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Main Authors: Fernando Alves da Silva, Gabriel Wilker de Alencar Farias, Karen da Silva Pinheiro, Maria Zilma Bella Rodrigues da Silveira, Tiago Lima Sampaio
Format: Recurso digital
Language:
Published: Zenodo 2026
Subjects:
Online Access:https://doi.org/10.5281/zenodo.19008879
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author Fernando Alves da Silva
Gabriel Wilker de Alencar Farias
Karen da Silva Pinheiro
Maria Zilma Bella Rodrigues da Silveira
Tiago Lima Sampaio
author_facet Fernando Alves da Silva
Gabriel Wilker de Alencar Farias
Karen da Silva Pinheiro
Maria Zilma Bella Rodrigues da Silveira
Tiago Lima Sampaio
contents <p><span><strong>Introdução:</strong> A insulina inalatória foi desenvolvida visando uma ação mais rápida, pela ampla área de superfície e capacidade de entrega sistêmica do pulmão, bem como uma opção ao uso da injetável. A tecnologia Technosphere Insulin (TI) é baseada em partículas com capacidade de adsorção da insulina e em proporções adequadas para atingir os alvéolos pulmonares. Considerando a novidade tecnológica, o objetivo do trabalho é elencar evidências do uso da TI no tratamento da Diabetes Mellitus. <strong>Metodologia:</strong> Trata-se de uma revisão de literatura conduzida nas bases de dados PubMed, Embase e BVS, utilizando a expressão de busca desenvolvida pela estratégia PICO: ("Diabetes Mellitus" OR "Diabetic Patients") AND ("Technosphere insulin" OR "Inhaled insulin") AND (Efficacy). Os critérios de exclusão foram: estudos duplicados, fora do período dos últimos 5 anos, fora do escopo e revisões de literatura. Os trabalhos resultantes foram lidos e extraiu-se de cada um seus principais resultados. </span><span><strong>Resultados e Discussão:</strong> Encontrou-se 30 estudos, permanecendo, após aplicação dos critérios de exclusão, apenas 10 para análise na íntegra. Em adultos com Diabetes Mellitus tipo 1 (DM1), Kaiserman et al. (2023) mostraram que Technosphere Insulin (TI) tem eficácia comparável com a insulina de infusão automática (AID) na redução dos valores de hemoglobina glicada (HbA1c), quando associada com uma insulina basal. Manoukian et al. (2020) relataram que, após 52 semanas de tratamento, a TI instigou reduções mais expressivas nos valores de HbA1c que a insulina Asparte. McGill et al. (2021) evidenciaram uma redução similar à insulina Lispro, mas com melhor controle da glicemia pós-prandial. Galderisi et al. (2020) mostraram que TI em doses altas reduziu significativamente a glicemia pós-prandial em cerca de 30 minutos. Haller et al. (2023) concluíram que a TI pode ser uma alternativa eficaz no controle pós-prandial ao tratamento injetável. White et al. (2020) e Grant et al. (2020) obtiveram resultados em pacientes pediátricos comparáveis entre a TI e a insulina regular. Nos adultos com DM2, Levin et al. (2021) observaram uma redução de 20% na dose média da insulina utilizada pelos participantes. No entanto, Hoogwerf et al. (2021) não observaram diferenças significativas na eficácia entre ambas, mas destacou uma menor frequência de hipoglicemia com a TI, fato também visto por Desborough et al. (2021). <strong>Conclusão:</strong> A insulina technosphere (TI) inalatória é uma opção promissora para o manejo do diabetes, com administração menos invasiva e rápido início de ação. Além de apresentar eficácia comparável às insulinas subcutâneas, apresentam boa efetividade na redução da glicemia pós-prandial e na incidência de hipoglicemia. Contudo, enfrenta desafios como a necessidade de doses adicionais, efeitos adversos como a tosse, as quais devem ser abordadas em pesquisas futuras.</span></p>
format Recurso digital
id zenodo_https___doi_org_10_5281_zenodo_19008879
institution Zenodo
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publishDate 2026
publisher Zenodo
record_format zenodo
spellingShingle EFICÁCIA DA INSULINA TECHNOSPHERE INALÁVEL NO CONTROLE GLICÊMICO DA DIABETES MELLITUS: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
Fernando Alves da Silva
Gabriel Wilker de Alencar Farias
Karen da Silva Pinheiro
Maria Zilma Bella Rodrigues da Silveira
Tiago Lima Sampaio
Insulina Technosphere
Diabetes Mellitus
Hemoglobina glicada
<p><span><strong>Introdução:</strong> A insulina inalatória foi desenvolvida visando uma ação mais rápida, pela ampla área de superfície e capacidade de entrega sistêmica do pulmão, bem como uma opção ao uso da injetável. A tecnologia Technosphere Insulin (TI) é baseada em partículas com capacidade de adsorção da insulina e em proporções adequadas para atingir os alvéolos pulmonares. Considerando a novidade tecnológica, o objetivo do trabalho é elencar evidências do uso da TI no tratamento da Diabetes Mellitus. <strong>Metodologia:</strong> Trata-se de uma revisão de literatura conduzida nas bases de dados PubMed, Embase e BVS, utilizando a expressão de busca desenvolvida pela estratégia PICO: ("Diabetes Mellitus" OR "Diabetic Patients") AND ("Technosphere insulin" OR "Inhaled insulin") AND (Efficacy). Os critérios de exclusão foram: estudos duplicados, fora do período dos últimos 5 anos, fora do escopo e revisões de literatura. Os trabalhos resultantes foram lidos e extraiu-se de cada um seus principais resultados. </span><span><strong>Resultados e Discussão:</strong> Encontrou-se 30 estudos, permanecendo, após aplicação dos critérios de exclusão, apenas 10 para análise na íntegra. Em adultos com Diabetes Mellitus tipo 1 (DM1), Kaiserman et al. (2023) mostraram que Technosphere Insulin (TI) tem eficácia comparável com a insulina de infusão automática (AID) na redução dos valores de hemoglobina glicada (HbA1c), quando associada com uma insulina basal. Manoukian et al. (2020) relataram que, após 52 semanas de tratamento, a TI instigou reduções mais expressivas nos valores de HbA1c que a insulina Asparte. McGill et al. (2021) evidenciaram uma redução similar à insulina Lispro, mas com melhor controle da glicemia pós-prandial. Galderisi et al. (2020) mostraram que TI em doses altas reduziu significativamente a glicemia pós-prandial em cerca de 30 minutos. Haller et al. (2023) concluíram que a TI pode ser uma alternativa eficaz no controle pós-prandial ao tratamento injetável. White et al. (2020) e Grant et al. (2020) obtiveram resultados em pacientes pediátricos comparáveis entre a TI e a insulina regular. Nos adultos com DM2, Levin et al. (2021) observaram uma redução de 20% na dose média da insulina utilizada pelos participantes. No entanto, Hoogwerf et al. (2021) não observaram diferenças significativas na eficácia entre ambas, mas destacou uma menor frequência de hipoglicemia com a TI, fato também visto por Desborough et al. (2021). <strong>Conclusão:</strong> A insulina technosphere (TI) inalatória é uma opção promissora para o manejo do diabetes, com administração menos invasiva e rápido início de ação. Além de apresentar eficácia comparável às insulinas subcutâneas, apresentam boa efetividade na redução da glicemia pós-prandial e na incidência de hipoglicemia. Contudo, enfrenta desafios como a necessidade de doses adicionais, efeitos adversos como a tosse, as quais devem ser abordadas em pesquisas futuras.</span></p>
title EFICÁCIA DA INSULINA TECHNOSPHERE INALÁVEL NO CONTROLE GLICÊMICO DA DIABETES MELLITUS: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
topic Insulina Technosphere
Diabetes Mellitus
Hemoglobina glicada
url https://doi.org/10.5281/zenodo.19008879