ABORDAGEM VIDEOLAPAROSCÓPICA DAS HÉRNIAS INGUINAIS BILATERAIS: INDICAÇÕES E DESAFIOS TÉCNICOS

Fuente: Zenodo
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Main Author: Laura de Castro e Gomes; Fernanda Dorneles Simões; Amanda Gaspar Vasque; Alessa Almada de Amorim
Format: Recurso digital
Published: Zenodo 2025
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author Laura de Castro e Gomes; Fernanda Dorneles Simões; Amanda Gaspar Vasque; Alessa Almada de Amorim
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contents <p><span><span><span>A hérnia inguinal bilateral apresenta um desafio significativo no manejo cirúrgico, demandando uma estratégia técnica otimizada para conciliar a eficiência do procedimento sincronizado com a minimização de riscos de morbidade, notadamente a dor crônica pós-operatória (CPIP) e a recorrência. A abordagem videolaparoscópica (VLP) é amplamente aceita, mas a escolha entre as técnicas Totally Extraperitoneal (TEP) e Transabdominal Preperitoneal (TAPP) no contexto da bilateralidade carece de um consenso definitivo. O objetivo desta revisão é avaliar criticamente as indicações para o reparo bilateral em tempo único, confrontar as vantagens logísticas de TEP e TAPP neste cenário específico e descrever detalhadamente os desafios técnicos e as estratégias de mitigação de complicações. Utilizando uma revisão de literatura não sistemática, focada em </span><span><em>guidelines</em></span><span> de sociedades de hérnia e ensaios clínicos randomizados, analisaram-se os critérios de elegibilidade (como o perfil de risco ASA e a classificação EHS) e os resultados de longo prazo. Os achados indicam que a abordagem VLP oferece vantagens claras em termos de recuperação, menor tempo de internação e eficiência de recursos, em comparação com a cirurgia aberta (XIE et al., 2024; SIMONS et al., 2009; HÉRNIA INGUINAL BILATERAL, 2023). Contudo, a escolha entre TEP e TAPP para o reparo bilateral exige considerações logísticas específicas, como o manejo do espaço pré-peritoneal estendido e a facilidade de dissecção nervosa. A principal conclusão é que, embora ambas as técnicas sejam seguras (HIDALGO et al., 2023), o sucesso no manejo bilateral depende intrinsecamente da curva de aprendizado do cirurgião (OLIVEIRA et al., 2021), da identificação meticulosa e protocolação da preservação dos nervos inguinais (HARTMANN et al., 2024) e da adoção de protocolos de fixação de tela sem tensão na área crítica (QUAL, 2023; CURI et al., 2021), essenciais para padronizar resultados de excelência e minimizar a incidência de CPIP.</span></span></span></p>
format Recurso digital
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institution Zenodo
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publishDate 2025
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Laura de Castro e Gomes; Fernanda Dorneles Simões; Amanda Gaspar Vasque; Alessa Almada de Amorim
<p><span><span><span>A hérnia inguinal bilateral apresenta um desafio significativo no manejo cirúrgico, demandando uma estratégia técnica otimizada para conciliar a eficiência do procedimento sincronizado com a minimização de riscos de morbidade, notadamente a dor crônica pós-operatória (CPIP) e a recorrência. A abordagem videolaparoscópica (VLP) é amplamente aceita, mas a escolha entre as técnicas Totally Extraperitoneal (TEP) e Transabdominal Preperitoneal (TAPP) no contexto da bilateralidade carece de um consenso definitivo. O objetivo desta revisão é avaliar criticamente as indicações para o reparo bilateral em tempo único, confrontar as vantagens logísticas de TEP e TAPP neste cenário específico e descrever detalhadamente os desafios técnicos e as estratégias de mitigação de complicações. Utilizando uma revisão de literatura não sistemática, focada em </span><span><em>guidelines</em></span><span> de sociedades de hérnia e ensaios clínicos randomizados, analisaram-se os critérios de elegibilidade (como o perfil de risco ASA e a classificação EHS) e os resultados de longo prazo. Os achados indicam que a abordagem VLP oferece vantagens claras em termos de recuperação, menor tempo de internação e eficiência de recursos, em comparação com a cirurgia aberta (XIE et al., 2024; SIMONS et al., 2009; HÉRNIA INGUINAL BILATERAL, 2023). Contudo, a escolha entre TEP e TAPP para o reparo bilateral exige considerações logísticas específicas, como o manejo do espaço pré-peritoneal estendido e a facilidade de dissecção nervosa. A principal conclusão é que, embora ambas as técnicas sejam seguras (HIDALGO et al., 2023), o sucesso no manejo bilateral depende intrinsecamente da curva de aprendizado do cirurgião (OLIVEIRA et al., 2021), da identificação meticulosa e protocolação da preservação dos nervos inguinais (HARTMANN et al., 2024) e da adoção de protocolos de fixação de tela sem tensão na área crítica (QUAL, 2023; CURI et al., 2021), essenciais para padronizar resultados de excelência e minimizar a incidência de CPIP.</span></span></span></p>
title ABORDAGEM VIDEOLAPAROSCÓPICA DAS HÉRNIAS INGUINAIS BILATERAIS: INDICAÇÕES E DESAFIOS TÉCNICOS
url https://doi.org/10.5281/zenodo.17576399