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| Main Author: | |
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| Format: | Recurso digital |
| Language: | |
| Published: |
Zenodo
2026
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| Subjects: | |
| Online Access: | https://doi.org/10.5281/zenodo.18732986 |
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Table of Contents:
- <p><span>O artigo apresenta uma síntese histórica da evolução do Sacramento da Penitência (Confissão) na Igreja Católica. O texto inicia abordando o conceito teológico de reconciliação e <em>metanóia</em> (conversão). Em seguida, detalha a transição histórica ocorrida entre os séculos VI e VII, com o surgimento da "penitência tarifada", introduzida por monges irlandeses, que transformou o rito em algo privado, reiterável e baseado em "livros penitenciais" que estipulavam tarifas para cada pecado. O autor descreve os abusos decorrentes das "comutações" (troca de penitência por dinheiro ou missas) e a evolução na Idade Média, que culminou na obrigatoriedade da confissão anual (Concílio de Latrão IV, 1215) e na estabilização da confissão auricular. Por fim, menciona a reafirmação dogmática do sacramento pelo Concílio de Trento em resposta à Reforma Protestante. A importância a da temática reside na compreensão da Igreja como o lugar essencial para o perdão e a reconciliação comunitária. O texto destaca que o sacramento não é apenas um ato individual, mas um processo de harmonização espiritual para superar o egoísmo e o ódio, restabelecendo o amor cristão entre os irmãos. O objetivo geral é resgatar sinteticamente a história do Sacramento da Confissão, desde os primeiros séculos até a realidade atual, para demonstrar a importância da prática na vida comunitária e o seu significado genuíno de reconciliação. A metodologia empregada é a pesquisa histórica e documental. O autor constrói sua argumentação através da análise cronológica de documentos eclesiásticos, citando cânones de concílios específicos (Concílio de Toledo, Concílio de Chalon-sur-Saone, Concílio de Latrão IV e Concílio de Trento) e descrevendo o funcionamento dos "livros penitenciais". Um dos principais resultados históricos apontados pelo texto é a mudança estrutural da penitência no século VI, que deixou de ser um ato público e irrepetível (que marcava o penitente por toda a vida) para se tornar uma prática privada, reiterável e tarifada. Isso permitiu que o sacramento fosse acessível repetidas vezes ao longo da vida do fiel, diferentemente da disciplina antiga.</span></p>