PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS ÓBITOS EM MULHERES POR INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO NO SUDESTE DO BRASIL EM UMA DÉCADA

Fuente: Zenodo
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Main Authors: HELLEN CRISTINE NUNES GONÇALVES, JULIA DIAS BENDINI, MANUELA TOZZI CARANI, MARIA LUÍSA ABDO BARRETO, GEOVANNA DE CASTRO FEITOSA, NARIELE SAMIRA DE SOUZA, CARLOS EDUARDO OLIVEIRA BELTRAME, SAMARA ZUMBA FLORES, NATHALIA GIOVANA CAPIOTTO E SILVA, PRYSLA ARIANE MARQUES MOREIRA, GUILHERME PEREIRA GARLA, JOÃO LUIS MOREIRA SAAD FILHO, ALEXANDRE DE SOUZA SOARES JÚNIOR, ISABELA BONILLA BENKE, VICTOR ANTÔNIO FERNANDES CODOGNIO
Format: Recurso digital
Published: Zenodo 2026
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ISABELA BONILLA BENKE
VICTOR ANTÔNIO FERNANDES CODOGNIO
contents <p><span>O infarto agudo do miocárdio (IAM) constitui uma das principais causas de morbimortalidade cardiovascular no mundo, com impacto significativo na saúde pública. Entre as mulheres, especialmente após a menopausa, o risco cardiovascular aumenta em decorrência da perda da cardioproteção hormonal exercida pelos estrogênios, favorecendo alterações metabólicas, inflamatórias e endoteliais associadas ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Diante das lacunas existentes quanto à magnitude do IAM na população feminina, este estudo teve como objetivo analisar o perfil epidemiológico dos óbitos por IAM em mulheres residentes na região Sudeste do Brasil, no período de 2003 a 2013, com ênfase na influência da idade e do período pós-menopausa. Trata-se de um estudo observacional, retrospectivo, realizado a partir de dados secundários do DATASUS. Foram incluídos registros de óbitos de mulheres residentes no Sudeste, estratificados por faixa etária (20 a 39 anos, 40 a 59 anos e 60 anos ou mais) e causa básica do óbito. A análise foi descritiva, com cálculo de frequências absolutas e relativas. No período analisado, registraram-se 1.248.057 óbitos femininos, dos quais 29.036 (2,32%) foram atribuídos ao IAM. Observou-se expressiva concentração dos óbitos em mulheres com 60 anos ou mais, correspondendo a 83,01% dos casos, seguidas pela faixa etária de 40 a 59 anos (15,81%) e pelo grupo de 20 a 39 anos (1,17%). Os achados evidenciam forte associação entre envelhecimento, período pós-menopausa e maior mortalidade por IAM. A predominância de óbitos em idades avançadas reforça o impacto das alterações hormonais da menopausa, que contribuem para disfunção endotelial, rigidez vascular e perfil lipídico desfavorável, potencializados por fatores como hipertensão, diabetes, tabagismo e sedentarismo. Embora menos frequente, a ocorrência de IAM em mulheres mais jovens destaca a importância da vigilância contínua e da prevenção precoce. Conclui-se que o IAM permanece como relevante causa de mortalidade feminina no Sudeste do Brasil, especialmente entre mulheres idosas. Os resultados ressaltam a necessidade de estratégias preventivas mais eficazes, com foco na promoção da saúde cardiovascular, na identificação precoce de fatores de risco e no cuidado integral à população feminina, visando reduzir a mortalidade e o impacto sobre o sistema de saúde.</span></p>
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HELLEN CRISTINE NUNES GONÇALVES
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MARIA LUÍSA ABDO BARRETO
GEOVANNA DE CASTRO FEITOSA
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GUILHERME PEREIRA GARLA
JOÃO LUIS MOREIRA SAAD FILHO
ALEXANDRE DE SOUZA SOARES JÚNIOR
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VICTOR ANTÔNIO FERNANDES CODOGNIO
<p><span>O infarto agudo do miocárdio (IAM) constitui uma das principais causas de morbimortalidade cardiovascular no mundo, com impacto significativo na saúde pública. Entre as mulheres, especialmente após a menopausa, o risco cardiovascular aumenta em decorrência da perda da cardioproteção hormonal exercida pelos estrogênios, favorecendo alterações metabólicas, inflamatórias e endoteliais associadas ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Diante das lacunas existentes quanto à magnitude do IAM na população feminina, este estudo teve como objetivo analisar o perfil epidemiológico dos óbitos por IAM em mulheres residentes na região Sudeste do Brasil, no período de 2003 a 2013, com ênfase na influência da idade e do período pós-menopausa. Trata-se de um estudo observacional, retrospectivo, realizado a partir de dados secundários do DATASUS. Foram incluídos registros de óbitos de mulheres residentes no Sudeste, estratificados por faixa etária (20 a 39 anos, 40 a 59 anos e 60 anos ou mais) e causa básica do óbito. A análise foi descritiva, com cálculo de frequências absolutas e relativas. No período analisado, registraram-se 1.248.057 óbitos femininos, dos quais 29.036 (2,32%) foram atribuídos ao IAM. Observou-se expressiva concentração dos óbitos em mulheres com 60 anos ou mais, correspondendo a 83,01% dos casos, seguidas pela faixa etária de 40 a 59 anos (15,81%) e pelo grupo de 20 a 39 anos (1,17%). Os achados evidenciam forte associação entre envelhecimento, período pós-menopausa e maior mortalidade por IAM. A predominância de óbitos em idades avançadas reforça o impacto das alterações hormonais da menopausa, que contribuem para disfunção endotelial, rigidez vascular e perfil lipídico desfavorável, potencializados por fatores como hipertensão, diabetes, tabagismo e sedentarismo. Embora menos frequente, a ocorrência de IAM em mulheres mais jovens destaca a importância da vigilância contínua e da prevenção precoce. Conclui-se que o IAM permanece como relevante causa de mortalidade feminina no Sudeste do Brasil, especialmente entre mulheres idosas. Os resultados ressaltam a necessidade de estratégias preventivas mais eficazes, com foco na promoção da saúde cardiovascular, na identificação precoce de fatores de risco e no cuidado integral à população feminina, visando reduzir a mortalidade e o impacto sobre o sistema de saúde.</span></p>
title PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS ÓBITOS EM MULHERES POR INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO NO SUDESTE DO BRASIL EM UMA DÉCADA
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