LIBRAS: Língua Invadida, Brutalmente Roubada e Açoitada Sistematicamente
Fuente:
Zenodo
Salvato in:
| Autori principali: | , |
|---|---|
| Natura: | Recurso digital |
| Lingua: | portoghese |
| Pubblicazione: |
Zenodo
2025
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| Soggetti: | |
| Accesso online: | |
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| _version_ | 1866901710966882304 |
|---|---|
| author | BATISTA, DANIEL JIMENEZ WARZECHA, PAULINA |
| author_facet | BATISTA, DANIEL JIMENEZ WARZECHA, PAULINA |
| contents | <p><span lang="EN-US">Este relato autoetnográfico analisa criticamente o acrônimo LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais), argumentando que sua construção não resulta de um processo linguístico natural, mas de uma adaptação moldada por estruturas orais e institucionais herdadas do oralismo. Ao inserir o adjetivo ‘brasileira’ entre ‘língua’ e ‘sinais’, rompe-se a unidade semântica e sintática, gerando agramaticalidade tanto em português quanto em LISBRA (Língua de Sinais Brasileira) propriamente dita. Essa escolha lexical não é neutra: ela reforça uma lógica fonocêntrica que privilegia a língua falada, impondo à língua de sinais uma estrutura externa à sua organização natural. Embora o reconhecimento legal da LIBRAS, em 2002, tenha representado um marco, o termo consolidou um legado de subordinação das línguas visuais-gestuais, distorcendo padrões espontâneos de nomeação usados pela comunidade surda. A adoção institucional do acrônimo, possivelmente impulsionada por lideranças surdas oralizadas, revela tensões entre representatividade e aceitação segundo as normas da língua majoritária. Repensar essa nomenclatura não é apenas um exercício linguístico, mas um ato político e cultural necessário para romper com legados coloniais e afirmar a centralidade dos sinais como núcleo identitário da língua. Alternativas como LISBRA preservam a gramática natural e a autonomia cultural da comunidade surda brasileira.</span></p> |
| format | Recurso digital |
| id | zenodo_https___doi_org_10_5281_zenodo_16790881 |
| institution | Zenodo |
| language | por |
| publishDate | 2025 |
| publisher | Zenodo |
| record_format | zenodo |
| spellingShingle | LIBRAS: Língua Invadida, Brutalmente Roubada e Açoitada Sistematicamente BATISTA, DANIEL JIMENEZ WARZECHA, PAULINA Agramaticalidade Colonização oralista LIBRAS LISBRA Língua Brasileira de Sinais <p><span lang="EN-US">Este relato autoetnográfico analisa criticamente o acrônimo LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais), argumentando que sua construção não resulta de um processo linguístico natural, mas de uma adaptação moldada por estruturas orais e institucionais herdadas do oralismo. Ao inserir o adjetivo ‘brasileira’ entre ‘língua’ e ‘sinais’, rompe-se a unidade semântica e sintática, gerando agramaticalidade tanto em português quanto em LISBRA (Língua de Sinais Brasileira) propriamente dita. Essa escolha lexical não é neutra: ela reforça uma lógica fonocêntrica que privilegia a língua falada, impondo à língua de sinais uma estrutura externa à sua organização natural. Embora o reconhecimento legal da LIBRAS, em 2002, tenha representado um marco, o termo consolidou um legado de subordinação das línguas visuais-gestuais, distorcendo padrões espontâneos de nomeação usados pela comunidade surda. A adoção institucional do acrônimo, possivelmente impulsionada por lideranças surdas oralizadas, revela tensões entre representatividade e aceitação segundo as normas da língua majoritária. Repensar essa nomenclatura não é apenas um exercício linguístico, mas um ato político e cultural necessário para romper com legados coloniais e afirmar a centralidade dos sinais como núcleo identitário da língua. Alternativas como LISBRA preservam a gramática natural e a autonomia cultural da comunidade surda brasileira.</span></p> |
| title | LIBRAS: Língua Invadida, Brutalmente Roubada e Açoitada Sistematicamente |
| topic | Agramaticalidade Colonização oralista LIBRAS LISBRA Língua Brasileira de Sinais |
| url | https://doi.org/10.5281/zenodo.16790881 |