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Main Author: Ailime Buarque
Format: Recurso digital
Language:
Published: Zenodo 2025
Online Access:https://doi.org/10.5281/zenodo.18312746
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_version_ 1866901684578418688
author Ailime Buarque
author_facet Ailime Buarque
contents <h3>Resumo</h3> <p>Consumir é primordial para o ser humano em uma sociedade capitalista. Assim como lucrar é primordial para manutenção de uma empresa. Por isso, algumas empresas têm praticado o fenômeno que ficou conhecido como Obsolescência Planejada. O presente artigo aborda esta prática, consistente, entre outras formas, na diminuição intencional da vida útil dos produtos, feita pelos fabricantes e fornecedores, levando os consumidores a adquirirem novos itens com maior frequência, o que os prejudica financeiramente. No contexto jurídico brasileiro, embora a obsolescência planejada não seja mencionada explicitamente no Código de Defesa do Consumidor (CDC), ela viola seus princípios fundamentais, como boa-fé, equidade e transparência. A prática desequilibra a relação de consumo ao limitar a autonomia do consumidor, considerado parte vulnerável na relação consumerista. Além disso, o texto destaca projetos de lei em tramitação que visam regulamentar e sancionar a obsolescência planejada como prática abusiva e reflete sobre o papel do consumismo impulsionado pelo marketing e pelas dinâmicas sociais modernas, que priorizam o status e a aparência em detrimento da necessidade real de um produto. Por fim, conclui-se que, além da regulamentação jurídica específica, com a atualização do CDC, é necessário mudar a cultura do consumo para que se possa mitigar os efeitos dessa prática, uma vez que, a obsolescência planejada prejudica não apenas os consumidores, mas também a concorrência saudável, a qual estimula a inovação e a prevalência da qualidade dos produtos.</p>
format Recurso digital
id zenodo_https___doi_org_10_5281_zenodo_18312746
institution Zenodo
language
publishDate 2025
publisher Zenodo
record_format zenodo
spellingShingle Obsolescência planejada: Desafios jurídicos na Era do Consumismo
Ailime Buarque
<h3>Resumo</h3> <p>Consumir é primordial para o ser humano em uma sociedade capitalista. Assim como lucrar é primordial para manutenção de uma empresa. Por isso, algumas empresas têm praticado o fenômeno que ficou conhecido como Obsolescência Planejada. O presente artigo aborda esta prática, consistente, entre outras formas, na diminuição intencional da vida útil dos produtos, feita pelos fabricantes e fornecedores, levando os consumidores a adquirirem novos itens com maior frequência, o que os prejudica financeiramente. No contexto jurídico brasileiro, embora a obsolescência planejada não seja mencionada explicitamente no Código de Defesa do Consumidor (CDC), ela viola seus princípios fundamentais, como boa-fé, equidade e transparência. A prática desequilibra a relação de consumo ao limitar a autonomia do consumidor, considerado parte vulnerável na relação consumerista. Além disso, o texto destaca projetos de lei em tramitação que visam regulamentar e sancionar a obsolescência planejada como prática abusiva e reflete sobre o papel do consumismo impulsionado pelo marketing e pelas dinâmicas sociais modernas, que priorizam o status e a aparência em detrimento da necessidade real de um produto. Por fim, conclui-se que, além da regulamentação jurídica específica, com a atualização do CDC, é necessário mudar a cultura do consumo para que se possa mitigar os efeitos dessa prática, uma vez que, a obsolescência planejada prejudica não apenas os consumidores, mas também a concorrência saudável, a qual estimula a inovação e a prevalência da qualidade dos produtos.</p>
title Obsolescência planejada: Desafios jurídicos na Era do Consumismo
url https://doi.org/10.5281/zenodo.18312746