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| Format: | Recurso digital |
| Language: | Portuguese |
| Published: |
Zenodo
2016
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| Subjects: | |
| Online Access: | https://doi.org/10.5281/zenodo.16743922 |
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Table of Contents:
- <p>Políticas e práticas de segurança cidadã são definidas nas cidades. Apesar de as estratégias nacionais e regionais serem essenciais para um alcance mais amplo da prevenção da criminalidade, é nas cidades que elas são colocadas em prática. Devido à forma com que oportunidades e riscos se evidenciam nelas, as cidades têm a vocação para ser laboratórios naturais de inovação em política de prevenção e redução da violência. Os avanços mais notáveis na redução de homicídios, na prevenção da criminalidade e na promoção da segurança cidadã nas últimas décadas foram observados em médias e grandes cidades, particularmente na América Latina e no Caribe. Não é de se surpreender que as autoridades municipais latino-americanas estejam experimentando novas abordagens de promoção de segurança e proteção do cidadão. Afinal, as cidades da região estão entre as mais inseguras do mundo. Em 2015, 47 das cidades com os índices de homicídios mais elevados situavam-se no México, América Central, Caribe e América do Sul. No mesmo ano, um em cada três adultos latino-americanos considerava a criminalidade e a violência os problemas mais preocupantes de seus países. Apesar de algumas cidades estarem se tornando mais seguras, a situação continua piorando em muitas outras. Nem todas as cidades latino-americanas vivenciam a segurança cidadã de modo parecido. Apesar do aumento das taxas de violência urbana em toda a região, as tendências da violência não são homogêneas. El Salvador e Honduras abrigam cidades com mais de 180 homicídios por cada 100.000 habitantes, ao passo que muitas na Costa Rica e no Chile apresentam taxas inferiores a 3 homicídios por 100.000 habitantes. Caracas e Palmira são hoje bem mais inseguras que Rio de Janeiro e Lima. Reconhecer essas variações dentro dos países e entre os países, bem como os fatores que as determinam, pode ajudar a inspirar novos tipos de intervenção. A boa notícia é que um número crescente de cidades – inclusive na América Latina e no Caribe – oferece modelos positivos de transformação. Cidades reconhecidamente violentas como Belo Horizonte, Bogotá, Ciudad Juárez, Kingston e Medelim conseguiram reverter radicalmente o quadro. Mesmo San Pedro Sula, até bem pouco tempo considerada a capital mundial dos homicídios, reduziu pela metade a taxa de violência letal, apesar de não estar claro ainda se isso se deve a intervenções de segurança cidadã ou a outros fatores. Em algumas cidades, a queda de homicídios foi impressionante. Medelim, por exemplo, apresentou uma diminuição de 85% no número de homicídios entre 2002 e 2014. Ciudad Juárez, a cidade mais violenta do mundo, viu suas taxas diminuírem em 93% entre 2010 e 2015. É difícil atribuir causas com precisão, mas os 10 estudos de caso apresentados aqui indicam que intervenções de segurança cidadã contribuíram significativamente para esses resultados positivos.</p>