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| Autores principales: | , |
|---|---|
| Formato: | Recurso digital |
| Lenguaje: | portugués |
| Publicado: |
Zenodo
2025
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| Materias: | |
| Acceso en línea: | https://doi.org/10.5281/zenodo.16790881 |
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Tabla de Contenidos:
- <p><span lang="EN-US">Este relato autoetnográfico analisa criticamente o acrônimo LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais), argumentando que sua construção não resulta de um processo linguístico natural, mas de uma adaptação moldada por estruturas orais e institucionais herdadas do oralismo. Ao inserir o adjetivo ‘brasileira’ entre ‘língua’ e ‘sinais’, rompe-se a unidade semântica e sintática, gerando agramaticalidade tanto em português quanto em LISBRA (Língua de Sinais Brasileira) propriamente dita. Essa escolha lexical não é neutra: ela reforça uma lógica fonocêntrica que privilegia a língua falada, impondo à língua de sinais uma estrutura externa à sua organização natural. Embora o reconhecimento legal da LIBRAS, em 2002, tenha representado um marco, o termo consolidou um legado de subordinação das línguas visuais-gestuais, distorcendo padrões espontâneos de nomeação usados pela comunidade surda. A adoção institucional do acrônimo, possivelmente impulsionada por lideranças surdas oralizadas, revela tensões entre representatividade e aceitação segundo as normas da língua majoritária. Repensar essa nomenclatura não é apenas um exercício linguístico, mas um ato político e cultural necessário para romper com legados coloniais e afirmar a centralidade dos sinais como núcleo identitário da língua. Alternativas como LISBRA preservam a gramática natural e a autonomia cultural da comunidade surda brasileira.</span></p>