PERFIL DAS INTERVENÇÕES FARMACÊUTICAS EM UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA: IMPACTO CLÍNICO E NA SEGURANÇA DO PACIENTE

Fuente: Zenodo
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Autori principali: César Augusto Cavalcante Bezerra, Francisco Wallison Barbosa de Lima, Alyne Mara Rodrigues de Carvalho, Sylvana Macedo de Morais Menezes, Daniel Moreira Alves da Silva
Natura: Recurso digital
Pubblicazione: Zenodo 2026
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author César Augusto Cavalcante Bezerra
Francisco Wallison Barbosa de Lima
Alyne Mara Rodrigues de Carvalho
Sylvana Macedo de Morais Menezes
Daniel Moreira Alves da Silva
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Francisco Wallison Barbosa de Lima
Alyne Mara Rodrigues de Carvalho
Sylvana Macedo de Morais Menezes
Daniel Moreira Alves da Silva
contents <p><span>Introdução: As intervenções farmacêuticas (IF) são instrumentos essenciais para a segurança do paciente, reduzindo problemas relacionados a medicamentos (PRM), como erros de dosagem, interações e uso irracional (ARAÚJO et al., 2017). O farmacêutico desempenha um papel fundamental na otimização da terapia medicamentosa, prevenindo eventos adversos e garantindo eficácia. Objetivos: Caracterizar o perfil de IF realizadas em unidades de terapia intensiva. Métodos: Trata-se de um estudo descritivo e retrospectivo, que utilizou informações do banco de dados de IF do núcleo de assistência farmacêutica de um hospital público terciário, localizado em Fortaleza, Ceará. Os dados foram referentes aos meses de janeiro a dezembro de 2024. O trabalho foi aprovado no Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) com número do parecer 7.296.170. Resultados e discussão: Foram realizadas 3.791 IF nas três UTIs do nosocômio estudado, destas, 94,32% foram aceitas junto à equipe multiprofissional. Os medicamentos</span> f<span>oram: polimixina B (n= 242); teicoplanina (n= 156); meropenem (n= 140) e omeprazol endovenoso (n= 131). Em relaçãoaos PRM identificados, os mais prevalentes foram: sobredose (n= 661); parecer da infectologia pendente (n= 447); não prescrito medicamento necessário (n= 513) e prescrito medicamento não necessário (n= 417). As IFs foram classificadas como relacionadas à segurança (n= 1618), necessidade (n= 1543) e efetividade (n= 458). A alta taxa de aceitação das IFs reflete a importância do farmacêutico na equipe multiprofissional e a qualidade técnicas das intervenções. Os antimicrobianos que aparecem como os mais alvos de IF necessitam de ajustes de doses de acordo com peso, variações plasmáticas e função renal. Os PRMs citados se relacionam à complexidade do manejo farmacoterapêutico em pacientes graves, que frequentemente requerem ajustes de dose para evitar toxicidade (sobredose) e garantir eficácia (medicamento necessário não prescrito). Além disso, a dependência da avaliação dos infectologistas para uso de antimicrobianos e a prescrição de medicamentos desnecessários refletem a necessidade de otimização da terapia e prevenção de eventos adversos. As intervenções garantiram segurança, necessidade e eficácia, prevenindo erros, otimizando doses e melhorando os desfechos clínicos. Conclusão: As IF mostraram alto impacto na segurança do paciente, com alta taxa de aceitação. Os antimicrobianos foram os principais alvos, destacando a necessidade de ajustes de dose. A predominância de PRMs como sobredose e prescrição inadequada reforça a complexidade da terapia em UTIs. A classificação das IFs evidencia seu papel na segurança, necessidade e efetividade, ressaltando a importância do farmacêutico na equipe multiprofissional.</span></p>
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César Augusto Cavalcante Bezerra
Francisco Wallison Barbosa de Lima
Alyne Mara Rodrigues de Carvalho
Sylvana Macedo de Morais Menezes
Daniel Moreira Alves da Silva
Intervenção farmacêutica
farmacia clínica
unidade de terap iantensiva
<p><span>Introdução: As intervenções farmacêuticas (IF) são instrumentos essenciais para a segurança do paciente, reduzindo problemas relacionados a medicamentos (PRM), como erros de dosagem, interações e uso irracional (ARAÚJO et al., 2017). O farmacêutico desempenha um papel fundamental na otimização da terapia medicamentosa, prevenindo eventos adversos e garantindo eficácia. Objetivos: Caracterizar o perfil de IF realizadas em unidades de terapia intensiva. Métodos: Trata-se de um estudo descritivo e retrospectivo, que utilizou informações do banco de dados de IF do núcleo de assistência farmacêutica de um hospital público terciário, localizado em Fortaleza, Ceará. Os dados foram referentes aos meses de janeiro a dezembro de 2024. O trabalho foi aprovado no Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) com número do parecer 7.296.170. Resultados e discussão: Foram realizadas 3.791 IF nas três UTIs do nosocômio estudado, destas, 94,32% foram aceitas junto à equipe multiprofissional. Os medicamentos</span> f<span>oram: polimixina B (n= 242); teicoplanina (n= 156); meropenem (n= 140) e omeprazol endovenoso (n= 131). Em relaçãoaos PRM identificados, os mais prevalentes foram: sobredose (n= 661); parecer da infectologia pendente (n= 447); não prescrito medicamento necessário (n= 513) e prescrito medicamento não necessário (n= 417). As IFs foram classificadas como relacionadas à segurança (n= 1618), necessidade (n= 1543) e efetividade (n= 458). A alta taxa de aceitação das IFs reflete a importância do farmacêutico na equipe multiprofissional e a qualidade técnicas das intervenções. Os antimicrobianos que aparecem como os mais alvos de IF necessitam de ajustes de doses de acordo com peso, variações plasmáticas e função renal. Os PRMs citados se relacionam à complexidade do manejo farmacoterapêutico em pacientes graves, que frequentemente requerem ajustes de dose para evitar toxicidade (sobredose) e garantir eficácia (medicamento necessário não prescrito). Além disso, a dependência da avaliação dos infectologistas para uso de antimicrobianos e a prescrição de medicamentos desnecessários refletem a necessidade de otimização da terapia e prevenção de eventos adversos. As intervenções garantiram segurança, necessidade e eficácia, prevenindo erros, otimizando doses e melhorando os desfechos clínicos. Conclusão: As IF mostraram alto impacto na segurança do paciente, com alta taxa de aceitação. Os antimicrobianos foram os principais alvos, destacando a necessidade de ajustes de dose. A predominância de PRMs como sobredose e prescrição inadequada reforça a complexidade da terapia em UTIs. A classificação das IFs evidencia seu papel na segurança, necessidade e efetividade, ressaltando a importância do farmacêutico na equipe multiprofissional.</span></p>
title PERFIL DAS INTERVENÇÕES FARMACÊUTICAS EM UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA: IMPACTO CLÍNICO E NA SEGURANÇA DO PACIENTE
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