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| Main Author: | |
|---|---|
| Format: | Recurso digital |
| Language: | Portuguese |
| Published: |
Zenodo
2025
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| Subjects: | |
| Online Access: | https://doi.org/10.5281/zenodo.17282993 |
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Table of Contents:
- <p>RESUMO: Este artigo enfrenta o problema do que conta como explicar a mente, contrapondo<br>a estratégia da ponte causal fisicalista à elucidação da organização autônoma de um agente<br>incorporado; o objetivo é distinguir condições materiais de possibilidade (dependência neural<br>e corporal) dos critérios de inteligibilidade do mental (agência e normatividade prática) e propor<br>uma integração estratificada entre níveis. Metodologicamente, combinamos análise conceitual<br>(fisicalismo, superveniência, leis-ponte, exclusão causal), exegese fenomenológica (corpopróprio,<br>intencionalidade motora, hábitos) e diálogo crítico com modelos de neurociência da<br>percepção-ação e com simulações em IA. Os resultados mostram: (i) a força descritiva e o limite<br>explicativo da superveniência frente à lacuna fenomenal; (ii) a suficiência dos modelos<br>mecanísticos para previsão, unificação e intervenção, sem decidir questões de qualia ou<br>semântica; (iii) a viabilidade de um critério positivo de inteligibilidade ancorado em agência<br>incorporada e hábitos de segunda ordem (linguagem). Concluímos que uma explicação<br>adequada do mental requer realismo estratificado: o cérebro possibilita, o corpo-próprio<br>organiza, o mundo co-determina; a ciência mapeia condições e mecanismos, enquanto a<br>fenomenologia fixa os invariantes normativos que tornam a experiência e a ação inteligíveis.<br>Palavras-chave: corpo-próprio; superveniência; agência; enativismo; neurociência</p>