format | zenodo |
| spellingShingle | Tornando as cidades mais seguras: Inovações em segurança cidadã na América Latina Muggah, Robert Carvalho, Ilona Szabó de Alvarado, Nathalie Marmolejo, Lina Wang, Ruddy Segurança Cidadã Prevenção da Criminalidade Policiamento Comunitário Inovação Municipal Integração Intersetorial Análise de Dados Monitoramento Territorial Governança Local Participação Comunitária Redução de Homicídios <p>Políticas e práticas de segurança cidadã são definidas nas cidades. Apesar de as estratégias nacionais e regionais serem essenciais para um alcance mais amplo da prevenção da criminalidade, é nas cidades que elas são colocadas em prática. Devido à forma com que oportunidades e riscos se evidenciam nelas, as cidades têm a vocação para ser laboratórios naturais de inovação em política de prevenção e redução da violência. Os avanços mais notáveis na redução de homicídios, na prevenção da criminalidade e na promoção da segurança cidadã nas últimas décadas foram observados em médias e grandes cidades, particularmente na América Latina e no Caribe. Não é de se surpreender que as autoridades municipais latino-americanas estejam experimentando novas abordagens de promoção de segurança e proteção do cidadão. Afinal, as cidades da região estão entre as mais inseguras do mundo. Em 2015, 47 das cidades com os índices de homicídios mais elevados situavam-se no México, América Central, Caribe e América do Sul. No mesmo ano, um em cada três adultos latino-americanos considerava a criminalidade e a violência os problemas mais preocupantes de seus países. Apesar de algumas cidades estarem se tornando mais seguras, a situação continua piorando em muitas outras. Nem todas as cidades latino-americanas vivenciam a segurança cidadã de modo parecido. Apesar do aumento das taxas de violência urbana em toda a região, as tendências da violência não são homogêneas. El Salvador e Honduras abrigam cidades com mais de 180 homicídios por cada 100.000 habitantes, ao passo que muitas na Costa Rica e no Chile apresentam taxas inferiores a 3 homicídios por 100.000 habitantes. Caracas e Palmira são hoje bem mais inseguras que Rio de Janeiro e Lima. Reconhecer essas variações dentro dos países e entre os países, bem como os fatores que as determinam, pode ajudar a inspirar novos tipos de intervenção. A boa notícia é que um número crescente de cidades – inclusive na América Latina e no Caribe – oferece modelos positivos de transformação. Cidades reconhecidamente violentas como Belo Horizonte, Bogotá, Ciudad Juárez, Kingston e Medelim conseguiram reverter radicalmente o quadro. Mesmo San Pedro Sula, até bem pouco tempo considerada a capital mundial dos homicídios, reduziu pela metade a taxa de violência letal, apesar de não estar claro ainda se isso se deve a intervenções de segurança cidadã ou a outros fatores. Em algumas cidades, a queda de homicídios foi impressionante. Medelim, por exemplo, apresentou uma diminuição de 85% no número de homicídios entre 2002 e 2014. Ciudad Juárez, a cidade mais violenta do mundo, viu suas taxas diminuírem em 93% entre 2010 e 2015. É difícil atribuir causas com precisão, mas os 10 estudos de caso apresentados aqui indicam que intervenções de segurança cidadã contribuíram significativamente para esses resultados positivos.</p> |
| title | Tornando as cidades mais seguras: Inovações em segurança cidadã na América Latina |
| topic | Segurança Cidadã Prevenção da Criminalidade Policiamento Comunitário Inovação Municipal Integração Intersetorial Análise de Dados Monitoramento Territorial Governança Local Participação Comunitária Redução de Homicídios |
| url | https://doi.org/10.5281/zenodo.16743922 |