| _version_ | 1866902001879613440 |
|---|---|
| author | Laura de Castro e Gomes; Fernanda Dorneles Simões; Amanda Gaspar Vasque; Alessa Almada de Amorim |
| author_facet | Laura de Castro e Gomes; Fernanda Dorneles Simões; Amanda Gaspar Vasque; Alessa Almada de Amorim |
| contents | <p><span><span><span>A hérnia inguinal bilateral apresenta um desafio significativo no manejo cirúrgico, demandando uma estratégia técnica otimizada para conciliar a eficiência do procedimento sincronizado com a minimização de riscos de morbidade, notadamente a dor crônica pós-operatória (CPIP) e a recorrência. A abordagem videolaparoscópica (VLP) é amplamente aceita, mas a escolha entre as técnicas Totally Extraperitoneal (TEP) e Transabdominal Preperitoneal (TAPP) no contexto da bilateralidade carece de um consenso definitivo. O objetivo desta revisão é avaliar criticamente as indicações para o reparo bilateral em tempo único, confrontar as vantagens logísticas de TEP e TAPP neste cenário específico e descrever detalhadamente os desafios técnicos e as estratégias de mitigação de complicações. Utilizando uma revisão de literatura não sistemática, focada em </span><span><em>guidelines</em></span><span> de sociedades de hérnia e ensaios clínicos randomizados, analisaram-se os critérios de elegibilidade (como o perfil de risco ASA e a classificação EHS) e os resultados de longo prazo. Os achados indicam que a abordagem VLP oferece vantagens claras em termos de recuperação, menor tempo de internação e eficiência de recursos, em comparação com a cirurgia aberta (XIE et al., 2024; SIMONS et al., 2009; HÉRNIA INGUINAL BILATERAL, 2023). Contudo, a escolha entre TEP e TAPP para o reparo bilateral exige considerações logísticas específicas, como o manejo do espaço pré-peritoneal estendido e a facilidade de dissecção nervosa. A principal conclusão é que, embora ambas as técnicas sejam seguras (HIDALGO et al., 2023), o sucesso no manejo bilateral depende intrinsecamente da curva de aprendizado do cirurgião (OLIVEIRA et al., 2021), da identificação meticulosa e protocolação da preservação dos nervos inguinais (HARTMANN et al., 2024) e da adoção de protocolos de fixação de tela sem tensão na área crítica (QUAL, 2023; CURI et al., 2021), essenciais para padronizar resultados de excelência e minimizar a incidência de CPIP.</span></span></span></p> |
| format | Recurso digital |
| id | zenodo_https___doi_org_10_5281_zenodo_17576399 |
| institution | Zenodo |
| language | |
| publishDate | 2025 |
| publisher | Zenodo |
| record_format | zenodo |
| spellingShingle | ABORDAGEM VIDEOLAPAROSCÓPICA DAS HÉRNIAS INGUINAIS BILATERAIS: INDICAÇÕES E DESAFIOS TÉCNICOS Laura de Castro e Gomes; Fernanda Dorneles Simões; Amanda Gaspar Vasque; Alessa Almada de Amorim <p><span><span><span>A hérnia inguinal bilateral apresenta um desafio significativo no manejo cirúrgico, demandando uma estratégia técnica otimizada para conciliar a eficiência do procedimento sincronizado com a minimização de riscos de morbidade, notadamente a dor crônica pós-operatória (CPIP) e a recorrência. A abordagem videolaparoscópica (VLP) é amplamente aceita, mas a escolha entre as técnicas Totally Extraperitoneal (TEP) e Transabdominal Preperitoneal (TAPP) no contexto da bilateralidade carece de um consenso definitivo. O objetivo desta revisão é avaliar criticamente as indicações para o reparo bilateral em tempo único, confrontar as vantagens logísticas de TEP e TAPP neste cenário específico e descrever detalhadamente os desafios técnicos e as estratégias de mitigação de complicações. Utilizando uma revisão de literatura não sistemática, focada em </span><span><em>guidelines</em></span><span> de sociedades de hérnia e ensaios clínicos randomizados, analisaram-se os critérios de elegibilidade (como o perfil de risco ASA e a classificação EHS) e os resultados de longo prazo. Os achados indicam que a abordagem VLP oferece vantagens claras em termos de recuperação, menor tempo de internação e eficiência de recursos, em comparação com a cirurgia aberta (XIE et al., 2024; SIMONS et al., 2009; HÉRNIA INGUINAL BILATERAL, 2023). Contudo, a escolha entre TEP e TAPP para o reparo bilateral exige considerações logísticas específicas, como o manejo do espaço pré-peritoneal estendido e a facilidade de dissecção nervosa. A principal conclusão é que, embora ambas as técnicas sejam seguras (HIDALGO et al., 2023), o sucesso no manejo bilateral depende intrinsecamente da curva de aprendizado do cirurgião (OLIVEIRA et al., 2021), da identificação meticulosa e protocolação da preservação dos nervos inguinais (HARTMANN et al., 2024) e da adoção de protocolos de fixação de tela sem tensão na área crítica (QUAL, 2023; CURI et al., 2021), essenciais para padronizar resultados de excelência e minimizar a incidência de CPIP.</span></span></span></p> |
| title | ABORDAGEM VIDEOLAPAROSCÓPICA DAS HÉRNIAS INGUINAIS BILATERAIS: INDICAÇÕES E DESAFIOS TÉCNICOS |
| url | https://doi.org/10.5281/zenodo.17576399 |