POLIFARMÁCIA EM ADULTOS JOVENS COM DOENÇAS CRÔNICAS: ESTAMOS MEDICALIZANDO PRECOCEMENTE?

Fuente: Zenodo
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Main Authors: Ohara, Gabriela Hitomi, Torquato, Ana Clara Rodrigues Caracas, Carvalho, Caroline Vian, da Silva, Ravilla Alves
Format: Recurso digital
Language:Portuguese
Published: Zenodo 2026
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author Ohara, Gabriela Hitomi
Torquato, Ana Clara Rodrigues Caracas
Carvalho, Caroline Vian
da Silva, Ravilla Alves
author_facet Ohara, Gabriela Hitomi
Torquato, Ana Clara Rodrigues Caracas
Carvalho, Caroline Vian
da Silva, Ravilla Alves
contents <p><span>A polifarmácia, tradicionalmente associada ao envelhecimento, tem sido cada vez mais observada em adultos jovens com doenças crônicas. O diagnóstico precoce de condições metabólicas, cardiovasculares, inflamatórias e psiquiátricas, aliado à ampliação de estratégias preventivas farmacológicas, contribui para a introdução simultânea de múltiplos medicamentos ainda nas primeiras décadas da vida adulta. Esse cenário levanta questionamentos sobre possível medicalização precoce e seus impactos clínicos a longo prazo. O objetivo foi analisar, por meio de revisão de literatura, a prevalência, os fatores associados e as implicações clínicas da polifarmácia em adultos jovens com doenças crônicas. Trata-se de revisão narrativa com busca nas bases PubMed, Scopus e SciELO, incluindo estudos publicados nos últimos dez anos que abordaram indivíduos entre 18 e 45 anos. Foram analisadas variáveis como prevalência de polifarmácia, multimorbidade, adesão terapêutica, eventos adversos e impacto na qualidade de vida. Observou-se aumento progressivo da prescrição múltipla nesse grupo etário, especialmente na presença de multimorbidade e acompanhamento por diferentes especialistas. A maior carga medicamentosa associou-se a risco ampliado de efeitos adversos leves, menor adesão e maior utilização de serviços de saúde. Conclui-se que a polifarmácia em adultos jovens representa fenômeno crescente e multifatorial, exigindo estratégias de prescrição racional, integração do cuidado e produção de estudos longitudinais que avaliem seus efeitos cumulativos ao longo do curso de vida.</span></p>
format Recurso digital
id zenodo_https___doi_org_10_5281_zenodo_18843631
institution Zenodo
language por
publishDate 2026
publisher Zenodo
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spellingShingle POLIFARMÁCIA EM ADULTOS JOVENS COM DOENÇAS CRÔNICAS: ESTAMOS MEDICALIZANDO PRECOCEMENTE?
Ohara, Gabriela Hitomi
Torquato, Ana Clara Rodrigues Caracas
Carvalho, Caroline Vian
da Silva, Ravilla Alves
Polifarmácia
adultos jovens
doenças crônicas
multimorbidade
medicalização
adesão terapêutica
<p><span>A polifarmácia, tradicionalmente associada ao envelhecimento, tem sido cada vez mais observada em adultos jovens com doenças crônicas. O diagnóstico precoce de condições metabólicas, cardiovasculares, inflamatórias e psiquiátricas, aliado à ampliação de estratégias preventivas farmacológicas, contribui para a introdução simultânea de múltiplos medicamentos ainda nas primeiras décadas da vida adulta. Esse cenário levanta questionamentos sobre possível medicalização precoce e seus impactos clínicos a longo prazo. O objetivo foi analisar, por meio de revisão de literatura, a prevalência, os fatores associados e as implicações clínicas da polifarmácia em adultos jovens com doenças crônicas. Trata-se de revisão narrativa com busca nas bases PubMed, Scopus e SciELO, incluindo estudos publicados nos últimos dez anos que abordaram indivíduos entre 18 e 45 anos. Foram analisadas variáveis como prevalência de polifarmácia, multimorbidade, adesão terapêutica, eventos adversos e impacto na qualidade de vida. Observou-se aumento progressivo da prescrição múltipla nesse grupo etário, especialmente na presença de multimorbidade e acompanhamento por diferentes especialistas. A maior carga medicamentosa associou-se a risco ampliado de efeitos adversos leves, menor adesão e maior utilização de serviços de saúde. Conclui-se que a polifarmácia em adultos jovens representa fenômeno crescente e multifatorial, exigindo estratégias de prescrição racional, integração do cuidado e produção de estudos longitudinais que avaliem seus efeitos cumulativos ao longo do curso de vida.</span></p>
title POLIFARMÁCIA EM ADULTOS JOVENS COM DOENÇAS CRÔNICAS: ESTAMOS MEDICALIZANDO PRECOCEMENTE?
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