Reconhecimento facial: biopolítica granular e controle customizado no Brasil

Fuente: Zenodo
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Detalles Bibliográficos
Autores principales: Saad Travassos, Gabriel, Jobim do Amaral, Augusto
Formato: Recurso digital
Lenguaje:portugués
Publicado: Zenodo 2025
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author Saad Travassos, Gabriel
Jobim do Amaral, Augusto
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Jobim do Amaral, Augusto
contents <p>No contexto da pandemia da Covid-19, mecanismos automatizados de reconhecimento facial à distância foram impulsionados em espaços públicos e privados como formas de controle de acesso e aferição de risco. Enquanto o contato de alguns grupos com a biometria facial se limita a situações de conveniência, outros são objeto de monitoramento e detenção. Essa realidade é presente no Brasil, onde o reconhecimento facial tem se espalhado de forma heterogênea e desregulamentada. A partir da análise foucaultiana ao nível das técnicas e suas estratégias, o ensaio tem como problema de pesquisa compreender a relação entre a biopolítica e as tecnologias de reconhecimento facial, buscando linhas de continuidade e ruptura. A pesquisa é qualitativa, assumindo como procedimento de pesquisa a revisão bibliográfica e a pesquisa documental. O método é o genealógico-crítico, identificando as tecnologias de reconhecimento facial como emergência de um novo tipo de controle e modo de subjetivação que avança sobre o poder disciplinar e sobrepõe-se à modulação ambiental pensada ao nível da população. Ao final, a partir da compreensão da governamentalidade algorítmica, apresenta-se o conceito de “biopolítica granular” buscando a reflexão sobre um tipo de controle modular simultaneamente massivo e customizado sobre indivíduos proposto pelas tecnologias de reconhecimento facial.</p>
format Recurso digital
id zenodo_https___doi_org_10_5281_zenodo_17058382
institution Zenodo
language por
publishDate 2025
publisher Zenodo
record_format zenodo
spellingShingle Reconhecimento facial: biopolítica granular e controle customizado no Brasil
Saad Travassos, Gabriel
Jobim do Amaral, Augusto
Reconhecimento facial
Biopoder
Anátomo-política
Biopolítica granular
Governamentalidade algorítmica
<p>No contexto da pandemia da Covid-19, mecanismos automatizados de reconhecimento facial à distância foram impulsionados em espaços públicos e privados como formas de controle de acesso e aferição de risco. Enquanto o contato de alguns grupos com a biometria facial se limita a situações de conveniência, outros são objeto de monitoramento e detenção. Essa realidade é presente no Brasil, onde o reconhecimento facial tem se espalhado de forma heterogênea e desregulamentada. A partir da análise foucaultiana ao nível das técnicas e suas estratégias, o ensaio tem como problema de pesquisa compreender a relação entre a biopolítica e as tecnologias de reconhecimento facial, buscando linhas de continuidade e ruptura. A pesquisa é qualitativa, assumindo como procedimento de pesquisa a revisão bibliográfica e a pesquisa documental. O método é o genealógico-crítico, identificando as tecnologias de reconhecimento facial como emergência de um novo tipo de controle e modo de subjetivação que avança sobre o poder disciplinar e sobrepõe-se à modulação ambiental pensada ao nível da população. Ao final, a partir da compreensão da governamentalidade algorítmica, apresenta-se o conceito de “biopolítica granular” buscando a reflexão sobre um tipo de controle modular simultaneamente massivo e customizado sobre indivíduos proposto pelas tecnologias de reconhecimento facial.</p>
title Reconhecimento facial: biopolítica granular e controle customizado no Brasil
topic Reconhecimento facial
Biopoder
Anátomo-política
Biopolítica granular
Governamentalidade algorítmica
url https://doi.org/10.5281/zenodo.17058382