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Main Authors: da Silva, Renan Willian Costa, Teles, José Rodrigo Moraes, Figueira, João Luis de Sena, de Araújo, Cecília Mariana Lobo, Filho, Mário Antônio Mendes Libório, Viana, Denzel Sanches Figueiredo, de Oliveira, João Vitor Maia
Format: Recurso digital
Language:
Published: Zenodo 2025
Online Access:https://doi.org/10.5281/zenodo.17987867
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Table of Contents:
  • <p>A introdução da terapia antirretroviral de alta atividade (HAART) transformou o prognóstico da infecção pelo HIV, alterando significativamente o perfil epidemiológico das comorbidades associadas, incluindo as neoplasias. Esta revisão narrativa sintetiza, com base em um conjunto pré-definido de artigos científicos, o conhecimento sobre o papel das neoplasias em pessoas vivendo com HIV (PVHIV) na era pós-HAART. O objetivo foi analisar a literatura fornecida para delinear as mudanças no perfil dos cânceres, abordando epidemiologia, tipos, estratégias de rastreamento e tratamento. A metodologia para esta revisão consistiu na análise temática de artigos selecionados da base de dados PubMed, focando em estudos que abordam a intersecção entre HIV e neoplasias. Os resultados indicam uma mudança no panorama oncológico, com uma inferida diminuição na incidência de alguns cânceres definidores de AIDS (ADCs), como o Sarcoma de Kaposi (SK), e um aumento da relevância de cânceres não definidores de AIDS (NADCs), como os tumores anogenitais relacionados ao HPV e o câncer colorretal. Estudos demonstram que a supressão viral e a reconstituição imune promovidas pela HAART são cruciais para a prevenção e o manejo de neoplasias, como a redução da prevalência de HPV de alto risco. A discussão dos resultados revela a convergência das evidências sobre o benefício da HAART, mas também destaca as lacunas significativas e a natureza fragmentada das informações disponíveis, que limitam conclusões definitivas sobre a epidemiologia comparativa de NADCs. Conclui-se que, embora a HAART tenha sido fundamental, as neoplasias permanecem uma causa importante de morbimortalidade em PVHIV, exigindo vigilância contínua, estratégias de rastreamento eficazes e otimização das terapias oncológicas nesta população.</p>