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| Format: | Recurso digital |
| Language: | |
| Published: |
Zenodo
2026
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| Online Access: | https://doi.org/10.5281/zenodo.18626135 |
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Table of Contents:
- <p><span>O infarto agudo do miocárdio (IAM) constitui uma das principais causas de morbimortalidade cardiovascular no mundo, com impacto significativo na saúde pública. Entre as mulheres, especialmente após a menopausa, o risco cardiovascular aumenta em decorrência da perda da cardioproteção hormonal exercida pelos estrogênios, favorecendo alterações metabólicas, inflamatórias e endoteliais associadas ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Diante das lacunas existentes quanto à magnitude do IAM na população feminina, este estudo teve como objetivo analisar o perfil epidemiológico dos óbitos por IAM em mulheres residentes na região Sudeste do Brasil, no período de 2003 a 2013, com ênfase na influência da idade e do período pós-menopausa. Trata-se de um estudo observacional, retrospectivo, realizado a partir de dados secundários do DATASUS. Foram incluídos registros de óbitos de mulheres residentes no Sudeste, estratificados por faixa etária (20 a 39 anos, 40 a 59 anos e 60 anos ou mais) e causa básica do óbito. A análise foi descritiva, com cálculo de frequências absolutas e relativas. No período analisado, registraram-se 1.248.057 óbitos femininos, dos quais 29.036 (2,32%) foram atribuídos ao IAM. Observou-se expressiva concentração dos óbitos em mulheres com 60 anos ou mais, correspondendo a 83,01% dos casos, seguidas pela faixa etária de 40 a 59 anos (15,81%) e pelo grupo de 20 a 39 anos (1,17%). Os achados evidenciam forte associação entre envelhecimento, período pós-menopausa e maior mortalidade por IAM. A predominância de óbitos em idades avançadas reforça o impacto das alterações hormonais da menopausa, que contribuem para disfunção endotelial, rigidez vascular e perfil lipídico desfavorável, potencializados por fatores como hipertensão, diabetes, tabagismo e sedentarismo. Embora menos frequente, a ocorrência de IAM em mulheres mais jovens destaca a importância da vigilância contínua e da prevenção precoce. Conclui-se que o IAM permanece como relevante causa de mortalidade feminina no Sudeste do Brasil, especialmente entre mulheres idosas. Os resultados ressaltam a necessidade de estratégias preventivas mais eficazes, com foco na promoção da saúde cardiovascular, na identificação precoce de fatores de risco e no cuidado integral à população feminina, visando reduzir a mortalidade e o impacto sobre o sistema de saúde.</span></p>