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| Main Author: | |
|---|---|
| Format: | Recurso digital |
| Language: | Portuguese |
| Published: |
Zenodo
2025
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| Subjects: | |
| Online Access: | https://doi.org/10.5281/zenodo.17122847 |
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Table of Contents:
- <p>Meu intuito neste texto é analisar o perfil neurocognitivo associado à criação, crença e propagação de teorias da conspiração em ambientes digitais. Multiplicam-se postagens e comentários que apresentam possibilidades e julgamentos que uma racionalidade básica interpretaria como injustificáveis e incoerentes. Com base em evidências de neurociência cognitiva, psicologia social e estudos de comportamento em redes sociais, propõe-se um mapeamento das principais regiões cerebrais envolvidas. Entre elas, destacam-se o córtex pré-frontal nas subdivisões ventromedial, dorsolateral e orbitofrontal, a amígdala, o córtex cingulado anterior e a ínsula, assim como estruturas de suporte como o hipocampo, o estriado ventral ou núcleo accumbens, a junção temporoparietal e o precuneus. A hipótese central é que o pré-julgamento impulsivo e a convicção infundada, estatisticamente frequentes em ambientes online e por vezes confundidas com coragem, resultam de uma integração disfuncional entre emoção e cognição, reforçada por mecanismos de memória, recompensa e atribuição de intenções. A análise sugere ainda que o ambiente digital intensifica vieses, reduz a taxa de acerto coletivo e facilita o enraizamento de crenças conspiratórias. Em continuidade, serão discutidos traços de personalidade mais propensos a esse comportamento, com referência resumida ao modelo Big Five, bem como neurotransmissores implicados e a relação com transtornos de personalidade ou manifestações subclínicas associadas.</p>