Trinta anos de ciência cidadã no Rio Grande do Sul/ Brasil: uma análise do padrão de biodiversidade no Estado a partir dos dados sobre do iNaturalist (1994–2024)
Fuente:
Zenodo
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| Autori principali: | , , , , , |
|---|---|
| Natura: | Recurso digital |
| Pubblicazione: |
Zenodo
2025
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| Soggetti: | |
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| _version_ | 1866901897575661568 |
|---|---|
| author | Wendt, Lucas George TORRES, ADRIANA Sehn, Ana Paula Santos Witt, Amanda Souza, Letícia Pereira de Coelho da Silva, Maurício |
| author_facet | Wendt, Lucas George TORRES, ADRIANA Sehn, Ana Paula Santos Witt, Amanda Souza, Letícia Pereira de Coelho da Silva, Maurício |
| contents | <p>[124] O presente estudo realiza uma análise da documentação da biodiversidade no Rio Grande do Sul (RS), Brasil, utilizando dados da plataforma de ciência cidadã iNaturalist no período de 1994 a 2024. Ancorada nos princípios da ciência aberta e da ecologia histórica, a pesquisa quantitativa investigou padrões históricos, identificando a evolução da participação cidadã e eventuais lacunas de informação, buscando avaliar o potencial do iNaturalist para conservação e educação ambiental. Foram extraídos um total de 193.055 registros georreferenciados. A análise temporal revela três momentos, destacando uma fase de explosão participativa (2016–2024) com 187.281 observações, representando um aumento de 3.364% em relação ao período anterior (2006–2015). Esse crescimento recente consolida a ciência cidadã como uma prática desenvolvida no estado. Taxonomicamente, a distribuição é marcadamente piramidal, refletindo um regime de visibilidade. O Reino Animalia domina com 75,7% (145.799 registros), seguido por Plantae (19,5%) e Fungi (4,7%). Os animais são favorecidos por serem móveis, carismáticos e adaptáveis à lógica das plataformas visuais. As dez espécies mais registradas são majoritariamente aves — sete das dez —, como o Vanellus chilensis (quero-quero), um organismo altamente visível e comum em ambientes antrópicos. A concentração em organismos visíveis expõe lacunas no conhecimento sobre grupos menos perceptíveis. Há uma sub-representação de fungos, organismos marinhos e a quase ausência de Protozoa e Bacteria, que não se encaixam na lógica fotográfica generalista. Conclui-se que o fortalecimento da ciência cidadã no RS requer estratégias de educação ambiental para estimular o registro de uma diversidade mais ampla, aprimorando a compreensão da biodiversidade gaúcha.</p> |
| format | Recurso digital |
| id | zenodo_https___doi_org_10_5281_zenodo_17496817 |
| institution | Zenodo |
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| publishDate | 2025 |
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| spellingShingle | Trinta anos de ciência cidadã no Rio Grande do Sul/ Brasil: uma análise do padrão de biodiversidade no Estado a partir dos dados sobre do iNaturalist (1994–2024) Wendt, Lucas George TORRES, ADRIANA Sehn, Ana Paula Santos Witt, Amanda Souza, Letícia Pereira de Coelho da Silva, Maurício Citizen Science Rio Grande do Sul Biodiversity Brazil <p>[124] O presente estudo realiza uma análise da documentação da biodiversidade no Rio Grande do Sul (RS), Brasil, utilizando dados da plataforma de ciência cidadã iNaturalist no período de 1994 a 2024. Ancorada nos princípios da ciência aberta e da ecologia histórica, a pesquisa quantitativa investigou padrões históricos, identificando a evolução da participação cidadã e eventuais lacunas de informação, buscando avaliar o potencial do iNaturalist para conservação e educação ambiental. Foram extraídos um total de 193.055 registros georreferenciados. A análise temporal revela três momentos, destacando uma fase de explosão participativa (2016–2024) com 187.281 observações, representando um aumento de 3.364% em relação ao período anterior (2006–2015). Esse crescimento recente consolida a ciência cidadã como uma prática desenvolvida no estado. Taxonomicamente, a distribuição é marcadamente piramidal, refletindo um regime de visibilidade. O Reino Animalia domina com 75,7% (145.799 registros), seguido por Plantae (19,5%) e Fungi (4,7%). Os animais são favorecidos por serem móveis, carismáticos e adaptáveis à lógica das plataformas visuais. As dez espécies mais registradas são majoritariamente aves — sete das dez —, como o Vanellus chilensis (quero-quero), um organismo altamente visível e comum em ambientes antrópicos. A concentração em organismos visíveis expõe lacunas no conhecimento sobre grupos menos perceptíveis. Há uma sub-representação de fungos, organismos marinhos e a quase ausência de Protozoa e Bacteria, que não se encaixam na lógica fotográfica generalista. Conclui-se que o fortalecimento da ciência cidadã no RS requer estratégias de educação ambiental para estimular o registro de uma diversidade mais ampla, aprimorando a compreensão da biodiversidade gaúcha.</p> |
| title | Trinta anos de ciência cidadã no Rio Grande do Sul/ Brasil: uma análise do padrão de biodiversidade no Estado a partir dos dados sobre do iNaturalist (1994–2024) |
| topic | Citizen Science Rio Grande do Sul Biodiversity Brazil |
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