Saved in:
Bibliographic Details
Main Authors: SOUSA, Jeniffer Kélvia Chagas Vieira de, PEQUENO, Alice Maria Correia
Format: Recurso digital
Language:Portuguese
Published: Zenodo 2026
Subjects:
Online Access:https://doi.org/10.5281/zenodo.18549645
Tags: Add Tag
No Tags, Be the first to tag this record!
Table of Contents:
  • <p>O transtorno de espectro autista (TEA) é um distúrbio do neurodesenvolvimento que afeta comunicação, socialização e autonomia, sendo mais prevalente em meninos. O diagnóstico ainda depende da observação clínica e do uso de instrumentos de triagem, como o M-CHAT. O enfermeiro, especialmente na Atenção Primária à Saúde, tem papel estratégico ao realizar consultas de puericultura, identificar sinais de alerta, orientar familiares e encaminhar para avaliação especializada. Esse estudo objetivou descrever as evidências científicas acerca do papel do enfermeiro no cuidado da criança com TEA. Trata-se de revisão integrativa de literatura, que analisou estudos publicados entre 2020 e 2025 nas bases BDENF, LILACS e BVS, Para a busca, foram empregados os operadores booleanos “AND” e os descritores controlados: “Autismo” AND “Cuidado” AND “Enfermagem”, aplicados em português nos campos de título e resumo. Foram incluídos artigos originais, disponíveis na íntegra, em português, publicados entre 2020 e 2025, e que respondiam à questão norteadora do estudo. Excluíram-se cartas, resenhas críticas, textos reflexivos, duplicados, incompletos, fora da linha temporal ou que não abordassem diretamente a temática proposta. A amostra final foi composta por cinco artigos relevantes. Os achados revelaram dificuldades relacionadas à falta de protocolos, capacitação insuficiente e sobrecarga de trabalho, que comprometem a assistência. Entretanto, também evidenciaram o potencial do enfermeiro como agente de cuidado integral, utilizando teorias como a de Orem (autocuidado) e Jean Watson (cuidado humano). As intervenções envolvem estímulo ao autocuidado, apoio à socialização, vínculo com a família e atuação multiprofissional. Conclui-se que o enfermeiro desempenha função essencial para a qualidade de vida da criança com TEA, mas necessita de maior suporte institucional, capacitação e instrumentos práticos que favoreçam um cuidado inclusivo, efetivo e humanizado.</p> <p> </p>