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Bibliographic Details
Main Author: Amanda Pais Jacobs; Beatriz de Araújo Lobato; João Pedro Nunes de Souza; Simone Holzer de Moraes
Format: Recurso digital
Language:
Published: Zenodo 2026
Online Access:https://doi.org/10.5281/zenodo.18718628
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Table of Contents:
  • <p><span><span><strong>Introdução:</strong> estudantes de medicina estão expostos a elevados níveis de estresse acadêmico e profissional, o que pode comprometer sua saúde mental e desempenho acadêmico. A prática regular de atividade física é reconhecida como uma estratégia eficaz para mitigar esses impactos, promovendo benefícios como a redução do estresse, a melhora das funções cognitivas e a regulação emocional. No entanto, a adesão a essa prática ainda é limitada entre esses estudantes. Diante disso, as Diretrizes Curriculares Nacionais do curso de Medicina destacam a importância de uma formação integral, que contemple o cuidado com a saúde física e mental dos discentes, reforçando a necessidade de incorporar o bem-estar como elemento central na formação médica. <strong>Objetivo:</strong> analisar o benefício do exercício físico na saúde mental e no desempenho acadêmico dos estudantes de medicina. <strong>Método:</strong> trata-se de um estudo de revisão sistemática conduzido com base no protocolo PRISMA. A pesquisa foi realizada por três avaliadores independentes, que analisaram integralmente os artigos selecionados por abordarem os efeitos da atividade física em estudantes de medicina. Para a busca, foram utilizados os descritores “Atividade Física”, “Exercício Físico”, “Saúde do Estudante” e “Estudante de Medicina”, além de suas correspondentes em inglês, nas bases de dados Scientific Electronic Library Online (SciELO), Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD). <strong>Resultado: </strong>as buscas forneceram um total de 1.369 estudos de acordo com a seguinte distribuição: SciELO (n = 15); PubMed (n = 774); BVS (n = 342) e BDTD (n = 238), tendo sido 8 estudos selecionados. A partir desses estudos, foram criadas as seguintes categorias temáticas de resultados: 1.Impactos da prática de atividade física, 2. Qualidade de vida em estudantes de Medicina 3. Perfil do estudante de Medicina, 4. Fatores promotores e perfil da prática de atividade física. <strong>Discussão: </strong>A revisão demonstrou que a prática regular de atividade física está associada a melhores indicadores de saúde mental, qualidade do sono e qualidade de vida em estudantes de medicina. Estudantes fisicamente ativos apresentaram maiores escores nos domínios físico, psicológico, social e ambiental, enquanto o sedentarismo esteve relacionado a maiores níveis de estresse, sonolência diurna, tensão e confusão mental. A falta de tempo foi identificada como a principal barreira à prática de exercícios, apesar do reconhecimento de seus benefícios. Também foram observadas lacunas no conhecimento dos alunos sobre a relação entre atividade física e saúde. Os estudos analisados reforçam a importância da implementação de estratégias institucionais que incentivem a prática de atividade física como forma de promover o bem-estar e reduzir os impactos negativos da formação médica<strong> </strong>na saúde psicológica do estudante. <strong>Conclusão: </strong>A prática regular de atividade física exerce influência positiva na saúde mental, na qualidade do sono e na qualidade de vida dos estudantes de medicina. Estudantes ativos apresentam melhores indicadores físicos, psicológicos e sociais, enquanto os sedentários se relacionam a piores desfechos nesses aspectos. A principal potencialidade observada foi o papel da atividade física como estratégia acessível e eficaz para promoção do bem-estar e enfrentamento do estresse acadêmico. No entanto, desafios como a falta de tempo e o desconhecimento sobre os benefícios do exercício físico revelam entraves institucionais e educacionais. As principais limitações dos estudos incluídos referem-se ao delineamento transversal, amostras restritas e o uso de instrumentos de autorrelato, que dificultam a generalização dos achados. Ainda, persistem lacunas na formação médica quanto à valorização do autocuidado, evidenciando a necessidade de integrar a promoção da saúde dos estudantes às diretrizes pedagógicas das escolas médicas. </span></span></p>