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Main Authors: Sangoi, Liliane Brugnerotto, Da Silva, Andréia Loureiro, Piovesan Rosanelli, Cleci Lourdes Schmidt
Format: Recurso digital
Language:
Published: Zenodo 2026
Subjects:
Online Access:https://doi.org/10.5281/zenodo.18459126
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Table of Contents:
  • <p>A atuação da enfermagem nos processos de morte e luto em cuidados paliativos hospitalares é fundamental para a promoção de uma assistência humanizada, integral e centrada nas necessidades do paciente e de seus familiares. A morte, embora faça parte do ciclo natural da vida, ainda é um tema cercado por tabus, o que torna o enfrentamento desse processo um desafio para os profissionais de saúde, especialmente para a equipe de enfermagem, que mantém contato direto e contínuo com os pacientes. Este estudo teve como objetivo analisar a atuação da enfermagem diante do processo de morte e do luto no contexto hospitalar, considerando os aspectos emocionais, comunicacionais e assistenciais envolvidos. Trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa, do tipo revisão narrativa, realizada por meio da análise de 14 artigos científicos. Os critérios de inclusão consideraram produções que abordassem a atuação da enfermagem em cuidados paliativos, morte e luto no ambiente hospitalar. Os resultados evidenciaram que os profissionais de enfermagem vivenciam sentimentos como sofrimento, impotência, culpa, medo e negação diante da morte, especialmente quando não recebem preparo adequado durante a formação acadêmica. A comunicação, a empatia, a espiritualidade e o apoio emocional foram identificados como estratégias fundamentais para o cuidado ao paciente e à família no processo de finitude. Observou-se também a necessidade de suporte institucional e capacitação contínua para minimizar o desgaste emocional desses profissionais. Conclui-se que a enfermagem desempenha papel essencial no acompanhamento do processo de morte e luto, sendo indispensável investir em formação específica, apoio psicológico e estratégias de cuidado que valorizem a dignidade, o conforto e o acolhimento, tanto do paciente quanto de seus familiares, fortalecendo a qualidade da assistência em cuidados paliativos hospitalares.</p>